Qui04152021

Last updateDom, 01 Set 2013 9am

25 Set 2005

"Justiça, Não Vingança"

Escrito por 
Em suas memórias, “Justiça, não Vingança”, dizia que sua força para sobreviver veio da decisão de trazer punição aos carrascos do holocausto que matou mais de seis milhões de judeus.

Morreu Simon Wiesenthal, o caçador de nazistas. Foi arquiteto em Praga de 1932 a 41, quando a ocupação de Hitler na Checoslováquia o fez prisioneiro. Sofreu em 12 campos de concentração até ser libertado por americanos em Mauthausen. Em suas memórias, “Justiça, não Vingança”, dizia que sua força para sobreviver veio da decisão de trazer punição aos carrascos do holocausto que matou mais de seis milhões de judeus. Ajudou na investigação de seis mil e na punição de 1.100 assassinos nazistas como Adolf Eichmann, que deportou mais de três milhões aos campos de extermínio; Klaus Barbie, chefe da Gestapo e “carniceiro de Lyon”; oficial SS Karl Silberbauer e Franz Stangl, chefe em Treblinka. Wiesenthal descobriu também a ligação entre os nazistas da organização Odessa e o Vaticano.

Na inauguração do aeroporto de Maceió Lula encarou a crise com normalidade: “Essa é a lógica natural da política em qualquer lugar do mundo. Não tem por que ficarmos traumatizados, já que a crise vai fortalecer a democracia. Quem mentiu vai aparecer”. Já que é o PT que afunda em denúncias, traumatizar para quê? Proclamou também o bom-mocismo pedindo aos que possuem mais dinheiro que doem “um pouquinho do seu para os que têm menos” e usou da humildade de sempre: “Ninguém fará mais pelo nordeste do que eu farei”. É bom começar já, porque o Dieese aponta Salvador como cidade onde 42,8% dos jovens entre 16 e 24 anos estão desempregados; no Recife são 42%. Lula até pôs seu nome na “história desse País” com mais uma frase pronta: “daqui para frente tudo vai ser diferente.” São tantas emoções, bicho!

Os seguranças do presidente leram todas as faixas levadas para o evento, barrando quem fosse protestar. Os mais de 100 que gritavam “fora Lula” amargaram a 200 metros do homenageado. Com nariz de palhaço gritavam: “Fora já, fora já daqui, Lula palhaço do FMI”.

O PT contratou por R$ 300 mil alguns dos melhores advogados “desse País” para a defesa de Delúbio Soares e Silvinho “Land Rover”. O contrato foi assinado pelo então presidente do partido, José Genoino – será que leu antes? - e por Delúbio. Embora tenham deixado os cargos, o contrato continua. Até agora ninguém do PT foi punido pelo partido, cujas eleições internas sofreram várias suspeitas de fraude e pedidos de impugnações. O candidato à presidência do Diretório Nacional, Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, é foragido da Justiça, acusado de co-autoria em homicídio. O partido disse que como foi decretado um mandado de prisão contra Gegê, ele não poderia votar. Pior: o PT ainda não teve seus documentos e cofres investigados pela Polícia Federal. Como tranqüilizou Lula, essa é a lógica da política em qualquer lugar do mundo...

Para Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, Eduardo Azeredo não sabia que sua campanha ao governo de Minas em 1998 recebeu dinheiro de Marcos “Mensalão” Valério. “É preciso distinguir o caixa dois do projeto sistêmico de corrupção do governo Lula. O PT quer colocar um tucano na história. Não conseguirá”, decretou Virgílio. Traduzindo: o caixa dois do PSDB não é crime, mas sim apenas a corrupção sistêmica do governo Lula.

Tudo isso acontece e bilhões de reais vão escoando pelo ralo do propinoduto criado pela cúpula do PT para a perpetuação do partido no poder. Bilhões que deveriam ser utilizados em benefício do povo, não de canalhas, corruptos, mentirosos “que precisam aparecer”, ladrões do nosso dinheiro que não têm vergonha de negarem evidências mais claras que a luz do sol ao meio-dia. Cada real desviado é uma criança que morre de fome, um indigente abandonado nas ruas, um aposentado que desfalece por inanição nos carcomidos hospitais da rede pública de saúde, são cidadãos fora das escolas e professores mal remunerados, é a violência urbana que extermina nossos jovens, é o caos, as câmaras de gás da ideologia latina anacrônica e perversa, os campos de extermínio da miséria intelectual, o holocausto social brasileiro, alimentados pela ganância e falta de respeito ao próximo, pela esquerda populista das cavernas que ainda assola a América Latina de Lula da Silva, Fidel Castro e Hugo Chávez.

Muito mais de seis milhões já morreram pelas mãos de corruptos federais, estaduais e municipais. Onde estão os brasileiros como Wiesenthal? Os que possuem a decisão de trazer punição aos carrascos do nosso pesadelo diário? Aqueles que por meio das urnas irão caçar e retirar do poder os torturadores dos filhos “desse País”? Os arquitetos, jornalistas, comerciantes, contabilistas, mecânicos, líderes religiosos, donas de casa etc., cidadãos brasileiros de mente racional que tomarão o lugar dos ignorantes, dos marginais, para mudarem de verdade o Brasil?

Onde estão os caçadores de corruptos que buscam por “justiça, não vingança”? Onde estão?

