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22 Nov 2020

LIÇÃO DAS URNAS

Escrito por 

A extrema imprensa e os vermelhos de todos os matizes, desde a divulgação de suas abomináveis pesquisas de opinião, esforçam-se, como loucos, para demonstrar o contrário, apregoando uma derrota dos conservadores e a tão sonhada queda do Mito, Jair Bolsonaro.

 

Ainda é prematuro fazer uma boa análise da conjuntura política atual levando em conta o resultado do primeiro turno das eleições municipais deste ano, no Brasil. Penso que, em linha de princípio, um exame completo só poderá ser possível, depois do resultado final do pleito. Entretanto, alguns aspectos relevantes, no que tange aos interesses da Nação Verde e Amarela, já emergem quase que insofismáveis.

O primeiro desses diz respeito à “Nova Ordem” que passou a viger de janeiro de 2019 para cá e quanto à manifesta vontade deste povo que a impôs, de forma clara, livre e desafiadora em relação às descomunais pressões do establishment venal e corrupto, que reinou por aqui nas últimas três décadas.

Com os resultados parciais deste pleito nacional já restou evidenciado que a grande maioria do povão se mantém firme no propósito de não tolerar que tanto as antigas e odiosas práticas políticas e administrativas quanto seus mentores e lideranças voltem a dominar o País e isso se demonstrou não só pela maciça derrocada das verdadeiras quadrilhas travestidas de antigos partidos políticos, como também pelo alto índice de renovação das câmaras municipais por todo o País.

Consultados os dados das Agências Brasil e BBC NEWS, relativamente aos resultados do pleito de 2016, os obtidos até agora na eleição atual revelam que o número de prefeituras perdidas pelos tradicionais partidos de viés esquerdista ou de centro-esquerda foi o seguinte: MDB, (-) 261; PDT, (-) 20; PSDB, (-) 273; PT, (-) 75, PCDB, (-) 34; Rede, (-) 1; PV, (-) 51; PSB (-)153. O PCCSOL ganhou 2 cidades, mas não perde sua característica de partido nanico.

Corroborando com aquela análise tivemos os resultados registrados pelas quadrilhas de centro-direita DEM, PP, PSD, REPUBLICANOS, que faturaram a mais do que nas eleições passadas, 193; 187; 113; 105 prefeituras, respectivamente, tudo indicando, com segurança, que algumas exceções feitas em prol da direita menos ruim, por assim dizer, ocorreram, ao passo que a esquerda delinquente foi simplesmente massacrada. O PT, por exemplo, acabou de acabar e a esquerda dos: PCO; PCB; PSTU; NOVO, ainda nada fizeram, ficando abaixo da margem de qualquer aceitação.

A extrema imprensa e os vermelhos de todos os matizes, desde a divulgação de suas abomináveis pesquisas de opinião, esforçam-se, como loucos, para demonstrar o contrário, apregoando uma derrota dos conservadores e a tão sonhada queda do Mito, Jair Bolsonaro. Em abono de suas mentiras, dia e noite têm massacrado, pela mídia tradicional, que a cidade de São Paulo votou em peso no assecla de Dória – o tal ordinário lambaio da China, que traiu a Pátria e a seu grande apoiador – e também em um criminoso urbano do PCCSOL. A imprensa marrom esquece que aqueles maus paulistanos assim procederam porque, a rigor, pertencem àquela trupe que ensandeceu porque não pode contar mais com a quadrilha do “Ogro Duplamente Condenado”, desbaratada pela “Nova Ordem”.

Com iguais propósitos, a extrema imprensa regurgita seu ódio contra o Capitão, alegando que o Rio de Janeiro o teria abandonado tanto que votou, em primeiro turno, num comparsa de seus arqui-inimigos Lula e Cabral, Eduardo Paes e, de quebra, ainda em uma caricata figura da esquerda delinquente o fazendo o vereador mais votado e retirando aquela honrosa colocação de seu filho Carlos Bolsonaro, que ficou em 2º lugar.

A meu juízo esses fatos não têm nada ver com o apoio e o prestígio dos cariocas aos Bolsonaros.  É evidente que não. Configuram tão somente um protesto (impróprio) de um povo que está encarcerando, pela sexta vez, um governador ladrão e que também, aí no passado, quase elegeu como prefeito o “Macaco Tião” e outros mental e fisicamente parecidos como o tal representante do PCCSOL do Marcelo Freixo, o adiposo Tarcísio Motta, o mesmo que já foi denunciado por doutrinação espúria de alunos, no tradicional Colégio Pedro II do Rio de Janeiro.

