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Márcio Coimbra

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

“Em menos de três meses, a política externa do presidente Jair Bolsonaro, executada pelo chanceler Ernesto Araújo, não se apequenou diante dos desafios nem buscou o refúgio confortável da inação ou da mesmice, isso apesar da gritaria da mídia tradicional e de supostos especialistas. Esses pseudo-luminares, sabemos bem, cultivam a inapetência para reconhecer avanços que quebram paradigmas vetustos e são incapazes de enxergar resultados que desmentem seus pressupostos.

Nesse período, a política externa voltou a mostrar liderança na nossa região, ao injetar novo ânimo no Grupo de Lima, ampliando a pressão sobre a ditadura de Maduro na Venezuela. Em vez do apaziguamento de ditadores que prevaleceu no passado, em que diplomacia se confundia com cumplicidade diante de crimes, o Brasil emprestou sua palavra e seu peso político para denunciar o regime narco-terrorista que tortura seu próprio povo. Com isso, aliou a defesa dos valores caros à sociedade brasileira, como a liberdade e a dignidade humanas, a uma visão estratégica de nosso interesse nacional concreto e palpável, já que a continuidade desse regime ilegítimo é uma ameaça constante à segurança e ao bem-estar não apenas dos venezuelanos, mas de toda a região.

O governo também logrou dar mostras de que o país agora tem rumo e direção. O povo decidiu dar um basta aos anos de uma política nociva aos cofres públicos e contrária aos valores da família. As urnas decidiram virar a página de um Estado inchado, perdulário, leniente com o crime e cúmplice da corrupção, sócio de uma educação que deixara de formar cidadãos bem preparados para o mercado de trabalho para produzir militantes políticos em escala industrial. E uma política externa ideológica, baseada num falso consenso, como se suas linhas mestras fossem imutáveis. Um consenso artificial, fabricado, que nada mais era do que uma senha para a inação, para a preguiça mental e, sobretudo, para o estelionato eleitoral cometido alegremente como um crime continuado, já que o orientação diplomática não poderia ser modificada para refletir a vontade popular.

Isso mudou no Itamaraty com a escolha de Ernesto Araújo pelo presidente Jair Bolsonaro. O atual governo não tem vergonha de responder aos anseios populares, de ouvir o clamor das ruas, em particular daqueles que trabalham, respeitam as leis e abominam a degenerescência moral e política que a esquerda nos quis impor. Esse novo Brasil foi apresentado à comunidade internacional em Davos, na Suíça, onde o presidente e ministros do governo tiveram encontros com empresários e formadores de opinião, gerando aumento de confiança dos investidores no país. A busca de uma relacionamento externo produtivo também foi evidente na visita do primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a primeira de um chefe de governo israelense ao Brasil. Na pauta: cooperação em tecnologia e inovação, temas de defesa e segurança e mais comércio e investimentos.

É essa mesma orientação que está por trás da escolha de EUA, Chile e Israel como primeiros destinos de visitas bilaterais de Bolsonaro. Com cada um desses parceiros, temos a oportunidade de construir relações muito mais vantajosas agora que estamos livres das amarras ideológicas. A agenda é a que foi prometida durante a campanha e não uma versão pasteurizada e com novo rótulo da política externa da inação: vamos aprofundar as relações bilaterais, os acordos e a cooperação com países que possam alavancar o nosso desenvolvimento e aumentar a competitividade de nossa economia. Essa é a receita do governo Bolsonaro, consagrada nas urnas, para gerar renda e emprego, assim como moldar nossas relações exteriores de acordo com nossos interesses e valores, no lugar de uma subordinação cega às forças do globalismo que tendem a diluir nações numa espécie geleia geral que deveríamos supostamente engolir para obter pontos junto a órgãos multilaterais e a autonomeados guardiães da “ordem internacional baseada em regras”.

