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José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

Sábado, 02 Maio 2015 22:27

O CONGRESSO NACIONAL MUDOU

Estamos vendo o crescente confronto entre os poderes do Estado, notadamente entre o Executivo e o Legislativo. O que aconteceu para determinar essa brusca mudança na correlação de forças? Basicamente as esquerdas, em 2014, encolheram, enquanto as forças de centro-direita cresceram, como veremos abaixo.

Segunda, 13 Abril 2015 16:43

O BALANÇO DO 12 DE ABRIL

O dia de hoje, 12 de abril, ficou marcado pelas grandes manifestações de massa, em todo o país. O mar de gente na Avenida Paulista foi o emblema dos atos. O que eu vi – e preciso ser honesto comigo mesmo – foi uma manifestação maior do que a do dia 15 de março. O espalhamento dos carros de som ajudou no preenchimento do espaço público. A estimativa da Polícia Militar de que havia 275 mil (um terço da anterior) não é realista. Os organizadores estimaram o número em 800 mil presentes, número bem próximo do real.

O mar de gente tomou a rua para um único objetivo: forçar a saída de Dilma Rousseff do poder. Mesmo os grupos que não verbalizaram o grito de “Fora, Dilma!” sabem que a gente na rua é sinônimo de falta de legitimidade dos governantes. O simples ir às ruas é uma demonstração de que se deseja a saída de Dilma. Importa o que ficou: a imagem das ruas tomadas por brasileiros insatisfeitos e dispostos a retornar à praça pública contra o governo, na primeira oportunidade.

Preciso insistir nos fatos fundamentais que determinaram a ida do povo às ruas: a indignação com a corrupção profunda praticada pelo governo do PT e a sensação de perda econômica trazida pela crise, notadamente a inflação e o desemprego. A percepção de que o futuro imediato é empobrecedor assusta muita gente, de todas as classes sociais. O excesso de tributação e regulação transbordou o limite da operacionalidade, inviabilizando que a população tenha um meio de vida decente, sem depender do Estado.

O tarifaço imposto pelo governo, especialmente no setor elétrico, piorou a percepção das pessoas sobre a qualidade do governo. Uma sensação de desamparo e de tunga é o que percebo nas pessoas. Contrariando as promessas de campanha, Dilma partiu para o ajuste fiscal em desespero, pois as expectativas dos agentes econômicos deterioraram-se rapidamente. O tarifaço turbinou a taxa de inflação, que agora se esparrama na maioria dos setores econômicos. Empobreceu sobretudo as camadas mais pobres da população.

O pano de fundo é a taxa de câmbio, preço muito sensível aos problemas de conjuntura. Certo que a desvalorização do real alimenta a inflação, mas é certo também que ela ajuda no equilíbrio da economia, sobretudo no setor externo. O Brasil precisa gerar saldos na balança comercial e minimizar os dispêndios nos serviços, o que só pode ser obtido com desvalorização cambial. Ela viria de qualquer maneira, em face do agigantamento dos déficits, cada vez mais difíceis de financiar. A pergunta é: até onde irá a desvalorização? Ninguém sabe, mas é certo que a crise política agrava a percepção dos agentes, contribuindo para a desvalorização.

Até agora os governantes não acusaram os agentes econômicos pela carestia, o que é habitual em governos do naipe do PT. Deverão fazê-lo em breve, sobretudo se a capacidade do ministro Joaquim Levy de permanecer no governo for minada. A crise de autoridade desaguará na crise administrativa. A ideologia do PT não pode conviver facilmente com a sobriedade e a racionalidade do ministro da Fazenda. Ele continua sendo um estranho no ninho.

A multidão nas ruas sabe disso, intuitivamente. Sabe que o PT é o mal na política, tanto por suas más intenções revolucionárias quanto pela incompetência na gestão governamental. É contra esse mal que ela luta. E o mal tem personificação, nome: Dilma Rousseff.

Penso que o PMDB continuará a estocar o PT, tomando-lhe nacos de poder. É evidente que a presidente é refém do Legislativo. A figura de Eduardo Cunha se agiganta como referência das ações antirrevolucionárias do PT, ele que não tem perdido a oportunidade de acuar o Executivo. Se o impeachment vier, será pela mão do PMDB.

De qualquer modo, a vida política dos próximos meses será profundamente impactada pelas manifestações. Quem viver verá.

Quarta, 08 Abril 2015 15:37

O CAOS POLÍTICO

O dia de ontem mostrou o tamanho do desastre da desarticulação política da presidente Dilma Rousseff. Sua inabilidade e falta de realismo levou-a a um beco sem saída.

Segunda, 06 Abril 2015 15:38

PROCURA-SE UM JARDINEIRO

De qualquer modo, uma transição ensejará e demandará uma composição do PMDB e do PSDB. Este último não gosta muito do primeiro, mas é inevitável que algo assim acontece. O PT e seus íntimos aliados revolucionários é que formarão a nova oposição.

Terça, 24 Março 2015 14:10

SINAIS DE VITALIDADE

O tempo do reinado do PT parece estar no fim. Quem viver verá.

Terça, 17 Março 2015 11:06

COMPREENDENDO O 15 DE MARÇO

O que esperar? Um agravamento da crise e a ampliação da insatisfação popular. Em tempos assim, os perigos rondam forte e tudo pode acontecer. A história está novamente em movimento. Quem viver verá.

Quinta, 12 Fevereiro 2015 14:00

A VERDADEIRA QUESTÃO DA CORRUPÇÃO

O único antídoto contra a corrupção é a certeza de que, se for apanhada, a pessoa cumprirá a pena. Petistas e empreiteiros se comportaram como se estivessem acima da lei.

Segunda, 02 Fevereiro 2015 13:55

A ELEIÇÃO DE EDUARDO CUNHA

O ano de 2015 será crucial. A derrocada do PT pode se acelerar, inclusive pela notória incompetência de Dilma Rousseff para conduzir o processo. Ela não sabe bem o que fazer no cargo que ocupa. O fim está próximo? Quem viver verá.

Quinta, 29 Janeiro 2015 09:10

O PROBLEMA DO PT

Essa gente acredita que pode governar de costas para a realidade, pregando e praticando coisas inviáveis e nocivas, contra a ordem econômica sadia e contra os bons costumes.

Segunda, 19 Janeiro 2015 11:15

A BASE ALIADA DO PT

Desde que o PT assumiu com Lula temos visto os esforços hercúleos do PT para formar uma “base aliada”, eufemismo para dizer que o partido quer consolidar uma maioria parlamentar, supostamente para facilitar a governabilidade. Isso seria o normal em todos os governos. Ocorre que a tal base aliada tem sido infiel e tem falhado nos momentos decisivos. Por quê?

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