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30 Set 2005

Aos Vencedores, Queijo e Orégano

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O país ainda se consome nas fogueiras das CPIs que investigam a maior rede de corrupção já montada para sustentar um projeto de poder e eis que tudo se reproduz.O site nacional do PCdoB e o Vermelho.org registram a eleição de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara dos Deputados. "É o ponto mais alto jamais alcançado por um comunista na vida institucional do país", comemora a página do partido. E a nossa luzidia linha sucessória fica assim: Lula é o presidente da República, o vice-presidente é da Igreja Universal e o presidente da Câmara dos Deputados é do PCdoB. Como católico, quando precisar de orientação séria e de estratégias bem montadas para construção do Reino de Deus vou consultar Leonardo Boff, Frei Betto e os "progressistas" da CNBB, que foram estimuladores desse precioso projeto político.

O país ainda se consome nas fogueiras das CPIs que investigam a maior rede de corrupção já montada para sustentar um projeto de poder e eis que tudo se reproduz. O oficialismo sai a campo para trocar por emendas parlamentares as apostas no parelheiro do comissário de Garanhuns. E depois ainda aparecem sujeitos como eu, mal intencionados, para difamar o governo com acusações de fazer exatamente o que acaba de fazer de novo: comprar votos. No tempo de Fernando Henrique teria havido um incógnito "senhor X" estimulando apoios à emenda constitucional que permitiria  a reeleição. Agora, o "senhor X" tem nome, conta bancária e entrega o dinheiro lavado e enxaguado.

Num dia, contrariando frontalmente o interesse dos estados exportadores e alegando a necessidade de reduzir gastos, Lula vetou a obrigação de prever as indenizações da Lei Kandir na LDO. No outro, abriu a torneira para molhar a mão de congressistas com 500 milhões de reais destinados a emendas parlamentares. Liberação de recursos para emendas significa, no jargão parlamentar, votos na urna em 2006.

Responda-me, por fim, o leitor: em qual dos dois candidatos votaram os 16 deputados denunciados à comissão de Ética da Câmara? Para responder a essa indagação seria desnecessário saber que os partidos que os denunciaram estavam representados por José Tomaz Nonô. Bastaria tê-los visto, ao vivo, saltitando no plenário a cada voto contado para Aldo Rebelo. Não se sabia se estavam elegendo o pizzaiolo ou o presidente do Congresso Nacional. Assim, dado que o homem do PCdoB venceu a eleição por apenas quinze votos e que os deputados pendurados na Comissão de Ética são dezesseis, resulta inteiramente correto afirmar que a vitória foi assegurada pela turma do mensalão, que deu unânime e solene voto de confiança ao governo e ao seu candidato (grifo nosso). Aos vencedores, diria hoje Quincas Borba, não mais as batatas, mas queijo e orégano!
O site nacional do PCdoB e o Vermelho.org registram a eleição de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara dos Deputados. "É o ponto mais alto jamais alcançado por um comunista na vida institucional do país", comemora a página do partido. E a nossa luzidia linha sucessória fica assim: Lula é o presidente da República, o vice-presidente é da Igreja Universal e o presidente da Câmara dos Deputados é do PCdoB. Como católico, quando precisar de orientação séria e de estratégias bem montadas para construção do Reino de Deus vou consultar Leonardo Boff, Frei Betto e os "progressistas" da CNBB, que foram estimuladores desse precioso projeto político.

O país ainda se consome nas fogueiras das CPIs que investigam a maior rede de corrupção já montada para sustentar um projeto de poder e eis que tudo se reproduz. O oficialismo sai a campo para trocar por emendas parlamentares as apostas no parelheiro do comissário de Garanhuns. E depois ainda aparecem sujeitos como eu, mal intencionados, para difamar o governo com acusações de fazer exatamente o que acaba de fazer de novo: comprar votos. No tempo de Fernando Henrique teria havido um incógnito "senhor X" estimulando apoios à emenda constitucional que permitiria  a reeleição. Agora, o "senhor X" tem nome, conta bancária e entrega o dinheiro lavado e enxaguado.

Num dia, contrariando frontalmente o interesse dos estados exportadores e alegando a necessidade de reduzir gastos, Lula vetou a obrigação de prever as indenizações da Lei Kandir na LDO. No outro, abriu a torneira para molhar a mão de congressistas com 500 milhões de reais destinados a emendas parlamentares. Liberação de recursos para emendas significa, no jargão parlamentar, votos na urna em 2006.

Responda-me, por fim, o leitor: em qual dos dois candidatos votaram os 16 deputados denunciados à comissão de Ética da Câmara? Para responder a essa indagação seria desnecessário saber que os partidos que os denunciaram estavam representados por José Tomaz Nonô. Bastaria tê-los visto, ao vivo, saltitando no plenário a cada voto contado para Aldo Rebelo. Não se sabia se estavam elegendo o pizzaiolo ou o presidente do Congresso Nacional. Assim, dado que o homem do PCdoB venceu a eleição por apenas quinze votos e que os deputados pendurados na Comissão de Ética são dezesseis, resulta inteiramente correto afirmar que a vitória foi assegurada pela turma do mensalão, que deu unânime e solene voto de confiança ao governo e ao seu candidato (grifo nosso). Aos vencedores, diria hoje Quincas Borba, não mais as batatas, mas queijo e orégano!
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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