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Dartagnan Zanela

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

Quarta, 05 Outubro 2005 21:00

Metendo o Pé na Jaca do Desarmamento

Você, amigo leitor, não é uma pessoa tola, obviamente, e deve já ter pelo menos levantado a uma reris questão que seja sobre os motivos de termos tanto apoio da mídia frente a este tema, não é mesmo?O referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munições está aí, a invadir nossos lares. Entretanto, a propaganda descarada pelo desarmamento da sociedade vem ocorrendo sistematicamente a longos anos com o apoio dos grandes conglomerados de mídia como a Globo, SBT, et caterva, juntamente com o financiamento de ONG’s internacionais milionárias e instituições como a Fundação Ford e metacapitalistas como o senhor George Soros, maior financiador do Partido Democrata dos USA. Ah! Tudo isso com o endosso da ONU, é claro.

Você, amigo leitor, não é uma pessoa tola, obviamente, e deve já ter pelo menos levantado a uma reris questão que seja sobre os motivos de termos tanto apoio da mídia frente a este tema, não é mesmo? E mais: o leitor como bom observador que é deve ter percebido que será pela primeira vez no correr deste mês que teremos um espaço para a apresentação do ponto de vista dos cidadãos que vêem com muita desconfiança a suposta “benevolência” da proposta que está em pauta, não é mesmo? E, alias, com propagandas bastante modestas em comparação com o show publicitário dos que apóiam a dita regulamentação.

Dito isso, vamos a alguns pontos que, ao nosso ver, devem ser abordados para que possamos refletir um pouco sobre o assunto. Você sabia que as sociedades democráticas, como nós a conhecemos hoje, surgiram justamente no momento em que as armas de fácil manejo e de baixo custo passaram a ser fabricadas? Antes, quando estas tinham um alto custo de produção e eram de difícil manuseio acabaram sendo criadas castas que monopolizava o seu uso gerando os Estados absolutistas e autoritários de todo gênero. Para conferir basta estudar um pouquinho de história que você irá averiguar este fato capcioso.

Doravante, no correr do século XX, quanto estas já existiam, para se criar regimes em que os cidadãos tornaram-se meros instrumentos do Estado, foi-se proibido que o homem comum pudesse portar uma arma e assim poder ser colocado abaixo dos flancos de ditaduras totalitárias. Assim procedeu-se no correr do século XX na Alemanha nazista, na ex-URSS, na Bulgária, na Romênia, etc., e ainda hoje, no século XXI, na China “Popular”, na Coréia do Norte, em Cuba (amada dos Petistas) e tutti quanti.

O amigo leitor pode estar neste momento imaginando que estes são simplórios devaneios, de um lunático ensandecido e perguntando-se o que isso tudo tem haver com um assunto tão imediato como o referendo com hipóteses tão “imaginárias”, não é mesmo? Ora, deite seus olhos sob a nossa história recente, sob nossa história republicana e você verá quatro golpes de Estado, dez revoltas e tentativas de golpe de Estado e dois regimes ditatoriais por baixo e, por mais que nossas instituições democráticas estejam consolidadas, ainda são como a um castelo de cartas. Ora, se hoje temos um Presidente que afirma que na Venezuela governada por Hugo Chávez há um “excesso de democracia”, quem nos dirá que em um futuro breve não venhamos a ter um “excesso de democracia” similar aqui?

Outro ponto que, creio eu, deve chamar a atenção do leitor são algumas das experiências recentes com desarmamento da população civil realizada em outros países que, ao invés de reduzir o número de crimes, apenas os fez aumentar na mesma proporção em que se fez diminuir o número de armas de fogo legalmente adquiridas. Parece absurdo, mas não é. Foi o caso da Austrália. E a explicação é simples e ao mesmo tempo irônica: o fato de as pessoas honestas estarem entregando as suas armas para as autoridades competentes (e lá, são de fato), transmitiu uma certa tranqüilidade para os delinqüentes que passaram a agir com maior “segurança” em seus delitos pois sabiam que a maioria das pessoas de bem haviam entregue os seus artefatos bélicos.

Imaginem se isso ocorre aqui onde as autoridades não tem o mesmo aparato que as autoridades Australianas? Imaginem o que ocorreria aqui, onde as autoridades não são capazes de impedir que marginais comandem os seus “negócios” de dentro das carceragens que deveriam isola-los de seus pares do mundo exterior? Bem, neste caso a sociedade padeceria e a marginalidade agradeceria, não é mesmo?

E não paremos por aqui que a novela é longa. Retomemos os longos anos do tema sendo abordado pelas mídias, em especial pela rede Globo de televisão, inclusive em suas cansativas, melosas e enfadonhas telenovelas. Isso sem falar nos inúmeros bonitinhas das telinhas e palcos de nosso Brasil que também se manifestam em prol da proibição. Você não vê nada de errado nisso? Se a intenção é tão benevolente por quê de tantos paetês, de tanta maquiagem para defender uma idéia?

