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01 Mai 2004
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Dei a aula que gostaria de dar ao Lula, mas desconfio que ele não teria concentração para uma conversa tão longa e eu perderia o meu precioso tempo.

01 Mai 2004
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Entretanto, observando as normas legais, o Sr Luís Inácio consta nos anais do Tribunal Superior Eleitoral, como presidente do Brasil. Logo, somente ele poderia demitir o ministro José Dirceu.

29 Abr 2004
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A razão de ser desse fracasso é muito simples: os recursos são escassos e o Estado é cronicamente um gastador pródigo, desperdiçando preciosos meios que teriam melhor uso se permanecessem na sua esfera de origem, a iniciativa privada.

29 Abr 2004
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Bem lembrado por Bornhausen, o desemprego na região metropolitana de São Paulo está em 12,8%, o qual, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é o dobro da média mundial.

29 Abr 2004
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Como seria de se esperar num autor que é hoje a encarnação mais completa da impostura intelectual na França.

28 Abr 2004
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A crença de que a miséria produz a violência é, ela própria, geradora de violência

27 Abr 2004
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A organização internacional permite à esquerda produzir alternadamente, conforme bem lhe convenha, uma impressão de unanimismo global ou um estado de confusionismo universal.

26 Abr 2004
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O governo Lula tem, entre suas principais características, a ambivalência. Esta, levada às últimas conseqüências, promove a erosão da autoridade.

26 Abr 2004
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O tom informal empregado pelo Sr Luís Inácio se tornou um fato rotineiro, tão comum que se vulgarizou.


Possivelmente, talvez certamente, o Sr Luís Inácio da Silva tenha, após 16 meses de sua posse no mais alto cargo da administração federal, assumido posturas que vêem se constituindo em características de seu modo particular de estar Presidente. O que, aliás, é natural. O Presidente Fernando Henrique também levou para sua administração, o “seu modo de ser”, assim como o fizeram os Presidentes José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco (apenas para citar os chefes de estado e governo no pós-regime militar). Logo, mais do que natural, era esperado que o Sr Luís Inácio não fugisse a essa “regra”.
A partir de 1o. de Janeiro de 2003, tendo o Brasil um novo Presidente, legal e legitimamente empossado, o povo brasileiro começou a acompanhar o “jeito Luís Inácio” de governar. No entanto, não me refiro ao jeito de governar no que tange as questões de Estado. Estas correm apenas pelos corredores do Palácio do Planalto, único foro legítimo para as discussões e tomadas de decisões de assuntos de interesse nacional. Aqui, não se estará analisando a forma de administrar o país, o estado brasileiro. Não se estará, portanto, procurando acertos ou erros nas políticas sociais ou econômicas adotadas pela administração do Sr Luís Inácio da Silva. Assim, sempre que, neste texto, houver referência ao “jeito Luís Inácio” de governar, estar-se-á analisando as atitudes exteriorizadas pelo homem Luís Inácio da Silva, seja no trato com a imprensa, seja no trato com o povo, quero dizer, seu comportamento longe das frias paredes do Palácio do Planalto.

Desse modo, após quase um ano e meio de governo Luís Inácio da Silva é possível afirmar que o “jeito Luís Inácio” de governar tem se caracterizado pela informalidade, em ocasiões absolutamente inadequadas, tais como solenidades, almoços ou discursos. O tom informal empregado pelo Sr Luís Inácio se tornou um fato rotineiro, tão comum que se vulgarizou. Diariamente assistimos manifestações, atitudes e comportamentos de um chefe de estado e governo que beiram o ridículo. Os atos do Presidente, que deveriam estar respaldados por uma necessária formalidade inerente ao cargo, são rotineiramente postos de lado pelo próprio Presidente, passando então, a adotar um estilo populista de abraços e apertos de mãos a todo e qualquer um no meio da multidão; piadas em discursos oficiais; a visível falta de cuidado com a aparência (é preciso que alguém lhe apresente a gravata); uma inquietação infantil em solenidades e, claro, metáforas. Neste particular, vale lembrar que, além de abusar das metáforas, por vezes faz afirmações simplesmente sem nexo com a realidade, em um inequívoco sinal de despreparo para a função. Afinal foi o Sr Luís Inácio da Silva quem nos informou que Napoleão Bonaparte esteve na China, ao discursar, em Abril de 2003, no BNDES. Disse o Sr Luiz Inácio: “Quando Napoleão Bonaparte visitou a China, ele cunhou uma frase que ficou muito famosa junto aos chineses. Disse ele: A China é um gigante adormecido. No dia em que a China acordar o mundo vai tremer. Possivelmente, se ele na mesma época tivesse visitado o Brasil, também diria o mesmo”. Nada a declarar.

