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12 Dez 2020

ZONA DE CONFLITO

Escrito por 

Não estou comemorando aqui, como um boboca qualquer, a vitória dos patriotas contra o lado negro do STF até porque aquela outrora grande e honrada instituição se desmoralizou de tal maneira, que hoje virou a maçã podre no cesto da República e que se dela o mau não for extirpado vai contaminar todas as demais congêneres.

 

Não tenho apreço algum pela memória do político Ulisses Guimarães que, juntamente com João Goulart, Tancredo Neves, Leonel Brizola, Orestes Quércia, Mário Covas, FHC, Lula, Franco Montoro, Sarney, Collor, Lula, Dilma, Temer e outros tantos, valeu-se espertamente da verdadeira ingenuidade dos militares no trato com políticos espertos e safados – tais como os seus antigos aliados que foram derrotados com o golpe comunista de 1964 – para dar início nesta Terra de Santa Cruz a um tempo de trevas, de corrupção e de ladroagem que durou três décadas e que somente por Deus não transformou o Brasil em uma Venezuela ou em uma Cuba.

Por questões humanitárias, alguma dúvida ainda guardava em relação àquele ídolo de pés de barro da “esquerdalha delinquente”, mas esta se dissipou com a vinda a público do episódio de sua trágica e, sobretudo, indesejável morte em acidente aéreo, ocorrida quando o dito Deputado Federal - muitas vezes Presidente da Câmara Alta e apresentado como condestável da República - se permitiu, em viagem particular de lazer como a mulher, desfrutar dos favores de um dos mais influentes homens de negócio do País na época, o megaempresário, Severo Gomes. A meu juízo, este fato e as propinas da Odebrecht pagas ao “Ogro Duplamente Condenado” e sua quadrilha não têm diferença alguma ou pelo menos são de igual natureza.

Estou comentando isto para confrontar a vermelhada com as próprias palavras do seu antigo ídolo que, na qualidade de Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, ao promulgar a Constituição de 1988, enfatizou: “Traidor da constituição é traidor da pátria”. Não tenho também nenhum apreço por este código de proteger bandidos e corrutos, plena de direitos contra a Nação Verde e Amarela e vazia de deveres, até porque nunca jurei lealdade a esse estatuto socialista e sim ao Brasil. Contudo estou convicto de que, antes de reformá-la porque dela os patriotas e os homens de honra discordam e se envergonham inteiramente, não se pode aviltá-la ou conspurcá-la ao golpear de interesses e projetos pessoais, como recentemente fizeram os “Mandarins Solta Bandidos” do STF, Gilmar Mendes (relator e mentor da trama), Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, que na visão do velho Ulisses Guimarães não passam de traidores da Pátria.

Aqueles em que o povão reconhece como uns pulhas desclassificados postos na Suprema Corte a serviço do social-comunismo, agora se sabe, e em breve restará comprovado, que tudo urdiram com um único propósito: destruir Bolsonaro. Consta que o líder do grupo com seu esbirro Toffoli argumentavam, entre si, que seria “melhor reeleger os presidentes atuais das casas do Congresso Nacional, mesmo que para tal fosse necessário enlamear a Constituição Federal, do que ter um presidente da Câmara ou do Senado que amanhã venha a seguir na “linha desvairada” do presidente Jair Bolsonaro.

O plano fracassou. O próprio Gilmar Mendes nunca esperou perder essa jogada. Ele mesmo somente colocou em pauta a matéria porque tinha convicção que o Supremo inteiro se ajoelharia aos seus pés. Agora está com aquela sua cara de meter medo em criancinha mandando recado, pela imprensa marrom, contra seu colega Luiz Fux a quem atribui sua derrota e a de seu grupo de patifes.

Realmente tem toda pinta de notícia encomendada a que li esses dias no pasquim, a “Foice de São Paulo”, no sentido de que o grupo de Gilmar iria retalhar o atual presidente do STF, Luiz Fux, inviabilizando o plenário - nem sei bem o que seria isto – e contestando sistematicamente as medidas administrativas adotadas por Fux. Ou seja, segundo a Folha, ministros do STF estariam ameaçando agir contra a atual gestão da instituição. O jornaleco omite o nome dos tais ministros, mas o site dos “Antas” arauto dos vermes de FHC, já replicou que: “A turma de Gilmar Mendes continua inconformada com a derrota deste domingo (06/12) e já plantaram na Folha de São Paulo que podem ‘inviabilizar o plenário’ caso discordem das pautas de Luiz Fux, prometendo “se opor às medidas administrativas defendidas pelo presidente do Supremo”.

