Qui04152021

Last updateDom, 01 Set 2013 9am

02 Jul 2005

Samba do PT Doido

Escrito por 

No clima de fim de festa, a transparência, a honestidade, a verdade, o amor pelo Brasil, a vergonha e a honradez, pedem ao bloco dos Companheiros Unidos do PT.

Kennedy Alencar noticiou: “ao dizer que concluirá “logo” a reforma do primeiro escalão, Lula desabafou ao comentar a crise política. “Se alguns dos nossos amigos fizeram algo errado, vão sambar. (...) Quem mijou fora do penico, tchau e bênção”, disse o presidente sobre os petistas acusados de participarem do suposto mensalão".

As acusações do mestre-sala Roberto Jefferson pôs o PT na maior passarela de denúncias sobre corrupção de que se tem notícia na história dos carnavais de Brasília e fez com que a “oposição” ressuscitasse a CPI dos Bingos, natimorta logo após a revista “Época” revelar fita em que o passista Waldomiro Diniz, braço direito, ou melhor, esquerdo, do ex-capitão do time de Lula, o mascarado José Dirceu, pedia propina e contribuição para campanha de Rosinha Matheus e Benedita da Silva ao bicheiro Carinhos Cachoeira em 2002.

O porta-bandeira do PT, Dirceu, é amigo, padrinho político e ex-chefe de Diniz há, pelo menos, 12 sinistros carnavais. Com a vitória do rei Proletário Lula, Diniz pegou a fantasia de honesto, licenciou-se da Loterj, onde foi acusado de desvio de verbas, e seguiu o trio elétrico das negociações de Dirceu. O folião Diniz é tão próximo do companheiro de alegrias que chegaram a morar (e quem sabe até pular) juntos no apartamento funcional do então deputado federal Dirceu.

Diniz negociava o favorecimento em concorrências em troca de contribuições eleitorais e propinas. Também a liberação de verbas para emendas parlamentares, além de resolver problemas de congressistas nas votações de interesse do governo. O arlequim da negociata assumiu a Subchefia para Assuntos Parlamentares com missão de negociar votações diretamente com parlamentares.

As comissões de frente do PT no Congresso e Senado agora tentam desvincular o principal bloco da legenda das denúncias do suposto mensalão, mas sabem que não podem gastar toda sua serpentina de uma só vez no escândalo do último baile, até mesmo porque Jefferson promete nova folia a cada declaração à CPI dos Correios e já chamou para uma roda de samba Marcos Valério, Delúbio, Silvinho, Genoino, deputados e a rapaziada de Furnas e do IRB. Puxando o samba de uma nota só, “Nunca na história”, o rei Lula tenta desclassificar uma eventual CPI do Mensalão no Senado, colocando passistas e mestres-salas petistas em alas estratégicas para desafinar a escola de samba da “oposição”. Usou a mesma evolução do baile da CPI do Banestado. Tentou evitar a festa de qualquer maneira, não conseguiu mas a esteve na avenida da investigação controlando a ala das baianas bem de perto.

A relação dos brincalhões do PT com os bingos e o jogo do bicho vem de outros carnavais. Os bingos, cujos interesses eram defendidos por Diniz no grande salão de baile de Brasília - o projeto para a regularização era de um deputado do PT –, evoluiam no Mato Grosso do Sul por força de um decreto de outro grande folião, o governador Zeca do PT, que hoje canta o refrão antigo “a oposição e ‘parte das elites’ tentam desestabilizar o governo” e que autorizou a operação de máquinas caça-níqueis. Em 2001 o ex-governador Olívio Dutra e atual ministro das Cidades foi acusado de ser conveniente com a ala do jogo do bicho e receber dinheiro ilícito – cerca de R$ 600 mil - para sua campanha de rua. Houve CPI estadual e a denúncia chegou ao STF onde foi arquivada em 2003 com direito a muito batuque e lança-perfume. Naquele ano festivo, em almoço no planalto, Aldo Rebelo chegou a gritar para todo o salão ouvir: “O Waldomiro foi a melhor herança do Dirceu”. Horas depois veio a inesperada denuncia das fitas. Defenderam o PT: José Sarney e o bicheiro Cachoeira! Olha a afronta aí, gente! Chora meu povo!

Enfim o carnaval petista com o povo vai terminando. A máscara proletária caiu e Lula vai perdendo popularidade nas pesquisas por força de um governo de muita propaganda e ações sociais que não passaram do ensaio. Mas o grito que não quer calar vem das ruas: “Lula, dono do penico, sabia de tudo ou não?” Chamem o bloco do Collor porque por menos que isso foram expulsos do baile no meio da folia anos atrás!

O dono da festa, Jefferson, disse que Furnas dá R$ 3 milhões mensais ao PT e terminou seu depoimento com muito confete e gargalhadas! Dois anos e meio de baile petista e Jefferson mostra que na apoteose das maldades, dança melhor quem samba por último... No clima de fim de festa, a transparência, a honestidade, a verdade, o amor pelo Brasil, a vergonha e a honradez, pedem ao bloco dos Companheiros Unidos do PT: “Ô abre alas que eu quero passar!”

Última modificação em Segunda, 02 Setembro 2013 09:31
André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido
  • Copyright © 2007. www.rplib.com.br . Todos os direitos reservados.

    Republicação ou redistribuição do conteúdo do site RPLIB é permitido desde que citada a fonte. O site RPLIB não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e colunas assinados e nos textos em que é citada a fonte.