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Márcio Coimbra

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

Quarta, 21 Maio 2014 15:23

MONICA E HILLARY

 

 

 

Mas enquanto Monica fica no passado, Benghazi está cada vez mais no presente. E isto sim é algo que deve tirar o sono de Hillary.

Sexta, 16 Maio 2014 14:20

O CENTRO E A POLÍTICA

 

 

Os americanos ressentem-se de não possuir um centro político, um partido que acomode os moderados de ambas agremiações e que pudesse ser o fiel da balança no parlamento.

Quinta, 17 Abril 2014 15:21

A QUESTÃO MARINA

 

 

 

A candidatura está construída e divulgada. Marina Silva irá acompanhar Eduardo Campos na disputa presidencial. Tudo indica que realmente aceitou a vice e seguirá ao lado do líder do PSB.

Quarta, 26 Março 2014 13:45

DIPLOMACIA ERRÁTICA

 

 

 

 

 

 

 

Resta aos americanos e europeus, antes de continuar por estratégias erráticas, entender o que realmente deseja a Rússia e assim antecipar seus próximos passos, afinal, como dizia o Embaixador Roberto Campos, "a diplomacia é a arte de ver antes, não necessariamente de ver mais, e nunca ver demais".

Terça, 18 Março 2014 16:25

OBAMA E UCRÂNIA

 

 

 

Mas enquanto o tabuleiro da política internacional move-se no longo prazo, o da popularidade é movimentado no curto. Aí está o dilema de Obama.

Terça, 11 Março 2014 15:03

A INFLUÊNCIA DO TEA PARTY

 

 

 

Depois de dois dias entre os conservadores, fica uma certeza, o Tea Party mexeu com a alma e o brio dos republicanos e sua sede de vitória nunca esteve tão forte.

Quinta, 06 Março 2014 15:15

UCRÂNIA EM PERSPECTIVA

 

 

A questão envolvendo a Rússia e a Ucrânia é muito mais complexa do que podemos imaginar. Argumentos existem de todos os lados. É preciso, portanto, colocar as coisas em perspectiva neste momento. A Ucrânia é de fato um país dividido.

Terça, 25 Fevereiro 2014 16:09

DATAFOLHA: A VEZ DE MARINA

Mais uma vez voltamos para política nacional. Saiu mais uma pesquisa que merece análise mais apurada. Se no meio da semana tivemos a CNT/MDA, no final de semana chegaram tabulados os números do Datafolha. Ambas pesquisas seguem no mesmo sentido, mas com uma pequena alteração que pode fazer toda a diferença.

Terça, 18 Fevereiro 2014 15:45

PROMESSA BRASILEIRA

No Brasil, o entusiasmo virou preocupação, para não dizer decepção. Nosso País, visto na última década como a grande promessa, parece cada vez mais continuar a ser exatamente isso, uma grande promessa.

Terça, 28 Agosto 2007 21:00

França Sem Fronteiras

Pelas mãos de Sarkozy e suas visões estratégicas de longo prazo, a França retoma de forma inteligente seu importante papel no jogo político internacional no mundo.

As mudanças propostas por Nicolas Sarkozy em sua campanha eram profundas e tocavam em um ponto muito importante, a política social francesa. Estava claro que o principal foco de suas ações de governo residiriam na política doméstica. Entretanto, o novo governo surpreendeu. Além de adotar uma política interna ativa, que incluiu a desarticulação da oposição e propostas legislativas importantes, montou uma estratégia de política exterior inteligente e eficaz, manejando de forma hábil a posição francesa no jogo internacional. A escolha de Bernard Kouchner, fundador da ONG Médicos sem Fronteiras, para dirigir a pasta internacional não foi um mero acaso, tampouco sua visita a Bagdá nos últimos dias.

Ainda durante a campanha ouvi Sarkozy mencionar a necessidade de existir um maior diálogo entre os países do Mediterrâneo. Já no governo tem se movimentado neste sentido e um exemplo foi sua posição de protagonista na questão da libertação de uma equipe médica búlgara que estava presa em Trípoli há oito anos. Com este movimento caiu a última barreira entre Líbia e União Européia, onde a França servirá como importante interlocutora. Isto é apenas uma amostra do que Sarkozy pretende produzir nas relações entre o Mediterrâneo e a Europa, logicamente sob a liderança francesa.

