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21 Ago 2007

Em Busca de Um Sentido

Escrito por 
É curioso, para não dizer patético, como muitas pessoas em sua crença de poder transformar em algo melhor, em “um mundo melhor possível”, acabam revelando, através de sua face benevolente, toda a sua truculência. Toda a sua crueldade.

“[...]ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz.

Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles”.
(Rm 2, I: 01)

 

É curioso, para não dizer patético, como muitas pessoas em sua crença de poder transformar em algo melhor, em “um mundo melhor possível”, acabam revelando, através de sua face benevolente, toda a sua truculência. Toda a sua crueldade.

Para começo de prosa, os indivíduos que condenam moralmente toda a humanidade por seus passos turvos e pelos seus tropeções aqui e acolá, apresentam, logo de cara, uma reforma total do ser humano e da sociedade só podem ser compreendidos como seres demoníacos. Nada mais e nada menos que isso.

Um indivíduo que afirma que tudo no mundo está carcomido pela corrupção e que ele, com sua cabecinha de toucinho, iluminada, tem uma proposta salvífica para todos nós está simplesmente se proclamando Deus. Isso mesmo! Um indivíduo que, muitas das vezes, decora algumas frases e outro tanto de jargões e acredita que as “suas convicções” são um bálsamo para toda humanidade é um demente perigoso.

No fundo, o que essa gente cheia de boa vontade quer é simplesmente tornar o mundo a sua imagem e semelhança (que medo) devido a seu pavor nascido de seu sentimento de impotência advindo de sua ignorância congênita. Ou seja: tenta purificar o mundo com o excremento de suas almas putrefazes.

Nenhuma das grandes tragédias que assombraram a humanidade foi desencadeada por pura crueldade. Todas elas foram movidas pelo desejo de fazer justiça, de libertar os oprimidos de construir um mundo melhor. Tudo isso feito pelas mãos de pessoas embebidas em sua vaidade tornando-se incapazes de perceber e compreender os males que estavam por desencadear, pois estas, viam-se e vêem-se, como seres acima do bem e do mal.

Desde a Revolução Francesa até as Ditaduras Comunistas (que eles denominam como “populares” ou “Democracias populares”) o cenário desenhado é este: tragédias e mais tragédias tangidas em um só couro em nome da humanidade, mesmo que isso custe a vida, a liberdade, a dignidade de milhões de seres humanos.

Ou seja: por não compreenderem de modo claro o sentido da vida, por não entenderem de modo lúcido o que é o ser humano, estas pessoas, perturbadas espiritualmente, acabam inventando toda uma nova antropovisão que só existe em suas mentes e, conseqüentemente, acabam atribuindo um novo propósito para o existir.

Deste modo, seguindo esse tipo de raciocínio, muitos pensadores acabaram elaborando sistemas filosóficos que procuravam criar uma nova fundamentação para o ser humano em total contradição com o que o ser humano é de fato.

Exemplo interessante deste problema é o marxismo que hoje se faz presente (de modo sutil ou cavalar) em todas as searas do conhecimento inerentes as ciências humanas.

Quando lemos o Manifesto do Partido Comunista de 1848, temos diante de nós o manifesto da Liga dos 12 Justos, uma sociedade secreta que Karl Marx e Friedrich Engels haviam se tornado membros em 1847. O documento que declara os intentos de um “socialismo (dito) científico” não passaria de um texto com um vocabulário modernizado dos fundamentos dos Illuminatis da Baviera que bradavam aos quatro ventos: "FIAT JUSTITIA, RUAT COELUM". (Faça-se a justiça, mesmo que desabem os céus)

Enfim, Marx foi um homem que proclamou a necessidade de transformar o mundo, não de pensá-lo. Conseguiu. Creio que ele não desejava tudo o que foi edificado a partir de sua obra, mas não havia como não o ser. Como esperar bons frutos das longas laudas de “O Capital”, obra que redigida com base em dados manipulados dos Blue books do Parlamento Britânico? Ou seja: negando extratos da realidade para melhor transforma-la de acordo com os seus propósitos.

