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Artigos (5057)

04 Jul 2004
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O presidente da República está empenhado de corpo e alma na tarefa de se constituir num líder mundial. O corpo procura se mover com a agilidade de George Bush e a alma exibe aquela sensibilidade para com as carências alheias que adorna o papa João Paulo II.

03 Jul 2004
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A coligação do PSB com o PMDB em torno da chapa de Erundina/Temer desfez a tendência de polarização que parecia inevitável entre a candidata governista, Marta Suplicy, e José Serra, do PSDB. O eleitor paulistano foi brindado com uma opção antes inviável eleitoralmente.

03 Jul 2004
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A inevitável conclusão é que o PT em nada difere dos demais partidos políticos. A aura de partido magnânimo encontra-se atolado em um lamaçal sem precedentes.

03 Jul 2004
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Nesse palco do absurdo que é o mundo a maior parte dos comportamentos não passam de encenações. Afinal, o que vale são as aparências e não as essências, o modo como se fala e não o que se fala, a simulação do que se sente e não o que se sente.

30 Jun 2004
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Eis o navio petista! Pragmatismo econômico de um lado, obtusidade política-ideológica de outro; Banco Central responsável a bombordo, irresponsabilidade nos gastos públicos a estibordo; Palocci na proa, Dirceu na popa; Meirelles no convés, Rebelo nos porões. A que destino levará?

30 Jun 2004
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Definitivamente, racionalidade não é posição política, é contingência da vida, uma necessidade de sobrevivência. A lei da escassez em economia vale desde sempre, desde que o mundo é mundo, e o dito “comerás o pão com o suor de seu rosto” só é superado por aqueles que fogem às regras da ética ou são beneficiados por iniqüidades legais, o que dá na mesma.

30 Jun 2004
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Como o ministro da Defesa tentou influir na disputa bilionária da FAB e perdeu o apoio dos militares.


Primeiro ele foi afastado do processo de licitação para a compra de 12 caças para a Força Aérea. O presidente Lula já informou a interlocutores que só volta a debater o assunto quando tiver um novo ministro da Defesa. Ele também foi tirado da gestão de R$ 163 milhões para compra de equipamentos para o Sivam. O tema será resolvido diretamente com o Comando da Aeronáutica. São tão fortes os sinais de que o diplomata José Viegas está sendo ejetado do Ministério da Defesa, que ele enviou um emissário de confiança para pedir uma nota de desagravo aos três comandantes militares. O da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, desconversou. Na Marinha, o almirante Roberto Carvalho, respondeu: “Não é o momento oportuno”. O comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, convocou uma reunião do alto comando para discutir a atuação de Viegas à frente das tropas. Em determinado momento, de acordo com um general presente à reunião, Albuquerque desabafou: “Esse sujeito não tem mais condições de ser nosso ministro”.

Preocupado com a rebelião em curso, dias atrás o presidente Lula chamou os três comandantes para jantar no Palácio da Alvorada. Viegas não foi convidado. Lula tentou contemporizar. “Esqueçam ele; quando precisarem, falem direto comigo”, disse o presidente.

Neste momento Lula tenta encontrar uma saída honrosa para José Viegas. Pode enviá-lo em breve para a embaixada em Roma ou para a missão da Organização Mundial do Comércio em Genebra. “Ele tem que ir para um posto importante para não cair na carreira”, disse Lula a um interlocutor. “Não posso desprestigiá-lo”. Outra idéia é mantê-lo no cargo, sem poderes, até a reforma ministerial planejada para depois das eleições de outubro. O fato é que José Viegas ainda está ministro de direito, mas já não é de fato o ministro da Defesa. Cometeu uma série de erros nos últimos meses que minaram sua liderança junto à tropa. Um deles foi fazer uma reforma de R$ 400 mil numa casa oficial na Península dos Ministros, tomada do chefe do Estado Maior da Aeronáutica. Mas sua cabeça foi posta na guilhotina por outro motivo. Viegas trombou com o círculo íntimo do poder na condução do projeto FX, a licitação internacional para a compra dos caças da FAB. A primeira encomenda, de 12 supersônicos, vai custar US$ 700 milhões. Com os armamentos, a compra chega a US$ 1,2 bilhão. Depois virão mais 12 caças – e seus armamentos.