A decisão de Sarkozy e sua família de passar férias no lago Winnipesaukee, em New Hampshire, teve como pano de fundo um encontro com George Bush exatamente na casa dos pais do Presidente dos Estados Unidos, em Walker's Point. Ali foram recebidos Mikhail Gorbachev e Margaret Thatcher em tempos passados e recentemente foi destino do presidente russo Vladimir Putin. Um encontro, portanto, recheado de simbolismos e recados nas fotos divulgadas mundo afora. Sarkozy não foi recebido na Casa Branca, em Camp David ou mesmo no racho em Crawford, mas em Walker's Point – e isto tem muitos significados. O mais importante neste caso é notar a relação madura que Sarkozy terá com a Casa Branca, ao contrário de Blair ou Chirac, para citar os dois extremos anteriores.

Neste ponto entra a questão do Iraque e a visita de Bernard Kouchner. Os americanos tem no país do Oriente Médio uma fonte inesgotável de problemas que não parece ter solução no curto prazo com a simples operação militar. A manutenção da política atual levará a uma situação de inércia. A chegada de Gordon Brown a Downing Street com um gabinete majoritariamente contrário a guerra certamente acarretará diminuição da influência inglesa. Um vácuo está sendo criado exatamente quando a presença estrangeira deveria adquirir novos contornos. O Iraque entra em uma nova etapa, onde a ONU, em certos aspectos, pode se encaixar de forma perfeita. Para esta nova fase, a inserção da França como parceira é o que pode fazer a diferença. Um governo francês que cultiva boas relações com Washington e condição de diálogo e amizade com o mundo árabe é um trunfo consistente e importante.

Sarkozy já tem feito uso dessas boas relações desde o início de seu governo. Foi assim na Síria e no Líbano, onde Kouchner atuou como uma hábil moderador, ouvindo as partes envolvidas no conflito. Além disso, a França tem ligações históricas com o Irã que podem ser muito úteis neste momento em que o regime dos aiatolás se torna uma ameaça significativa. Além do que, o Iraque possui uma maioria xiita, que apesar de linhas distintas, é similar a do Irã. Como se a conjunção de fatores em favor dos franceses não fosse bastante, Bernard Koucher é respeitado pelos curdos em função de seu trabalho junto a ONU e a Médicos Sem Fronteiras nos anos 80 e 90.

A oposição francesa já vocifera contra Sarkozy, acusando-o de submeter-se aos desejos de Washington. Entretanto, enganam-se aqueles que acreditam nesta versão. Muito pelo contrário, o Presidente posiciona a França como a única interlocutora viável e confiável em todos os lados e o fará com o apoio das Nações Unidas e Estados Unidos. Ou seja, para validar a equação da esquerda francesa, é preciso invertê-la. Sarkozy não está entrando no jogo dos americanos, ao contrário do que muitos pensam, mas tomando as rédeas do jogo para si.

Depois do desgaste sofrido pelos Estados Unidos e a provável diminuição brutal de seu contingente militar na região, a França entrará em cena em um momento crucial dispondo dos meios necessários para estabilizar a região. Há neste ponto uma ótima oportunidade. O período é de negociação e os franceses mantém a equação perfeita, posicionando-se entre ocidente, muçulmanos e Nações Unidas. O fato é que se o renascimento da democracia iraquiana ocorrer sob olhos da ONU e auspícios da França, será um trunfo invejável. Bernard Koucher, que além de tudo foi o administrador das Nações Unidas para o Kosovo, tem a experiência necessária para conduzir esse processo, sendo assim peça chave deste novo desenho político que toma contornos cada vez mais definidos. Pelas mãos de Sarkozy e suas visões estratégicas de longo prazo, a França retoma de forma inteligente seu importante papel no jogo político internacional no mundo.

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