Ainda há muito a se fazer em todas as esferas, mas não há dúvida que hoje os brasileiros podem se orgulhar de sua política externa que defende os valores da pátria sem medo de desagradar os setores minoritários avessos às mudanças ditadas pelo povo. Política externa democrática, nacionalista e moderna foi o que exigiu a maioria que votou em Bolsonaro. E é isso que o governo entregará, porque leva a sério o ditado: vox populi, vox Dei.”

 

Fonte: “Gazeta do Povo”

A percepção internacional do Brasil mudou de forma sensível nos últimos meses. Os movimentos do governo Bolsonaro nesta área têm colocado o Brasil em um novo patamar na arena externa, abandonando as alianças ideológicas com a esquerda e privilegiando outras com países que convergem com os mesmo valores de nossa nação.

Sábado, 12 Janeiro 2019 00:30

PEQUENAS VITÓRIAS

Ponto fundamental para o começo do governo Bolsonaro são as reformas pretendidas pelo Planalto. As frentes são as mais variadas e caminham desde a economia, passando pelas relações exteriores e chegando em áreas como justiça e educação. Este é o maior desafio do governo, entregar resultados tangíveis em áreas estratégicas de forma rápida e eficiente.

Quarta, 26 Dezembro 2018 12:50

GLOBALISMO EN MARCHE!

Os distúrbios ocorridos na França lembram as manifestações que tomaram conta do Brasil em 2013. A origem do movimento, entretanto, está além das justificativas objetivas, como o aumento das passagens de ônibus ou a elevação do preço do diesel.

Sexta, 07 Dezembro 2018 11:41

RETOMADA INTERNACIONAL

A visita de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos tende a se tornar um marco importante na retomada das relações entre Brasília e Washington. Ao tomar a iniciativa de iniciar essas conversas, nosso país sinaliza de modo claro que deseja resgatar os laços que historicamente sempre uniram as duas nações.

Segunda, 26 Novembro 2018 19:36

REAÇÃO INDECENTE

Depois de serem varridos da política pelas urnas, os derrotados do último pleito, representantes do velho establishment, resolveram dar o troco. Reunidos em Brasília, buscaram uma forma de mostrar força usando a democracia como escudo para justificar sua atitude nitidamente antirrepublicana.

Quinta, 08 Novembro 2018 16:34

REINVENTAR O SISTEMA

A eleição de Jair Bolsonaro para o Planalto é algo muito mais significativo, em termos históricos, do que vem sendo dito. Para além de encerrar mais um ciclo de 30 anos na política brasileira e implementar uma guinada conservadora, tudo indica que o novo governo inaugurará uma nova forma de fazer política, tentando colocar um ponto final no presidencialismo de coalizão em vigência desde o começo da Nova República.

Quinta, 01 Novembro 2018 16:56

LIÇÕES DO PLEITO

A primeira conclusão é simples. Como escrevi nesta coluna mais de um ano atrás, estávamos diante de um processo eleitoral denso, que encerra um ciclo de 30 anos da política brasileira, iniciado com a redemocratização. Nosso país tem esta característica e produz a cada três décadas uma mudança de fundo nas estruturas de poder. Um processo que começou em 2013, encontrou seu ápice em 2018.

Quinta, 25 Outubro 2018 17:36

AOS INIMIGOS, A LEI

Ao levantar esse argumento, Haddad argumenta que a lei deve ser aplicada somente diante dos seus inimigos. Uma postura que em nada rima com a democracia que diz defender. Tudo indica que o abalo sofrido pela perda do poder foi profundo e a falta de autocrítica levará o partido a derrota mais profunda de sua história.

Quinta, 11 Outubro 2018 17:26

ELEITOR EM FÚRIA

O resultado eleitoral deste domingo deixou um recado muito claro para os políticos: o eleitor cansou. Isto tem íntima relação com o momento que estamos vivendo, de reorganização do tecido político com o fim da Nova República. As velhas práticas e estratégias não funcionam mais, assim como os nomes tradicionais e antigas alianças.

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