Por fim, por mais convencido que você esteja de sua opinião edificada a partir das imagens das telenovelas e das informações supostamente imparciais dadas pelos longos anos de propaganda em prol do desarmamento e da proibição da venda de armas de fogo legalmente, dê o benefício da dúvida e reflita sobre estas questões que estão em voga apesar de não estarem sendo colocadas em pauta, pois, se tapar o sol com uma peneira pouco resolve um problema, imaginem acabar com a violência tapando-a com uma bandeira com duas mãos unidas em forma de cisne e cantarolando “eu sou da paz”. Ou você é daqueles que acredita que o crime organizado terá os seus corações sensibilizados com os seus slogans decoradinhos?

Basta que pensemos com a necessária seriedade e com a devida sinceridade para procurarmos uma resposta que, não será dada pela Maria Paula do Caceta & Planeta e muito menos pelo Fasto Silva, mas sim, pela sua consciência. Ou isso lhe basta, essas imagens bonitinhas para tomar uma decisão desta magnitude?
Terça, 27 Setembro 2005 21:00

A Cultura Que o Povo Quer

Enfim, graças ao Bom Deus o povo brasileiro tem muito mais a mostrar e deseja aprender muito mais do que demagogas como Regina Casé desejam mostrar que eles sejam.Fico muito feliz nas muitas vezes que converso com pessoas que não passaram longos anos por uma dita “educação formal”, principalmente quando essas me falam de suas preferências quanto a programas televisivos.

Todos, sem exceção, afirmam de maneira enfática que eles procuram ver televisão não para se “entreter” ou para assistir programas vazios de conteúdos. O que eles gostam mesmo são de programas educativos, informativos, sem lengalenga. Dentre estes programas eles destacam os documentários da TV Escola, TVE Brasil e TV Cultura, juntamente com programas como Globo ecologia, Globo Rural, etc.

Enfim, as pessoas que são classificadas pelos demagogos como “povão”, gosta mesmo de informação e de uma programação de qualidade e estão pouco interessadas nos produtos tóxicos enlatados pela industria cultural de maneira direta ou indireta.

Tal percepção que construímos da realidade cultural do Brasil dos desterrados nos permite afirmar que o novo quadro apresentado pela senhora Regina Casé no Fantástico não passa de mais uma visão grotesca do que seja a cultura popular em nosso país e o que vem a ser o foco de interesse de nossos co-cidadãos.

Grosserias a parte, o que falar de uma empresa que, ao mesmo tempo, afirma ser a educação o caminho para a “salvação nacional”, faz um culto hedonista a imagens vazias e a desejos superficiais consumistas como se estes fossem exemplos de bem-aventurança.

Enfim, graças ao Bom Deus o povo brasileiro tem muito mais a mostrar e deseja aprender muito mais do que demagogas como Regina Casé desejam mostrar que eles sejam. O povo brasileiro deseja se tornar melhor com as suas experiências sócio-culturais e não apenas ficar dando voltas em círculos em espetáculos do ridículo pós-modernista. Basta voltar o seu olhar para além da janela de ilusões televisivas para confirmar esse belo fato que tanto se quer ocultar afirmando que popular vem a ser sinônimo de ser chulo.
Domingo, 11 Setembro 2005 21:00

Notícias do Companheiro Hugo Chávez

Bem, segundo a agência Prensa Latina, o presidente venezuelano Hugo Chávez, falando no seu habitual programa de rádio "Alô Presidente", afirmou que a Venezuela iniciou a sua transição para o socialismo.

Quinta, 01 Setembro 2005 21:00

A Canalhice dos Intelectuais

Houve um tempo em que o vocábulo intelectual identificava aquelas pessoas que se dedicasse às coisas relativas ao intelecto, à compreender do mundo e acima de tudo, compreender a si enquanto indivíduo.

Quinta, 25 Agosto 2005 21:00

Brasil, Um País de Tolos

O que realmente falta é uma oposição séria e comprometida com a sociedade. Bem, mas isso já é pedir demais neste país, não é mesmo?

Sábado, 20 Agosto 2005 21:00

O Auto da Barca da Cidadania

A história da sociedade brasileira teve sempre o seu transcurso invertido, onde se acabou por fazer como o caboclo que, colocando a carroça à frente dos bois acreditava estar fazendo um grande gesto.

Sábado, 13 Agosto 2005 21:00

Desarmar Para Quê?

A primeira vista, parece óbvio que toda pessoa de bem, sensata, deverá optar pelo “sim” no referido plebiscito e que, todas as pessoas destemperadas e brutas irão, obviamente, optar pelo “não”.

Terça, 09 Agosto 2005 21:00

Repensando o Aprender e o Ensinar

Se tivéssemos que resumir o que é a sociedade moderna em uma única palavra, esta seria o vocábulo superficialidade.

Sábado, 23 Julho 2005 21:00

Os Jogos de Poder e do Saber

Como pensar o processo de ensino-aprendizagem em uma sociedade como a dos dias em que vivemos?

Quinta, 21 Julho 2005 21:00

Modernidade e Espetacularização

Quando pensamos a atual conjuntura política, não temos como nos esquivar da grotesca imagem que nos vem a vista através das mídias que acabam transformando todos os crimes contra a sociedade.

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