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06 Out 2005

Metendo o Pé na Jaca do Desarmamento

Escrito por 
Você, amigo leitor, não é uma pessoa tola, obviamente, e deve já ter pelo menos levantado a uma reris questão que seja sobre os motivos de termos tanto apoio da mídia frente a este tema, não é mesmo?O referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munições está aí, a invadir nossos lares. Entretanto, a propaganda descarada pelo desarmamento da sociedade vem ocorrendo sistematicamente a longos anos com o apoio dos grandes conglomerados de mídia como a Globo, SBT, et caterva, juntamente com o financiamento de ONG’s internacionais milionárias e instituições como a Fundação Ford e metacapitalistas como o senhor George Soros, maior financiador do Partido Democrata dos USA. Ah! Tudo isso com o endosso da ONU, é claro.

Você, amigo leitor, não é uma pessoa tola, obviamente, e deve já ter pelo menos levantado a uma reris questão que seja sobre os motivos de termos tanto apoio da mídia frente a este tema, não é mesmo? E mais: o leitor como bom observador que é deve ter percebido que será pela primeira vez no correr deste mês que teremos um espaço para a apresentação do ponto de vista dos cidadãos que vêem com muita desconfiança a suposta “benevolência” da proposta que está em pauta, não é mesmo? E, alias, com propagandas bastante modestas em comparação com o show publicitário dos que apóiam a dita regulamentação.

Dito isso, vamos a alguns pontos que, ao nosso ver, devem ser abordados para que possamos refletir um pouco sobre o assunto. Você sabia que as sociedades democráticas, como nós a conhecemos hoje, surgiram justamente no momento em que as armas de fácil manejo e de baixo custo passaram a ser fabricadas? Antes, quando estas tinham um alto custo de produção e eram de difícil manuseio acabaram sendo criadas castas que monopolizava o seu uso gerando os Estados absolutistas e autoritários de todo gênero. Para conferir basta estudar um pouquinho de história que você irá averiguar este fato capcioso.

Doravante, no correr do século XX, quanto estas já existiam, para se criar regimes em que os cidadãos tornaram-se meros instrumentos do Estado, foi-se proibido que o homem comum pudesse portar uma arma e assim poder ser colocado abaixo dos flancos de ditaduras totalitárias. Assim procedeu-se no correr do século XX na Alemanha nazista, na ex-URSS, na Bulgária, na Romênia, etc., e ainda hoje, no século XXI, na China “Popular”, na Coréia do Norte, em Cuba (amada dos Petistas) e tutti quanti.

O amigo leitor pode estar neste momento imaginando que estes são simplórios devaneios, de um lunático ensandecido e perguntando-se o que isso tudo tem haver com um assunto tão imediato como o referendo com hipóteses tão “imaginárias”, não é mesmo? Ora, deite seus olhos sob a nossa história recente, sob nossa história republicana e você verá quatro golpes de Estado, dez revoltas e tentativas de golpe de Estado e dois regimes ditatoriais por baixo e, por mais que nossas instituições democráticas estejam consolidadas, ainda são como a um castelo de cartas. Ora, se hoje temos um Presidente que afirma que na Venezuela governada por Hugo Chávez há um “excesso de democracia”, quem nos dirá que em um futuro breve não venhamos a ter um “excesso de democracia” similar aqui?

Outro ponto que, creio eu, deve chamar a atenção do leitor são algumas das experiências recentes com desarmamento da população civil realizada em outros países que, ao invés de reduzir o número de crimes, apenas os fez aumentar na mesma proporção em que se fez diminuir o número de armas de fogo legalmente adquiridas. Parece absurdo, mas não é. Foi o caso da Austrália. E a explicação é simples e ao mesmo tempo irônica: o fato de as pessoas honestas estarem entregando as suas armas para as autoridades competentes (e lá, são de fato), transmitiu uma certa tranqüilidade para os delinqüentes que passaram a agir com maior “segurança” em seus delitos pois sabiam que a maioria das pessoas de bem haviam entregue os seus artefatos bélicos.

Imaginem se isso ocorre aqui onde as autoridades não tem o mesmo aparato que as autoridades Australianas? Imaginem o que ocorreria aqui, onde as autoridades não são capazes de impedir que marginais comandem os seus “negócios” de dentro das carceragens que deveriam isola-los de seus pares do mundo exterior? Bem, neste caso a sociedade padeceria e a marginalidade agradeceria, não é mesmo?

E não paremos por aqui que a novela é longa. Retomemos os longos anos do tema sendo abordado pelas mídias, em especial pela rede Globo de televisão, inclusive em suas cansativas, melosas e enfadonhas telenovelas. Isso sem falar nos inúmeros bonitinhas das telinhas e palcos de nosso Brasil que também se manifestam em prol da proibição. Você não vê nada de errado nisso? Se a intenção é tão benevolente por quê de tantos paetês, de tanta maquiagem para defender uma idéia?

Por fim, por mais convencido que você esteja de sua opinião edificada a partir das imagens das telenovelas e das informações supostamente imparciais dadas pelos longos anos de propaganda em prol do desarmamento e da proibição da venda de armas de fogo legalmente, dê o benefício da dúvida e reflita sobre estas questões que estão em voga apesar de não estarem sendo colocadas em pauta, pois, se tapar o sol com uma peneira pouco resolve um problema, imaginem acabar com a violência tapando-a com uma bandeira com duas mãos unidas em forma de cisne e cantarolando “eu sou da paz”. Ou você é daqueles que acredita que o crime organizado terá os seus corações sensibilizados com os seus slogans decoradinhos?

