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Alexandre Seixas

Alexandre Seixas

O Prof. Alexandre M. Seixas é formado em Direito pela PUC de Campinas, tendo realizado o curso de Aperfeiçoamento em Ciências Sociais, e Mestrado em Ciência Política na Unicamp. Realizou ainda os cursos de inglês, na Surrey Heath Adult Education Center, em Camberley, Inglaterra. É professor universitário com vinculação em Teoria Geral do Estado e Ciência Política.
Segunda, 04 Outubro 2010 16:24

Segundo Turno: A Democracia Agradece

Chegamos ao segundo turno da corrida presidencial! Contrariando os institutos de pesquisa e, principalmente, os prognósticos pernósticos do PT e seu líder messiânico, a disputa eleitoral ao cargo maior de nossa República será decidido em 31 de Outubro próximo.

Terça, 28 Setembro 2010 10:44

Segundo Turno

A Folha São Paulo traz notícia em sua capa que se constitui em alento à democracia: Dilma cai nas pesquisas, crescendo as chances de segundo turno nas eleições presidenciais.

Quarta, 26 Setembro 2007 21:00

Fazer Direito

A conclusão é que temos, de um lado, um programa governamental que literalmente joga alunos despreparados no ensino superior e, de outro, faculdades sem as mínimas condições de funcionar. O resultado está estampado nos jornais, em nossas caras.

O Ministério da Educação, conforme anuncia a Folha São Paulo, ameaça punir 89 cursos de Direito, como conseqüência dos baixos resultados obtidos, por estes cursos, no exame da OAB e do ENADE. A punição iria da redução do número de vagas até o completo fechamento destas instituições.

De fato, o crescimento geométrico dos cursos jurídicos de graduação vem sendo acompanhado pelo crescimento aritmético da qualidade do ensino empreendido por muitos destes estabelecimentos de ensino. Os resultados dos exames da OAB falam por si e comprovam a baixa qualidade de muitos destes cursos. E são abundantes os fatores que explicam esta realidade. Falta de infra-estrutura adequada, pequeno e desatualizado acervo bibliográfico, docentes não-qualificados, falta de projetos pedagógicos e um caráter mercantilista das instituições, mais preocupadas em fazer vestibular, cobrar mensalidades e emitir diplomas.

Porém, comumente a discussão em torno deste tema não elenca um dos principais problemas do baixo nível dos formandos em Direito, e aí se incluem as denominadas faculdades “sérias”: o aluno.

Com a criação do ProUni, programa do governo federal que concede bolsas de estudos para alunos carentes, o nível do corpo discente igualmente se tornou carente, fraco, pífio. Um programa de caráter eminentemente eleitoreiro, que visa suprir a responsabilidade do Estado pelos baixos índices de acesso ao ensino superior. Desta forma, qualquer pessoa passa a ter condições de se tornar estudante universitário. Bonito? Não. Hoje se conserta um “problema histórico” e se cria outro problema. Se até “ontem” poucos acessavam as faculdades, hoje o grande número de matriculados está comprometendo seriamente o nível profissional dos formandos.

Como professor universitário acompanho de perto esse problema: um enorme número de alunos com profundas, e talvez incontornáveis deficiências de formação básica, buscando, as vezes de forma desesperada, compreender a nova realidade que o cerca, o ensino de disciplinas que lhe são totalmente estranhas. Como lecionar sociologia, filosofia do direito, economia, teoria geral do estado, direito civil e penal, direito processual, do trabalho e empresarial, entre outros muitos ramos do Direito, com alunos que muitas vezes sequer conseguem escrever. Em suma, dificuldades de articulação oral e escrita, de proposição de idéias, de compreensão. Em um curso que se notabiliza pela oratória, leitura e escrita, esses são problemas sérios. E aí a faculdade acaba se assumindo uma função para a qual não está minimamente preparada: ensinar a escrever, ler e falar corretamente.

Assim a questão, se for seriamente discutida pela sociedade e governo, passa necessariamente pela reformulação do ensino básico. Ofertar boa infra-estrutura nas escolas de ensino médio e colegial, juntamente com bom acervo bibliográfico e docentes qualificados e decentemente remunerados. Enquanto isso não ocorrer, alunos carentes continuaram carentes em sua formação básica, mas por dispor de mais uma forma de incentivo financeiro do governo federal, acessam um mundo que, se lhes é de direito, para ele não estão preparados: o ensino superior. E a conseqüência está nas ruas. Baixos índices de aprovação na OAB e outros exames.

Claro que as faculdades têm parcela de culpa nesta realidade, quando são constituídas com intuito meramente mercantilista. Pode-se agregar a este fato, alunos mais preocupados com o diploma em baixo do braço. Porém que o baixo nível intelectivo e cognitivo da massa estudantil universitária é decisivo para os resultados catastróficos, isso parece verdade.

A conclusão é que temos, de um lado, um programa governamental que literalmente joga alunos despreparados no ensino superior e, de outro, faculdades sem as mínimas condições de funcionar. O resultado está estampado nos jornais, em nossas caras. Resolver o problema custa caro: urna e voto. Melhorar o ensino básico não se faz em uma canetada como o ProUni, leva anos e os polítcos brasileiros não querem esperar anos. Precisam de resultados imediatos e midiáticos.

Quem paga a conta é o Brasil. É preciso fazer direito!

Domingo, 02 Junho 2013 00:00

A Sereia do Caribe

Como advertiu o filósofo Olavo de Carvalho, “comunismo nao é uma doutrina, mas uma doença da alma”.