Existiria alguma explicação minimamente lógica para tal fenômeno? Por que o Sr Luís Inácio teima em oferecer ao país, um comportamento circense da pior qualidade, em momentos que pedem seriedade, sobriedade e respeito ao cargo a ele, temporariamente, concedido? Afinal, a Presidência não lhe pertence, como de resto, nenhum cargo da administração pública pertence ao seu ocupante. Ao menos é essa a conclusão que se pode chegar, da leitura do princípio constitucional da impessoalidade, que rege a essa administração. Assim, se faço uso de algo que não me pertence, devo zelar por ele; emprestar-lhe o que há de melhor em mim; enfim, trata-lo com educação, pois em breve, precisarei devolve-lo ao seu verdadeiro dono. No caso do Sr Luís Inácio, logo o povo haverá de requisitar a Presidência e esta não poderá estar achincalhada, desprestigiada, na lama. Isso sem me referir à imagem internacional. Fiquemos apenas no âmbito caseiro, é melhor.

Creio que, uma possível resposta para o “jeito Luís Inácio”, esteja no encontro da educação com a democracia. Notório, por tanto desnecessário maiores aprofundamentos, a falta de qualificação do Sr Luís Inácio para ocupar o cargo de Presidente da República. Não, não é preciso ser Doutor para ocupar a Presidência, mas será preciso ir à direção diametralmente oposta? Aliás, é o próprio Sr Luís Inácio quem nos oferece um bom exemplo. Em 2002, discutia-se no Congresso Nacional a diminuição da exigência de nível superior para segundo grau na Polícia Federal, em seus concursos públicos. Sobre esse tema, indagado pelo repórter Roberto Cabrini, ao vivo pela Rede Bandeirantes, o então candidato Luís Inácio se manifestou contrário à diminuição da referida exigência. Para tanto, argumentou que, se tal fato ocorresse, haveria um desprestígio ao cargo de policial federal. Perdoem-me, mas que cada leitor tire sua própria conclusão.

Possivelmente por sermos uma democracia é que o “jeito Luís Inácio” ganha ares pitorescos junto ao povo. Entretanto, não vivemos uma democracia clássica, aquela narrada por Homero, na qual os helenos seguiam “to mésson” para tratar da guerra e da paz, e também de assuntos políticos, bem como de discussões que giravam em torno da religião e das festas. Com a natural evolução do Homem e das sociedades, houve igualmente a evolução do Estado. Este se agigantou, passou a ter complexas necessidades, seus assuntos passaram a um alto nível de especialização, de tal sorte que, a democracia de Rosseau não tem espaço no mundo moderno: a democracia direta. Rousseau é bastante claro e incisivo a esse respeito em seu O Contrato Social (Livro Terceiro, Cap. XV): "Logo que a função pública deixa de ser a principal atividade dos cidadãos, que se preocupam mais com o dinheiro do que com sua própria pessoa, o Estado se encontra à beira do colapso. É preciso combater? Pagam a mercenários e ficam em casa. É preciso ir ao parlamento? Nomeiam deputados e continuam a ficar em casa. Inércia e dinheiro ensejam soldados para dominar a pátria e deputados para a venderem”.