Basta que pensemos com a necessária seriedade e com a devida sinceridade para procurarmos uma resposta que, não será dada pela Maria Paula do Caceta & Planeta e muito menos pelo Fasto Silva, mas sim, pela sua consciência. Ou isso lhe basta, essas imagens bonitinhas para tomar uma decisão desta magnitude?
O referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munições está aí, a invadir nossos lares. Entretanto, a propaganda descarada pelo desarmamento da sociedade vem ocorrendo sistematicamente a longos anos com o apoio dos grandes conglomerados de mídia como a Globo, SBT, et caterva, juntamente com o financiamento de ONG’s internacionais milionárias e instituições como a Fundação Ford e metacapitalistas como o senhor George Soros, maior financiador do Partido Democrata dos USA. Ah! Tudo isso com o endosso da ONU, é claro.

Você, amigo leitor, não é uma pessoa tola, obviamente, e deve já ter pelo menos levantado a uma reris questão que seja sobre os motivos de termos tanto apoio da mídia frente a este tema, não é mesmo? E mais: o leitor como bom observador que é deve ter percebido que será pela primeira vez no correr deste mês que teremos um espaço para a apresentação do ponto de vista dos cidadãos que vêem com muita desconfiança a suposta “benevolência” da proposta que está em pauta, não é mesmo? E, alias, com propagandas bastante modestas em comparação com o show publicitário dos que apóiam a dita regulamentação.

Dito isso, vamos a alguns pontos que, ao nosso ver, devem ser abordados para que possamos refletir um pouco sobre o assunto. Você sabia que as sociedades democráticas, como nós a conhecemos hoje, surgiram justamente no momento em que as armas de fácil manejo e de baixo custo passaram a ser fabricadas? Antes, quando estas tinham um alto custo de produção e eram de difícil manuseio acabaram sendo criadas castas que monopolizava o seu uso gerando os Estados absolutistas e autoritários de todo gênero. Para conferir basta estudar um pouquinho de história que você irá averiguar este fato capcioso.

Doravante, no correr do século XX, quanto estas já existiam, para se criar regimes em que os cidadãos tornaram-se meros instrumentos do Estado, foi-se proibido que o homem comum pudesse portar uma arma e assim poder ser colocado abaixo dos flancos de ditaduras totalitárias. Assim procedeu-se no correr do século XX na Alemanha nazista, na ex-URSS, na Bulgária, na Romênia, etc., e ainda hoje, no século XXI, na China “Popular”, na Coréia do Norte, em Cuba (amada dos Petistas) e tutti quanti.

O amigo leitor pode estar neste momento imaginando que estes são simplórios devaneios, de um lunático ensandecido e perguntando-se o que isso tudo tem haver com um assunto tão imediato como o referendo com hipóteses tão “imaginárias”, não é mesmo? Ora, deite seus olhos sob a nossa história recente, sob nossa história republicana e você verá quatro golpes de Estado, dez revoltas e tentativas de golpe de Estado e dois regimes ditatoriais por baixo e, por mais que nossas instituições democráticas estejam consolidadas, ainda são como a um castelo de cartas. Ora, se hoje temos um Presidente que afirma que na Venezuela governada por Hugo Chávez há um “excesso de democracia”, quem nos dirá que em um futuro breve não venhamos a ter um “excesso de democracia” similar aqui?

Outro ponto que, creio eu, deve chamar a atenção do leitor são algumas das experiências recentes com desarmamento da população civil realizada em outros países que, ao invés de reduzir o número de crimes, apenas os fez aumentar na mesma proporção em que se fez diminuir o número de armas de fogo legalmente adquiridas. Parece absurdo, mas não é. Foi o caso da Austrália. E a explicação é simples e ao mesmo tempo irônica: o fato de as pessoas honestas estarem entregando as suas armas para as autoridades competentes (e lá, são de fato), transmitiu uma certa tranqüilidade para os delinqüentes que passaram a agir com maior “segurança” em seus delitos pois sabiam que a maioria das pessoas de bem haviam entregue os seus artefatos bélicos.

Imaginem se isso ocorre aqui onde as autoridades não tem o mesmo aparato que as autoridades Australianas? Imaginem o que ocorreria aqui, onde as autoridades não são capazes de impedir que marginais comandem os seus “negócios” de dentro das carceragens que deveriam isola-los de seus pares do mundo exterior? Bem, neste caso a sociedade padeceria e a marginalidade agradeceria, não é mesmo?

E não paremos por aqui que a novela é longa. Retomemos os longos anos do tema sendo abordado pelas mídias, em especial pela rede Globo de televisão, inclusive em suas cansativas, melosas e enfadonhas telenovelas. Isso sem falar nos inúmeros bonitinhas das telinhas e palcos de nosso Brasil que também se manifestam em prol da proibição. Você não vê nada de errado nisso? Se a intenção é tão benevolente por quê de tantos paetês, de tanta maquiagem para defender uma idéia?

Por fim, por mais convencido que você esteja de sua opinião edificada a partir das imagens das telenovelas e das informações supostamente imparciais dadas pelos longos anos de propaganda em prol do desarmamento e da proibição da venda de armas de fogo legalmente, dê o benefício da dúvida e reflita sobre estas questões que estão em voga apesar de não estarem sendo colocadas em pauta, pois, se tapar o sol com uma peneira pouco resolve um problema, imaginem acabar com a violência tapando-a com uma bandeira com duas mãos unidas em forma de cisne e cantarolando “eu sou da paz”. Ou você é daqueles que acredita que o crime organizado terá os seus corações sensibilizados com os seus slogans decoradinhos?

Basta que pensemos com a necessária seriedade e com a devida sinceridade para procurarmos uma resposta que, não será dada pela Maria Paula do Caceta & Planeta e muito menos pelo Fasto Silva, mas sim, pela sua consciência. Ou isso lhe basta, essas imagens bonitinhas para tomar uma decisão desta magnitude?
Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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