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Editoria RPLib

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Os artigos identifdicados como sendo de responsabilidade da "Editoria RPLib" constituem-se em transcrição, realizada pelos editores do site, de artigos publicados em veículos da mídia impressa, artigos esses que foram considerados, pelo seu conteúdo, como adequados para fazerem parte do universo dos demais veiculados nesse espaço, de autoria dos articulistas que enriquecem o site com suas reflexões.
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Quarta, 17 Novembro 2010 08:03

Com Dilma, PT Chega em Quinto

Euclides da Cunha compreendeu a mente e o comportamento dos brasileiros. Ao contrário de mim, ele jamais teria errado o resultado eleitoral. (por Diogo Mainardi)

Segunda, 11 Outubro 2010 14:16

Ética (por Antonio Anastasia)

Senhoras e Senhores

Em primeiro lugar gostaria de enfatizar que abordarei o tema da ética em função de minha experiência profissional.

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”.

A candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) seria eleita em primeiro turno, com 63,50% dos votos válidos, se as eleições fossem realizadas apenas entre os presos em regime provisório que votaram no domingo no Estado de São Paulo.

Sexta, 01 Outubro 2010 10:00

A Passagem (por The Economist)

Em editorial na sua edição desta semana, a Economist diz lamentar a dependência da candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sábado, 31 Maio 2008 21:00

Amazônia

Domingo, 27 Abril 2008 21:00

Carta ao General Heleno

Afinal, não há motivo nenhum para se conceder um Portugal inteiro a cerca de 15 mil índios existentes na reserva de Raposa Serra do Sol, assim como foi entregue um outro inteiro Portugal aos índios ianomâmis - Por Felix Maier

Exmo. Sr. general-de-exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Comandante Militar da Amazônia

Gostaria de cumprimentá-lo por sua dura crítica à política indígena atual, que concede latifúndios a uns poucos milhares de índios, em detrimento dos milhões de não-índios do Brasil, ou seja, da maioria dos brasileiros. Afinal, não há motivo nenhum para se conceder um Portugal inteiro a cerca de 15 mil índios existentes na reserva de Raposa Serra do Sol, assim como foi entregue um outro inteiro Portugal aos índios ianomâmis, inviabilizando completamente o desenvolvimento econômico do Estado de Roraima. Com essa aberração, criaram-se os dois maiores latifúndios do planeta. Não há necessidade de se conceder tanta terra para tão poucas pessoas. Depois de 500 anos, está mais do que na hora de os índios amazônicos aprenderem a plantar feijão, arroz e milho, e criar umas galinhas para seu próprio sustento. Petrificá-los na Idade da Pedra, com arco e flecha nas mãos, como o faz a atual política indigenista, é um ato tão vergonhoso quanto os antigos bantustões existentes na África do Sul, onde negros eram confinados em reservas e de lá só podiam sair com autorização do governo do Apartheid. O correto é que, paulatinamente, os índios brasileiros tenham acesso à civilização e participem ativamente de toda a vida social, econômica e política, de modo a se tornarem proeminentes figuras nacionais.

Louvo também, general Heleno, sua defesa instransigente da Amazônia, de sua integridade física que deve ter seu processo de conquista fiscalizado pelo Governo Federal, não tolhido por este, como é o caso dos rizicultuores de Roraima que há décadas promovem o desenvolvimento daquele estado e agora estão prestes a ser expulsos pelos capitães-do-mato da Polícia Federal como se fossem perigosos delinqüentes. Há necessidade de se ter a presença de maior número de soldados na área, para sua integração e defesa. "Integrar, para não entregar" é o lema do Exército e de toda a nação brasileira. Infelizmente, o governo federal não concorda com esse lema e é entreguista, na medida em que dá mais apoio às ONGs estrangeiras que lá prosperam como praga do que aos poucos militares que lá servem nas guarnições de fronteira. A maioria das ONGs que lá operam estão a serviço de interesses alienígenas, não dos brasileiros e, por isso, deveriam ser imediatamente expulsas da área.

Não tenho dúvida nenhuma, general Heleno, que todos os militares brasileiros, das três Forças Armadas, da ativa e da reserva, apóiam sua firme posição frente às questões amazônicas, assim como todos os brasileiros que ainda não estão comprometidos com a atual República Sindicalista (a “esquerda escocesa”, do uísque, ao qual o senhor se referiu com muita propriedade), de molde fascicomunista, iniciada no governo Collor, ampliada no governo FHC e exacerbada no governo Lula, que dá continuidade ao processo de criação de bantustões por todo o território nacional - os famigerados guetos indígenas, quilombolas e do MST -, dentro dos moldes stalinistas, em que a terra não pertence ao seu ocupante mas é destinada ao uso coletivo de sua população, como os kholkozes soviéticos de triste memória, em que o Leviatã estatal é seu único proprietário. Infelizmente, estamos caminhando rapidamente para a instauração do “Brasilistão” - uma mistura de Brasil com Afeganistão, em que prosperam grupos tribais com seus privilégios e suas leis próprias, não uma sociedade nacional organizada, existente em todos os países democráticos modernos.

A respeito dos bantustões brasileiros, sugiro a Vossa Excelência a leitura de um texto de minha autoria, disponível no endereço http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5996&language=pt.

A respeito dos quilombolas, sugiro acessar http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6238&language=pt.

Atenciosamente,

Félix Maier
Capitão QAO R/

Segunda, 08 Outubro 2007 21:00

A China Não Dá Comida

Dez por cento dos chineses vivem abaixo da linha de pobreza, um índice melhor do que o verificado no Brasil, que registra 38% de pobres e 16% em estado de pobreza extrema - Por Carlos Alberto Sardenberg

Dez por cento dos chineses vivem abaixo da linha de pobreza, um índice melhor do que o verificado no Brasil, que registra 38% de pobres e 16% em estado de pobreza extrema. Na China não tem Bolsa-Família nem programas assistenciais e Previdência pública, que pagam um salário mínimo para 10% da população.