A despeito da respeitável posição de Rosseau, hoje vivemos em uma democracia, porém na sua versão representativa. A democracia representativa foi à fórmula encontrada pelo Homem para ocupar o espaço deixado pela democracia direta. A democracia representativa consiste na expressão de vontade do povo, que se dá pela eleição de representantes, ou seja, o povo não tem meios de exercê-la diretamente, mas apenas por intermédio de seus representantes. Se dúvida há sobre sermos uma democracia, porém representativa, socorramo-nos na Constituição Federal. Em seu artigo 1o. § único, lê-se: “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...) Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Para não ficar dúvidas, quando a Carta Magna usa o termo diretamente, esta se fazendo referencia ao artigo 14, da própria Carta, que garante o direito ao voto, ao plebiscito e ao referendo. Mas esses não são objetos de momento em análise.
Assim tem-se a figura da representação política. Mas o que é representar? A idéia de representar está etimologicamente ligada a de tornar presente algo que, na verdade, não está. Nesse sentido, o ator, representa o personagem, sem se confundir com este. Portanto, a idéia de representação implica em uma duplicidade de sujeitos: o que representa e o que é representado. A dificuldade consiste em precisar com rigor quais as relações que existem entre um e outro. Será que o representante reflete necessariamente à vontade do representado? Ou será que o representante, livremente, toma as decisões segundo os seus próprios critérios, os quais, por um fenômeno de imputação, acabam atribuídas ao representado?

É exatamente nesse ponto que volto ao “jeito Luís Inácio” de governar. O atual Presidente foi eleito para representar a vontade de 52,79 milhões de brasileiros. No entanto, após a eleição e a posse, o Sr Luís Inácio parece continuar a viver a vida de um metalúrgico do ABC paulista, sem qualquer tipo de compromisso com o cargo a ele concedido após ter sido sufragado popularmente. Salvo engano, quase que diariamente vejo o Sr Luís Inácio sobre um palanque, a profetizar um futuro melhor para o Brasil; vejo o Sr Luís Inácio fazendo afirmações sobres os problemas nacionais e que precisam de solução urgente por parte do governo Federal; vejo o Sr Luís Inácio atacando o ex-presidente Fernando Henrique e sua “herança maldita”, como se em campanha eleitoral ainda estivesse; vejo o Sr Luís Inácio chamando de covardes, logo desrespeitando, os ex-presidentes do Brasil; vejo o Sr Luís Inácio chamando generais e soldados do Exército brasileiro de bando; vejo o Sr Luís Inácio usando todos os tipos de bonés e camisetas, para tentar buscar manter uma imagem de imparcialidade político-social, depois de uma desastrosa audiência com MST, no Palácio do Planalto.
Esse é o efeito prático da representação. O ator não sabe distinguir entre a realidade e a ficção, no caso, “apenas” a presidência da República.

Portanto, o “jeito Luís Inácio” nada mais é do que a incapacidade que o Sr Luís Inácio da Silva tem de compreender, ou querer compreender que, agora, ou melhor, há quase 18 meses, ele está Presidente do Brasil. Assim, seria de bom tom que ele deixasse no armário de sua casa em São Bernardo do Campo, seus velhos hábitos de sindicalista, de homem comum, de pai de família, de avô e torcedor do Corinthians.

Quando eu entro em sala-de-aula, deixo do lado de fora da sala meus problemas, minhas alegrias, minhas preocupações mundanas, minhas virtudes e vícios, para me tornar professor. Não tenho o direito de tratar um aluno por seu apelido; não tenho o direito de zombar daquele estudante que formaliza uma pergunta pouco pertinente; não tenho o direito de não usar terno e gravata e deixar a barba por fazer, cabelo desgrenhado e aparência de cansado, desmotivado ou sem paciência. Por que eu não tenho esses direitos? Porque os meus alunos (que não me escolheram, não me elegeram, mas pagam o meu salário), esperam de mim educação, respeito, civilidade, urbanidade e, principalmente, preparo para o exercício do cargo de professor. Só isso.

Faltam pouco mais de 900 dias para o fim do mandato do Sr Luís Inácio. Espero que até o último dia, o “jeito Luís Inácio” desapareça, suma, acabe. Por que? Porque ele também não tem o direito de fazer o que quer enquanto Presidente da República Federativa do Brasil.

25 Abr 2004
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É tempo de se saber que não existe, a rigor, uma “crise econômica”, mas sim uma grave crise social, que é, ao mesmo tempo, econômica, política e moral.

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