Um homem cheio de boas intenções, mas de pouquíssimas ações sinceras. Similar aos seus seguidores que inundam o mundo hodierno com sua indignação de iluminados.

“[...]ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz.

Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles”.
(Rm 2, I: 01)

 

É curioso, para não dizer patético, como muitas pessoas em sua crença de poder transformar em algo melhor, em “um mundo melhor possível”, acabam revelando, através de sua face benevolente, toda a sua truculência. Toda a sua crueldade.

Para começo de prosa, os indivíduos que condenam moralmente toda a humanidade por seus passos turvos e pelos seus tropeções aqui e acolá, apresentam, logo de cara, uma reforma total do ser humano e da sociedade só podem ser compreendidos como seres demoníacos. Nada mais e nada menos que isso.

Um indivíduo que afirma que tudo no mundo está carcomido pela corrupção e que ele, com sua cabecinha de toucinho, iluminada, tem uma proposta salvífica para todos nós está simplesmente se proclamando Deus. Isso mesmo! Um indivíduo que, muitas das vezes, decora algumas frases e outro tanto de jargões e acredita que as “suas convicções” são um bálsamo para toda humanidade é um demente perigoso.

No fundo, o que essa gente cheia de boa vontade quer é simplesmente tornar o mundo a sua imagem e semelhança (que medo) devido a seu pavor nascido de seu sentimento de impotência advindo de sua ignorância congênita. Ou seja: tenta purificar o mundo com o excremento de suas almas putrefazes.

Nenhuma das grandes tragédias que assombraram a humanidade foi desencadeada por pura crueldade. Todas elas foram movidas pelo desejo de fazer justiça, de libertar os oprimidos de construir um mundo melhor. Tudo isso feito pelas mãos de pessoas embebidas em sua vaidade tornando-se incapazes de perceber e compreender os males que estavam por desencadear, pois estas, viam-se e vêem-se, como seres acima do bem e do mal.

Desde a Revolução Francesa até as Ditaduras Comunistas (que eles denominam como “populares” ou “Democracias populares”) o cenário desenhado é este: tragédias e mais tragédias tangidas em um só couro em nome da humanidade, mesmo que isso custe a vida, a liberdade, a dignidade de milhões de seres humanos.

Ou seja: por não compreenderem de modo claro o sentido da vida, por não entenderem de modo lúcido o que é o ser humano, estas pessoas, perturbadas espiritualmente, acabam inventando toda uma nova antropovisão que só existe em suas mentes e, conseqüentemente, acabam atribuindo um novo propósito para o existir.

Deste modo, seguindo esse tipo de raciocínio, muitos pensadores acabaram elaborando sistemas filosóficos que procuravam criar uma nova fundamentação para o ser humano em total contradição com o que o ser humano é de fato.

Exemplo interessante deste problema é o marxismo que hoje se faz presente (de modo sutil ou cavalar) em todas as searas do conhecimento inerentes as ciências humanas.

Quando lemos o Manifesto do Partido Comunista de 1848, temos diante de nós o manifesto da Liga dos 12 Justos, uma sociedade secreta que Karl Marx e Friedrich Engels haviam se tornado membros em 1847. O documento que declara os intentos de um “socialismo (dito) científico” não passaria de um texto com um vocabulário modernizado dos fundamentos dos Illuminatis da Baviera que bradavam aos quatro ventos: "FIAT JUSTITIA, RUAT COELUM". (Faça-se a justiça, mesmo que desabem os céus)

Enfim, Marx foi um homem que proclamou a necessidade de transformar o mundo, não de pensá-lo. Conseguiu. Creio que ele não desejava tudo o que foi edificado a partir de sua obra, mas não havia como não o ser. Como esperar bons frutos das longas laudas de “O Capital”, obra que redigida com base em dados manipulados dos Blue books do Parlamento Britânico? Ou seja: negando extratos da realidade para melhor transforma-la de acordo com os seus propósitos.

Um homem cheio de boas intenções, mas de pouquíssimas ações sinceras. Similar aos seus seguidores que inundam o mundo hodierno com sua indignação de iluminados.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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