Não estou comemorando aqui, como um boboca qualquer, a vitória dos patriotas contra o lado negro do STF até porque aquela outrora grande e honrada instituição se desmoralizou de tal maneira, que hoje virou a maçã podre no cesto da República e que se dela o mau não for extirpado vai contaminar todas as demais congêneres. Avaliem a que ponto chegou. Percebam do quanto ainda é capaz. A cambada do “Sapão Mendes” está tão segura de si, está tão convicta de sua intangibilidade que mesmo sujando na lei para, sem o menor temor esbofetear o Presidente que detém a legitimidade, a oportunidade e a força do povo e das armas, ainda sai zombando pelos jornais, dizendo que não gostou de ser contrariada e que vai às forras. É parar ou parar essa corja de chupins do erário ou, do contrário, não sei o que pode acontecer, digo eu.

Considere-se ademais que esta situação vem de ser urdida por um tratante com cara de debiloide, detentor de uns minguados números de votos e sem representatividade alguma. Ladrão e filho de ladrão, ambos denunciados na Lava Jato, o tal Rodrigo-Nhonho-Botafogo-Jatinho-Primeiro-Ministro-Maia ainda vai tentar eleger o próximo Presidente da Câmara, a fim de que possa atuar como uma espécie de eminência parda na Casa.

Reconheço, todavia, que o tombo deste filho de um camaleão de Brizola, Cesar Maia, foi enorme e o desgaste desse legítimo herdeiro da velha “cacicalhada” política não foi menor. Sempre de soslaio, engavetou tudo que pôde para impedir o Brasil de andar. Solapou e deturpou as ações do Capitão, fez demagogia barata, politicagem e chicanas rasteiras e posto que as ruas lhe cuspissem na lapela se escondeu nos voos da FAB já que havia se transformado em mais um vírus ou uma peçonha da política nacional. Veremos como se sairá nas próximas eleições, mas não se pode descurar porque o Rio de Janeiro sempre surpreende, como agora que elegeu o “longa manus” dos criminosos do PT, Eduardo Paes, novo aliado do “Moleque Maia”.

Transita pelo território livre da rede mundial de computadores um vídeo chocante que mostra uma pequena patrulha de soldados israelenses retirando uma das inúmeras bandeiras da Palestina que costumeiramente são colocadas, como provocação, na “Desmilitarizada Faixa de Gaza” e já dentro do território de Israel. A cena, filmada de muito longe e transmitida pela Al Jazeera Net, mostra o momento exato em que se espera covardemente que os soldados judeus bem devagarzinho se agrupem para, pela undécima vez, guardar a bandeira recolhida, quando aí, então, são explodidos juntos por um míssil dos terroristas assassinos, vindo de trás das linhas inimigas há quilômetros de distância. A mensagem é igualmente impactante e alerta: “Em zona de conflito, não há espaço para ingenuidade”.

Nos dias de agora, o conflito deflagrado pelos vermelhos é uma forte realidade até para o mais puro dos incautos pacifistas, dos quais se valem os nojentos “isentões”. Assim, como das vezes anteriores, a bala dos “Malditos da Pátria” passou rapando na cabeça dos cidadãos do bem, mas o tiroteio continua. A quadrilha do Gilmar, aliada à de Maia e à de Alcolumbre desta vez tiveram que recuar e abrir mão do plano que salvaria o ministro mais odiado do Brasil do impeachment e que tentaria “impichar” o Capitão, tudo em um só lance.

Até quando se vai subestimar tanta ignomínia, posando de dono da critica mais sábia para permanecer como iluminado em zona de tanto conflito? Sejamos leais em homenagem à Pátria, quem não quer tomar parte na luta deve sair da frente da linha de tiro dos patriotas.

José Maurício de Barcellos

O Advogado José Mauricio de Barcellos, natural do Estado do Rio de Janeiro, tem 50 (cinquenta) anos de experiência profissional, com Mestrado na Cadeira de Direito Privado, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. É professor, com Licenciatura Plena nas cadeiras de Direito e Legislação, Administração e Controle, Organização e Técnica Comercial, pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído vários cursos de extensão ou de aperfeiçoamento, na Fundação Getúlio Vargas e em outras Universidades.

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