Esse tipo de comparação é sempre difícil, mas é universalmente reconhecido que a China todo ano retira milhões de pessoas da pobreza. E faz isso com educação (em geral, paga) e com empregos.

É o contrário do que se faz por aqui. Outro dia, defendendo o pesado aumento de gastos públicos, o presidente Lula fez uma defesa vigorosa dos programas sociais, em especial do Bolsa-Família, porque “o mais importante é a gente dar comida para a parte mais necessitada do povo brasileiro”.

Um modelo econômico que fornece educação de qualidade e gera empregos não precisa dar comida, pois fornece às pessoas meios mais eficientes e duradouros. Com uma profissão e um emprego, a pessoa cuida de sua vida e, ainda mais, gera valor para a sociedade com seu trabalho.

Já a pessoa que recebe o Bolsa-Família só tem a situação melhorada enquanto continuar recebendo o auxílio mensal. Na verdade, a assistência social, com o governo dando dinheiro às pessoas, é uma demonstração da falta de dinamismo de um país. Perdurando, esse atraso torna a assistência uma necessidade permanente, quando deveria ser uma ação emergencial.

Mas o governo está promovendo o crescimento econômico, assegura Lula, e também fará “muitas estradas, muitos portos, muitos aeroportos”.

E aqui reside a questão do momento para a economia brasileira, a alternativa para os gastos públicos: programas sociais (distributivismo) ou investimentos em infra-estrutura (dinamismo e acumulação). Recentemente, o presidente condenou os que querem transformar todo o dinheiro público em estradas e portos, porque, repetiu, o gasto social é, na verdade, o melhor investimento, pois se trata de investir no ser humano.

Há muita confusão aqui, de modo que convém separar as coisas. Gastar em educação e saúde é investir na pessoa e capacitá-la para ganhar a vida. O governo brasileiro, desde antes de Lula, gasta bastante nessas duas áreas, mas reconhecidamente gasta mal. Basta ver o desempenho medíocre de nossos alunos nos testes internacionais. Basta ver as seguidas crises dos serviços de saúde. Portanto, nesse item, não falta investimento, falta qualidade de aplicação.

O presidente também está errado quando diz que, em nome do social, precisa contratar mais funcionários e gastar mais. Mesmo porque o gasto com funcionários (por aumento de salários e de número de pessoas) tem crescido ano a ano, sem que se perceba ganho significativo nos serviços.

O Bolsa-Família, sim, tem apresentado resultados eficientes no que se refere a melhorar a vida dos mais pobres. Mas não garante futuro aos beneficiados.

Além disso, o aumento dos gastos no social reduz, sim, o investimento do governo em infra-estrutura - este um gasto que gera empregos de imediato e aumenta a capacidade de crescimento futuro.

O presidente Lula promete o que não pode cumprir quando diz que seu governo vai dar muita comida e fazer muitas obras. Mesmo governos de países ricos não têm recursos para fazer tudo isso. Em outras palavras, é preciso fazer escolhas o tempo todo.

Embora diga que não, o governo Lula fez sua escolha. Neste ano, o governo federal está gastando 19% do Produto Interno Bruto (PIB) em Previdência, área social e funcionalismo e custeio da máquina. Em investimentos, se conseguir gastar todo o previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), será 0,9% do PIB.

Até algum tempo atrás, o presidente e seus principais ministros ainda toleravam o discurso segundo o qual era preciso conter o gasto público e melhorar a eficiência geral do sistema. Essa preocupação, que era muito nítida ao tempo de Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, gerou projetos interessantes. Por exemplo, o Projeto de Lei Complementar (PLC ) nº 1, enviado neste ano ao Congresso Nacional, e que estabelece o seguinte: o gasto com pessoal da União, em um determinado ano, será o equivalente ao que se gastou no ano anterior, mais a inflação (medida pelo IPCA), mais 1,5% de aumento real.

Ainda em março deste ano, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foi à Câmara dos Deputados defender o projeto. Sua exposição ainda está na página do Ministério (www.planejamento.gov.br) e merece ser lida. Ali está explicado como os gastos com pessoal têm crescido fortemente e de maneira imprevisível, de modo a alcançar hoje 26% da despesa primária (exclui pagamento de juros).

Pela regra prevista no PLC, a folha total de 2008 poderia subir apenas 5,56% nominais, considerando-se inflação de 4%. Mas o projeto de orçamento para 2008, já encaminhado ao Congresso, prevê que os gastos com o pessoal terão um aumento nominal de 10,8%. Vale este.

Embalados pela popularidade e pelo bom momento da economia nacional, Lula e seus colaboradores recuperaram o antigo DNA petista: tudo se resolve pelo Estado, quanto maior, melhor.

Por isso convém prestar atenção nas privatizações atuais do governo Lula. Concedeu um trecho de quase 800 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul para a Vale do Rio Doce e tem programado a concessão de sete trechos de rodovias federais, para as quais devem concorrer inclusive investidores privados estrangeiros. Sem contar a concessão das usinas do Rio Madeira.

Pode ser a saída. Quem sabe, pressionado pela falta de dinheiro para grandes investimentos, o governo decida abrir cada vez mais a área de infra-estrutura, incluindo os aeroportos, para a iniciativa privada.

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Por Carlos Alberto Sardenberg

Publicado no jornal Estado de São Paulo em 08/10/07

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