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09 Out 2005

Pacífico Sim, Pacifista Não

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"No plebiscito voto pelo desarmamento. Nesta casa não temos armas. Podem chegar."Esse absurdo plebiscito que pretende revogar o Direito Natural é mais uma das muitas desonestidades intelectuais praticadas pela esquerda brasileira ao longo de sua história. A esquerda nunca, em circunstância alguma, agiu como operária da paz. Jamais! A essência de sua doutrina tem a luta de classes como expressão da dialética e do materialismo histórico. Ela transforma tensão em confronto. Seus símbolos são sempre vermelhos. Seus líderes foram revolucionários que pegaram em armas. Suas bases de expansão, até o final do século passado, exportavam cursos de guerrilha. Em 2000 queimou os monumentos dos 500 anos. Todo dia, toda hora, o MST invade o que não lhe pertence. Em todos os países comunistas, quem fizesse discurso pacifista contra a violência institucionalizada era imediatamente mandado para a paz do cemitério. Não me venham, então, com conversa fiada.

Ademais, suponho evidente a diferença entre ser pacifista e ser pacífico. O pacifismo que inspira o plebiscito é assumido por aquela pessoa que em nenhuma circunstância, nem mesmo contra a violência, reage de modo violento. O pacifista do plebiscito, ofendido, não ofende; atacado, não revida. Ele sabe que os bandidos andam armados e cometem toda sorte de desatinos, mas entrega seus instrumentos de defesa ao deputado Greenhalgh (não por acaso advogado de muitos bandidos) porque prefere que lhe matem a família a reagir contra um assassino. Não estranho que, à base de propaganda, se transforme isso numa ingênua convicção moral, mas não admito que me exponham às suas conseqüências por força de lei. Já para a esquerda, que começou isso tudo, o desarmamento não é convicção moral. É estratégia. E corresponde, entre outras coisas, a um projeto do MST para pôr na cadeia todo proprietário de área invadida que tiver uma arma em casa.

A imensa maioria da sociedade brasileira não é pacifista, mas pacífica. E isso é coisa bem diferente. Pacífico é aquele que aprecia a paz, detesta a violência, não provoca, não toma a iniciativa de agredir, não incita nem estimula preconceitos, mas revida com prudência se atacado, vai à guerra se convocado e puxa um gatilho se isso for necessário para defender, perante agressão injustificada, a própria vida ou a vida de outrem.

Os pacíficos, a imensa maioria da população, estão sendo vítimas de uma retórica enganosa que os levará a aprovar em plebiscito uma medida castradora, cujo resultado se opõe ao que pretendem, instituindo um seguro de vida ao criminoso e um seguro de saúde ao violento. Admito que alguém não tenha nem queira ter armas de defesa, mas essa pessoa não deveria dispor do direito de sujeitar os demais aos mesmos riscos e insegurança. Aliás, para ser socialmente honesta e bem pacifista mesmo, tal pessoa deve atrair para si a violência, evitando que o agressor chegue em casa de gente que revida e acabe se machucando. Então, deve colocar na frente de sua residência um cartaz afirmando: "No plebiscito voto pelo desarmamento. Nesta casa não temos armas. Podem chegar."
Esse absurdo plebiscito que pretende revogar o Direito Natural é mais uma das muitas desonestidades intelectuais praticadas pela esquerda brasileira ao longo de sua história. A esquerda nunca, em circunstância alguma, agiu como operária da paz. Jamais! A essência de sua doutrina tem a luta de classes como expressão da dialética e do materialismo histórico. Ela transforma tensão em confronto. Seus símbolos são sempre vermelhos. Seus líderes foram revolucionários que pegaram em armas. Suas bases de expansão, até o final do século passado, exportavam cursos de guerrilha. Em 2000 queimou os monumentos dos 500 anos. Todo dia, toda hora, o MST invade o que não lhe pertence. Em todos os países comunistas, quem fizesse discurso pacifista contra a violência institucionalizada era imediatamente mandado para a paz do cemitério. Não me venham, então, com conversa fiada.

Ademais, suponho evidente a diferença entre ser pacifista e ser pacífico. O pacifismo que inspira o plebiscito é assumido por aquela pessoa que em nenhuma circunstância, nem mesmo contra a violência, reage de modo violento. O pacifista do plebiscito, ofendido, não ofende; atacado, não revida. Ele sabe que os bandidos andam armados e cometem toda sorte de desatinos, mas entrega seus instrumentos de defesa ao deputado Greenhalgh (não por acaso advogado de muitos bandidos) porque prefere que lhe matem a família a reagir contra um assassino. Não estranho que, à base de propaganda, se transforme isso numa ingênua convicção moral, mas não admito que me exponham às suas conseqüências por força de lei. Já para a esquerda, que começou isso tudo, o desarmamento não é convicção moral. É estratégia. E corresponde, entre outras coisas, a um projeto do MST para pôr na cadeia todo proprietário de área invadida que tiver uma arma em casa.

A imensa maioria da sociedade brasileira não é pacifista, mas pacífica. E isso é coisa bem diferente. Pacífico é aquele que aprecia a paz, detesta a violência, não provoca, não toma a iniciativa de agredir, não incita nem estimula preconceitos, mas revida com prudência se atacado, vai à guerra se convocado e puxa um gatilho se isso for necessário para defender, perante agressão injustificada, a própria vida ou a vida de outrem.

Os pacíficos, a imensa maioria da população, estão sendo vítimas de uma retórica enganosa que os levará a aprovar em plebiscito uma medida castradora, cujo resultado se opõe ao que pretendem, instituindo um seguro de vida ao criminoso e um seguro de saúde ao violento. Admito que alguém não tenha nem queira ter armas de defesa, mas essa pessoa não deveria dispor do direito de sujeitar os demais aos mesmos riscos e insegurança. Aliás, para ser socialmente honesta e bem pacifista mesmo, tal pessoa deve atrair para si a violência, evitando que o agressor chegue em casa de gente que revida e acabe se machucando. Então, deve colocar na frente de sua residência um cartaz afirmando: "No plebiscito voto pelo desarmamento. Nesta casa não temos armas. Podem chegar."
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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