No total serão gastos US$ 2,3 bilhões, ou mais de R$ 7 bilhões. Ex-embaixador em Moscou, Viegas vinha defendendo a compra do avião russo Sukhoi 35, em detrimento da Embraer, que propõe montar no Brasil o francês Mirage 2000. Em meados de março, Viegas começou a pressionar o presidente a fechar com os russos. As pressões aumentaram em abril para que Lula convocasse logo o Conselho de Defesa Nacional, instância que oficialmente decidirá a licitação. Um pouco antes de viajar para a China, em meados de maio, Lula afastou Viegas do processo. “O presidente ficou furioso com a forma com que ele forçou a barra”, relata um dos membros do Conselho.

Lula entregou a condução do projeto FX para os ministros Antônio Palocci, da Fazenda, e Luiz Gushiken, da Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. Ambos estariam defendendo a vitória da Embraer. José Dirceu, da Casa Civil, já teve voz ativa no assunto. Dias atrás foi procurado pelo representante de uma das indústrias concorrentes. “Desse assunto, tô fora”, disse. Dois outros ministros também têm vozes ativas no processo. Um é o chanceler Celso Amorim – suas intervenções no Planalto indicam que ele pende para a Embraer. O outro é Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento. Ele está com os russos por conta do pacote comercial tentador embutido na oferta do Sukhoi, o chamado off-set. Os russos comprariam do Brasil US$ 3 bilhões em produtos agrícolas, especialmente carne e frango. Também acenaram com um acordo para a transferência de tecnologia espacial, que seria utilizada na Base de Alcântara.

Foi nesse ponto que Viegas começou a se enforcar. Ele foi duas vezes a Moscou acertar detalhes da oferta espacial. O problema é que já havia um acordo similar em andamento com a Ucrânia, principal rival dos russos no lançamento de foguetes. De volta ao Brasil, Viegas começou a pressionar o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, a não assinar com os ucranianos. “Não posso, isso está resolvido desde o governo Fernando Henrique”, respondeu Campos. Em paralelo, Viegas perdeu a ascendência sobre os militares. Romperam em fins de abril, num episódio sobre aumento salarial. Quando Guido Mantega anunciou que daria aumento aos funcionários públicos, Viegas disse que não havia nada previsto à tropa. Isso porque, segundo ele, os três comandantes não teriam lhe comunicado nada sobre as necessidades das legiões. Os três ficaram furiosos. Desde então os três só se comunicam com o ministro por escrito. Nos dias subseqüentes Lula embarcou para a China. Pediu para fazer uma escala técnica na Ucrânia e acertou detalhes do acordo espacial que Viegas queria fazer com os russos. Na volta começou a debater, de seu próprio jeito, para onde – e quando – vai despachar José Viegas.

CAÇAS SUPERSÔNICOS
José Viegas trabalhou para que os caças russos da Sukhoi levassem a melhor na bilionária licitação da FAB e entrou em atrito com setores do Planalto.

SEM LICITAÇÃO
R$ 1,9 milhão foi quanto o ministro pagou para contratar, sem licitação, a consultoria do amigo Antônio Bogato, da FGV. O trabalho consistia numa reengenharia das Forças Armadas.

DAMA DE COMPANHIA
A esposa Érika sentia-se só em Brasília. Viegas designou a assessora Íris Lima para lhe fazer companhia, com aumento de R$ 3,8 mil.

QUEBRA DE HIERARQUIA
30% era o aumento desejado pelos militares. José Viegas não encaminhou o pedido ao Planalto e perdeu a confiança do comando do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

 

Publicado originalmente no site Parlata

29 Jun 2004
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Cada país da América Latina teve ou ainda tem – como o patético Hugo Chávez está aí para comprovar – figuras semelhantes ao falecido Leonel Brizola e creio que não seja necessário citá-los um a um.

28 Jun 2004
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Homens e nações responsabilizam os outros por seus fracassos. É justo começar a responsabilizá-los também por seus sucessos. (Mark Twain)

27 Jun 2004
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Como já dizia aquele luminar da ciência jurídica nazista, Carl Schmitt, “Em política só há amigo ou inimigo”. Mas o que ele não dizia é que inimigos de ontem podem ser amigos de hoje; amigos de hoje, inimigos de amanhã.

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