A Ratio Pro Libertas, desde sua criação em 01 de Julho de 2003, tem se constituído em um espaço destinado à apresentação de idéias e propostas sobre Liberdade, Cidadania e Sociedade.

Neste período, a Ratio Pro Libertas tem recebido inúmeras contribuições, sejam idéias ou propostas, que têm permitido, inegavelmente, o salutar hábito da discussão, do debate acerca de temas relevantes e caros à nossa sociedade e ao mundo. Afinal, o inevitável fenômeno da globalização, permite o circular de uma idéia aqui apresentada e discutida, em qualquer rincão deste planeta quase que instantaneamente.

Diante deste fato, temos buscado permear todas as atividades da Ratio Pro Libertas com responsabilidade, caráter, honestidade e ética.

Temos aceito todas as formas de manifestação em relação as nossas atividades. Sejam críticas construtivas, ou manifestações contrárias. Todos, absolutamente todos os nossos leitores foram recebidos, e as suas idéias, independente de sua coloração política, partidária e ideológica. Tão importante quanto receber a todos, todos, rigorosamente todos, tiveram, da Ratio Pro Libertas, uma resposta, uma manifestação editorial. Nenhum de nossos usuários ficou sem nossa contrapartida à apresentação de idéias ou propostas. Isto como a clara e inequívoca intenção de, em primeiro lugar, atender ao nosso usuário que nos prestigia; em segundo lugar, abrir um canal para o debate, objetivo primordial da Ratio Pro Libertas.

Naturalmente que estabelecer um debate de idéias com aquele usuário que, como nós, entende e compreende os fenômenos da sociedade e do mundo, sob o mesmo manto ideológico, tende a ser mais fácil. Nosso maior desafio é com o nosso leitor ideologicamente contrário ao nosso ideário. A estes, temos buscado sempre apresentar nossos argumentos de forma coerente, séria, responsável e ética. Jamais, em momento algum, buscamos convencer quem quer que fosse a aderir ao pensamento ideológico da Ratio Pro Libertas. Assim continuaremos.

Por isso, desejamos reiterar que a equipe editorial da Ratio Pro Libertas, não tendo nenhum vínculo político-partidário, tem sim um viés ideológico. Este é um fato natural, considerando que todos nós da Ratio Pro Libertas, somos cidadãos e, portanto, temos nosso modo de conhecer a realidade que nos cerca.

Assim adotamos, como matiz ideológica, o pensamento liberal. Comungamos das idéias de Olavo de Carvalho, Ubiratan Iorio, Ludwig Von Mises, Friederich Hayek, Adam Smith, Milton Friedman, entre outros notórios pensadores liberais.

Este fato deve servir para tão e somente, esclarecer antecipadamente ao nosso usuário, como “pensa” a Ratio Pro Libertas. Não deve, de forma alguma, servir de meio a rechaçar qualquer idéia ou proposta situada, no espectro ideológico, em posição diametralmente oposta, ou que possua qualquer divergência.

Neste sentido, importante destacar o que é ser liberal, como forma de esclarecer, cristalinamente, nossos usuários a respeito do modo como vemos e entendemos a realidade que nos cerca e, principalmente, como conduzimos nossas atividades. Para tal, nos valeremos das considerações de João Mellão.

“Ser liberal é, sobretudo, jamais temer a liberdade; é acreditar no homem; é saber que, no âmago de cada um, reside uma usina de força, uma energia divina à espera de ser despertada.

É apostar no indivíduo; crer na sua capacidade de, por si só, reformar o mundo, melhorando-o, não só para si mas também para seus semelhantes e seus descendentes. Ser liberal é compreender que os direitos de cada indivíduo não são concedidos pela sociedade nem outorgados pelo Estado; são, isso sim, sagrados, emanados das mãos de Deus. Ser liberal é entender que a real liberdade não é apenas a liberdade política; que esta só se torna plena quando acompanhada da liberdade econômica. É defender que o mesmo direito de escolha que o homem, como cidadão, consuma pelo voto não lhe pode ser vedado – como produtor e consumidor – exercê-lo pelo mercado. Ser liberal é saber que somente pela livre opção dos consumidores, como pela livre concorrência entre os produtores, é que se dá o verdadeiro progresso, obtido com produtos e serviços cada vez melhores, oferecidos a preços cada vez mais baixos. É vedar ao Estado o direito de estabelecer monopólios, criar reservas de mercado ou outorgar privilégios a quem quer que seja sob qual pretexto for. Ser liberal é respeitar os cidadãos no seu direito à propriedade de todos os bens que, honestamente, amealharam.

É proteger a propriedade de cada um da sanha de todos; é proteger a propriedade de todos da sanha de cada um. Ser liberal é compreender que a solidariedade será sempre inócua enquanto se fizer pelos outros o que eles podem fazer por si próprios.

É auxiliar os fracos, socorrer os aflitos, mas jamais perder de vista que só se dá uma ajuda efetiva quando os ajudamos a se ajudarem. Ser liberal é defender intransigentemente a igualdade. Não como a padronização dos costumes ou o nivelamento das rendas.

É saber que a verdadeira igualdade é isso sim, a igualdade de oportunidades. E esta só se dá pelo acesso garantido a todos, sem discriminações, a serviços eficientes de educação, saúde, segurança e justiça. Ser liberal não é pregar o fim do Estado nem sequer enfraquecê-lo. É defender que ele seja forte e eficaz, porque concentrado nessas suas básicas funções.

Pois é somente através dessas garantias que o homem se torna um cidadão, preparado e capacitado a desenvolver-se em seus potenciais. Ser liberal, por fim, é acreditar que não se louva a Deus apenas pela prece, mas também pelo esforço de cada um para construir um mundo melhor. Pois a verdadeira fé não se manifesta apenas pelos joelhos que se dobram, mas principalmente pelo espírito, o qual nunca se deixa dobrar...”

Assim é que a base fundamental de nosso trabalho é a moral, a retidão de caráter, a honestidade de princípios e a seriedade de nossas propostas.

Agradecemos a todos aqueles que colaboram com nossas atividades. E com eles, desejamos manter este laço de sucesso.

Agradecemos todos aqueles que nos prestigiam, com suas visitas, com seus comentários, com suas críticas. Aqui continuaremos a receber a todos, sem nenhuma distinção.

Encerramos estas breves linhas, explicitando nossa crença, nos valendo da lição de Olavo de Carvalho: "Somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de conhecer”.
 
Obrigado.
28/03/2004