Terça, 29 Agosto 2006 21:00

Náusea

Logo, é provável que o fenômeno eleitoral petista para à presidência da República tenha explicação na falta de informação honesta, sincera, límpida.

Eis o sentimento que inunda o espírito deste articulista nestes últimos meses. E a razão está centrada no fato da real possibilidade de recondução do sr. Luis Inácio ao Palácio do Planalto. Novos quatro anos para o petismo é demais!

Interessante e lamentável notar como o brasileiro, ao menos os que se manifestam no sentido de destinar (ou seria desperdiçar?) seu voto ao Príncipe petista pouco ou nada se preocupam com as mazelas éticas e/ou morais vistas sob sua administração. Oras, se porque alguns roubam, eu roubarei e entenderei que você roube, e estaremos regredindo ao estado hobbesiano da barbárie.

Parcela considerável do povo brasileiro, em 2002, via no PT-oposição o paradigma da moralidade, da ética. Agora, quatro anos depois, todo o discurso histórico do petismo vai pro lixo e tudo bem. Afinal, o presidente de nada sabia. Meu Deus!

Difícil precisar o limite entre a inocência e a sua ausência, para ficar no colo da boa educação. Imaginar um desvalido que recebe seus R$50 mensais e dois pratos de comida por dia votando no sr. Luis Inácio é compreensível, ainda que a miséria e a indignidade social dêem votos. E a hipocrisia política está exatamente em não combatê-la de fato, com seriedade e responsabilidade política. Porém, como o IBGE flagrantemente demonstrou, o mal que assola o país não é a fome e sim a obesidade. E agora?

Porém o Brasil não é constituído apenas de pobres obesos. Existem em proliferação, brasileiros que manifestam seu voto no sr. Luis Inácio devido à outra forma de pobreza: a pobreza cultural. Não resta dúvida de que o povo brasileiro, conseqüência de mais de 500 anos de sono em berço esplêndido, perdeu, ou teve violentamente anestesiado, o poder de crítica. Ocorre que para se criticar é preciso conhecer. Para se conhecer é preciso se informar. E para se informar é preciso de informação honesta.

Isso parece ser óbvio. Informação é o conhecimento sobre alguém ou alguma coisa, susceptível de ser transmitido e conservado. Ou seja, poder. A honestidade em informar está na necessária capacidade de retransmissão fiel destes fatos. É poder, pois quem controla essa capacidade de retransmitir, controla a capacidade de formação de opinião, de crítica. Não é por outra razão que o sr. Luis Inácio apresentou recentemente a “idéia” de democratizar a imprensa. Desejo de controlar a informação.

Logo, é provável que o fenômeno eleitoral petista para à presidência da República tenha explicação na falta de informação honesta, sincera, límpida. Afinal, quem não sabe, não critica, não tem opinião fundamentada em pilares conceituais próprios e verdadeiros.

Agora a náusea aumenta mesmo quando se constata eleitores com potencial capacidade crítica manifestar sua intenção de voto no sr. Luis Inácio. Aqui a explicação pode se dividir em duas: existe um primeiro grupo que ainda quer acreditar na divindade do atual presidente, afinal ele nada sabia sobre os notórios e públicos fatos de corrupção. São os inocentes-úteis.

E há um segundo grupo que precisa do sr. Luis Inácio e do petismo para sobreviver midiaticamente. Exemplo: o sr. Paulo Betti e tutti quanti. Afirmou o ator global: "Não vamos ser hipócritas; eu acho que não dá para fazer política sem sujar as mãos”.

Lendo, ou ouvindo este absurdo, entende-se como correta a afirmação do petista histórico Clóvis Rossi, em seu artigo A Consagração da Merda (Folha, 30/08/2006): “O eleitor está informado que o presidente botou a mão na merda. Mas não se importa”.

É náusea pura.

O sr. Luis Inácio está novamente sendo anunciado ao eleitorado como o mais ético dos brasileiros. Aliás, ele mesmo afirmou isso, em uma lição de falta de humildade para alguém que arrota ser humilde. E o povo, ao menos os seus cordeiros, nisso acreditam, precisam acreditar, ou pior, querem acreditar.

De fato é de nausear.

Sábado, 29 Junho 2013 00:00

Profissão de Fé

Ser liberal no Brasil é, sem dúvida nenhuma, uma verdadeira profissão de fé. E eu sou liberal, graças a Deus.

Quinta, 21 Julho 2005 21:00

Inocência no Planalto

A dúvida que assola as mentes e os corações de milhões de brasileiros é saber se o presidente da República sabia que o seu partido pagava propina para parlamentares da base aliada.

Domingo, 17 Julho 2005 21:00

Três Erros

E o que deveria ser surpreendentemente ruim à sociedade, trazendo a nós brasileiros um sentimento de inconformismo, nos é repassado candidamente pela imprensa como se nada de errado ou negativo houvesse.

Quarta, 08 Junho 2005 21:00

Uma Crise Emblemática

Os mesmos “Josés” e “Aloízios” que bradavam e rugiam pela moralidade na máquina administrativa, agora assumem uma postura cínica, ridícula e podre. Usam das mesmas iniciativas de seus antigos alvos para buscar justificar o injustificável.

Terça, 03 Maio 2005 21:00

Dono de Boteco

Lamentável para um país que seu líder máximo se comporte como se fosse dono de boteco. O Brasil deve ser um pouco mais importante, e seus problemas um pouco maiores, que os do boteco do “Zé”.

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