Morreu Simon Wiesenthal, o caçador de nazistas. Foi arquiteto em Praga de 1932 a 41, quando a ocupação de Hitler na Checoslováquia o fez prisioneiro. Sofreu em 12 campos de concentração até ser libertado por americanos em Mauthausen. Em suas memórias, “Justiça, não Vingança”, dizia que sua força para sobreviver veio da decisão de trazer punição aos carrascos do holocausto que matou mais de seis milhões de judeus. Ajudou na investigação de seis mil e na punição de 1.100 assassinos nazistas como Adolf Eichmann, que deportou mais de três milhões aos campos de extermínio; Klaus Barbie, chefe da Gestapo e “carniceiro de Lyon”; oficial SS Karl Silberbauer e Franz Stangl, chefe em Treblinka. Wiesenthal descobriu também a ligação entre os nazistas da organização Odessa e o Vaticano.

Na inauguração do aeroporto de Maceió Lula encarou a crise com normalidade: “Essa é a lógica natural da política em qualquer lugar do mundo. Não tem por que ficarmos traumatizados, já que a crise vai fortalecer a democracia. Quem mentiu vai aparecer”. Já que é o PT que afunda em denúncias, traumatizar para quê? Proclamou também o bom-mocismo pedindo aos que possuem mais dinheiro que doem “um pouquinho do seu para os que têm menos” e usou da humildade de sempre: “Ninguém fará mais pelo nordeste do que eu farei”. É bom começar já, porque o Dieese aponta Salvador como cidade onde 42,8% dos jovens entre 16 e 24 anos estão desempregados; no Recife são 42%. Lula até pôs seu nome na “história desse País” com mais uma frase pronta: “daqui para frente tudo vai ser diferente.” São tantas emoções, bicho!

Os seguranças do presidente leram todas as faixas levadas para o evento, barrando quem fosse protestar. Os mais de 100 que gritavam “fora Lula” amargaram a 200 metros do homenageado. Com nariz de palhaço gritavam: “Fora já, fora já daqui, Lula palhaço do FMI”.

O PT contratou por R$ 300 mil alguns dos melhores advogados “desse País” para a defesa de Delúbio Soares e Silvinho “Land Rover”. O contrato foi assinado pelo então presidente do partido, José Genoino – será que leu antes? - e por Delúbio. Embora tenham deixado os cargos, o contrato continua. Até agora ninguém do PT foi punido pelo partido, cujas eleições internas sofreram várias suspeitas de fraude e pedidos de impugnações. O candidato à presidência do Diretório Nacional, Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, é foragido da Justiça, acusado de co-autoria em homicídio. O partido disse que como foi decretado um mandado de prisão contra Gegê, ele não poderia votar. Pior: o PT ainda não teve seus documentos e cofres investigados pela Polícia Federal. Como tranqüilizou Lula, essa é a lógica da política em qualquer lugar do mundo...

Para Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, Eduardo Azeredo não sabia que sua campanha ao governo de Minas em 1998 recebeu dinheiro de Marcos “Mensalão” Valério. “É preciso distinguir o caixa dois do projeto sistêmico de corrupção do governo Lula. O PT quer colocar um tucano na história. Não conseguirá”, decretou Virgílio. Traduzindo: o caixa dois do PSDB não é crime, mas sim apenas a corrupção sistêmica do governo Lula.

Tudo isso acontece e bilhões de reais vão escoando pelo ralo do propinoduto criado pela cúpula do PT para a perpetuação do partido no poder. Bilhões que deveriam ser utilizados em benefício do povo, não de canalhas, corruptos, mentirosos “que precisam aparecer”, ladrões do nosso dinheiro que não têm vergonha de negarem evidências mais claras que a luz do sol ao meio-dia. Cada real desviado é uma criança que morre de fome, um indigente abandonado nas ruas, um aposentado que desfalece por inanição nos carcomidos hospitais da rede pública de saúde, são cidadãos fora das escolas e professores mal remunerados, é a violência urbana que extermina nossos jovens, é o caos, as câmaras de gás da ideologia latina anacrônica e perversa, os campos de extermínio da miséria intelectual, o holocausto social brasileiro, alimentados pela ganância e falta de respeito ao próximo, pela esquerda populista das cavernas que ainda assola a América Latina de Lula da Silva, Fidel Castro e Hugo Chávez.

Muito mais de seis milhões já morreram pelas mãos de corruptos federais, estaduais e municipais. Onde estão os brasileiros como Wiesenthal? Os que possuem a decisão de trazer punição aos carrascos do nosso pesadelo diário? Aqueles que por meio das urnas irão caçar e retirar do poder os torturadores dos filhos “desse País”? Os arquitetos, jornalistas, comerciantes, contabilistas, mecânicos, líderes religiosos, donas de casa etc., cidadãos brasileiros de mente racional que tomarão o lugar dos ignorantes, dos marginais, para mudarem de verdade o Brasil?

Onde estão os caçadores de corruptos que buscam por “justiça, não vingança”? Onde estão?

André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido
  • Copyright © 2007. www.rplib.com.br . Todos os direitos reservados.

    Republicação ou redistribuição do conteúdo do site RPLIB é permitido desde que citada a fonte. O site RPLIB não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e colunas assinados e nos textos em que é citada a fonte.