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05 Ago 2007

O Descontínuo em Formação

Escrito por 
Não é à toa que este país está no estado em que se encotra. Não é à toa que nosso sistema educacional é o que é. Todos querem transformar o sistema, sem reconhecer nas falhas deste a sua própria contribuição.

Houve um tempo em que todos afirmavam que quando concluíam um curso superior eles estavam libertos, que não mais necessitaríam estar sentados nos bancos escolares. Houve um tempo em que um título representava a consumação de um processo de aprendizado, conferindo a este indivíduo um status de suposta superioridade.

Este tempo, obviamente, ainda não findou totalmente na mente de muitos educadores e das pessoas de um modo geral. Não por sua responsabilidade em si, mas sim, pelo fato de vivermos em uma sociedade como a brasileira onde os títulos, por mais parvos que sejam, são apresentados como sendo um símbolo de “superioridade”. Quantos já não viram um ambiente decorado com um diploma de datilógrafo ou diploma similar? O que dizer então do poder simbólico de um diploma Universitário?

Mas, em fim, o que nos interessa aqui nestas linhas é a abertura para uma reflexão sincera sobre a necessidade do estudo constante temperado por uma reflexão perene sobre o nosso ofício e, principalmente, sobre nossas pessoas, pois, triste é a vida humana que não se permite um momento de reflexão sobre a imagem construída de si. Infeliz é a pessoa que se fecha em copas para qualquer possibilidade de reflexão individual e grupal sobre suas práticas e saberes, pois, pessoas de alma obtusa como estas, são muitíssimo semelhante as rochas que, com o devir do tempo apenas se decompõem e nada mais.

Ao nosso ver, todo e qualquer momento em que mais de uma pessoa se reúnem em uma confraria ou em uma reunião formal para discutir, para aprender, temos presente um sinal de maturidade intelectual. Não há nada de errado em estar errado sobre nossa atuação docente. O que é um erro capital é temer a auto-correção deste e esquivar-se dela como o diabo se esquiva da cruz.

Diante disso, temos que ter em vista, sempre, que o nosso maior adversário está em nós mesmo. Está em nosso medo de que reconheçam a nossa humanidade, que identifiquem a nossa falibilidade. Temos a publicidade de nosso íntimo.

Ora, errar é humano. Corrigir o seu próprio erro é divino. Mas, esquivar-se de nossa humanidade e negarmos a possibilidade divinal nada mais é que estupidez e da brava. E o que é mais interessante nisso tudo: estes mesmos indivíduos que afirmam constantemente a necessidade da transformação da sociedade se negam a possibilidade de transformarem-se a si mesmos.

Não é à toa que este país está no estado em que se encotra. Não é à toa que nosso sistema educacional é o que é. Todos querem transformar o sistema, sem reconhecer nas falhas deste a sua própria contribuição.

Houve um tempo em que todos afirmavam que quando concluíam um curso superior eles estavam libertos, que não mais necessitaríam estar sentados nos bancos escolares. Houve um tempo em que um título representava a consumação de um processo de aprendizado, conferindo a este indivíduo um status de suposta superioridade.

Este tempo, obviamente, ainda não findou totalmente na mente de muitos educadores e das pessoas de um modo geral. Não por sua responsabilidade em si, mas sim, pelo fato de vivermos em uma sociedade como a brasileira onde os títulos, por mais parvos que sejam, são apresentados como sendo um símbolo de “superioridade”. Quantos já não viram um ambiente decorado com um diploma de datilógrafo ou diploma similar? O que dizer então do poder simbólico de um diploma Universitário?

Mas, em fim, o que nos interessa aqui nestas linhas é a abertura para uma reflexão sincera sobre a necessidade do estudo constante temperado por uma reflexão perene sobre o nosso ofício e, principalmente, sobre nossas pessoas, pois, triste é a vida humana que não se permite um momento de reflexão sobre a imagem construída de si. Infeliz é a pessoa que se fecha em copas para qualquer possibilidade de reflexão individual e grupal sobre suas práticas e saberes, pois, pessoas de alma obtusa como estas, são muitíssimo semelhante as rochas que, com o devir do tempo apenas se decompõem e nada mais.

Ao nosso ver, todo e qualquer momento em que mais de uma pessoa se reúnem em uma confraria ou em uma reunião formal para discutir, para aprender, temos presente um sinal de maturidade intelectual. Não há nada de errado em estar errado sobre nossa atuação docente. O que é um erro capital é temer a auto-correção deste e esquivar-se dela como o diabo se esquiva da cruz.

Diante disso, temos que ter em vista, sempre, que o nosso maior adversário está em nós mesmo. Está em nosso medo de que reconheçam a nossa humanidade, que identifiquem a nossa falibilidade. Temos a publicidade de nosso íntimo.

Ora, errar é humano. Corrigir o seu próprio erro é divino. Mas, esquivar-se de nossa humanidade e negarmos a possibilidade divinal nada mais é que estupidez e da brava. E o que é mais interessante nisso tudo: estes mesmos indivíduos que afirmam constantemente a necessidade da transformação da sociedade se negam a possibilidade de transformarem-se a si mesmos.

Não é à toa que este país está no estado em que se encotra. Não é à toa que nosso sistema educacional é o que é. Todos querem transformar o sistema, sem reconhecer nas falhas deste a sua própria contribuição.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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