Diante disto e do alto de sua “irritante” experiência em lidar com os bandidos da política e com a canalha da mídia em geral, logo que as urnas estavam praticamente todas apuradas e os resultados divulgados, o Presidente da República escreveu em seu Twitter: “Há 4 anos Geraldo Alckmin elegeu João Doria prefeito de São Paulo no primeiro turno. Dois anos depois, Alckmin obteve apenas 4,7% dos votos na disputa presidencial. Minha ajuda a alguns poucos candidatos a prefeito resumiu-se a 4 lives num total de 3 horas”. Adiante acrescentou: “A esquerda sofreu uma histórica derrota nessas eleições, numa clara sinalização de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar. Para 2022 a certeza de que, nas urnas, consolidaremos nossa democracia com um sistema eleitoral aperfeiçoado. DEUS, PÁTRIA e FAMÍLIA”.

A breve declaração daquele que é, sem dúvida, o maior líder do conservadorismo liberal brasileiro, como jamais houve outro igual, fulminou e continua dizimando a retórica, as mentiras e as meias verdades da mídia sórdida e venal no sentido de que a esquerda voltará a reinar no País e igualmente prova que a discreta participação do Presidente, sem partido, nesta fase das eleições, além de estrategicamente inteligente foi eticamente adequada, sem configurar uma suposta apatia, uma covarde retração ou a consequência de uma falta de apoio popular. Não é nada disso.

Realmente as últimas pesquisas de satisfação – embora realizadas pelos execráveis e inconfiáveis institutos dominados pelas Goebbels da vida – aponta o vertiginoso crescimento na popularidade do Presidente, que é aprovado por 52% dos brasileiros. Isto acontece apesar do Capitão sofrer um boicote generalizado dos maiores veículos de comunicação; além de padecer com um Congresso Nacional e um STF “jogando contra” bem como também com o advento do vírus chinês, que desancou nossa economia e colocou em cheque toda a genialidade da equipe econômica do governo, sem falar da soez campanha dos contras visando à culpar o Mito e a quebrar o País, como almejam e ainda sonham os “Malditos da Pátria”.

A tudo isso se some a falta de união dos conservadores em torno do ideal que fez acontecer a “Nova Ordem” porque seu líder ficou sem partido. Sem querer aprofundar o tema que aqui não comportaria, é de se considerar apenas que em 2018 havia surgido de forma avassaladora uma ideia que unificaria o conservadorismo no Brasil, com um projeto bem arquitetado em torno de um ideal imbatível. Porém, sobreveio uma traição interna justo por parte do partido vitorioso do Presidente, o PSL, seguido pela ignóbil apunhalada de vários correligionários, os mesmos que não se elegeriam se não fosse a popularidade de Bolsonaro: Dória, Joyce, Witzel, Olinto, Bivar e muitos outros. Para não ser chantageado ou pactuar com a velha prática do assalto aos cofres públicos Bolsonaro ficou sozinho.

Sem seu partido ou outro em que pudesse confiar, a solução encontrada, dentro da lei vigente, foi a criação de uma legenda própria. Desde novembro de 2019, tem-se tentado constituir a “Aliança pelo Brasil”, na qual se filiariam as principais lideranças da “Nova Ordem” e da qual surgiriam a força e a organização necessárias para enfrentar estas eleições municipais. Nada pôde sair do papel, porque foi boicotado pela burocracia da justiça eleitoral e cerceado pela ideologia que graça solerte nos Tribunais Superiores, pois sempre estiveram cientes de que aquela “Nova Aliança” viria com uma força nunca antes vista em qualquer legenda neste País.

A falta do partido próprio acabou dispersando os políticos e candidatos conservadores que se entregaram às velhas quadrilhas pré-existentes. O experiente Bolsonaro, diante do fato incontornável, como aconselhavam os antigos: “não meteu a mão na cumbuca” e está se saindo muito bem, para desespero da vermelhada que, mais esta vez não conseguiu golpeá-lo, como sempre pretendem, por exemplo, o desprezível Rodrigo-Nhonhô-Botafogo-Jatinho-Maia e os “Antas Isentões Covardes” que sonham com o fim do “bolsonarismo”. São os tais idiotas de que fala o indomável filósofo, Olavo de Carvalho.

Entretanto, que isso sirva de lição aos patriotas. Temos desafios imensos que devem ser tratados em conjunto com a urgência que o caso requer. O “Aliança pelo Brasil” tem que nascer e já. O partido tem que vir escorado contra a esquerda ideológica e armado contra a sanha da mídia tradicional e dos seus vassalos, que ardem de ódio pela falta do dinheiro público. O novo partido há que ser um pacto de sangue representado por uma única bancada parlamentar com objetivos definidos e a garantia de um diálogo, aberto, franco e direto, cujos princípios e valores são indivisíveis, indecomponíveis e não se mesclam em desfavor da Nação brasileira.

O surgimento deste novo partido será um porto seguro para outras legendas recém-criadas, hoje sem rumo, acuadas pela força da má política e vendidas aos esquemas que dilapidam os cofres públicos. Esta nova agremiação pode dizimar o lado negro do Congresso Nacional; banir da vida pública os “Mandarins Solta Bandidos do STF”; varrer do cenário nacional as quadrilhas de Sarney a Temer; aprovar em tempo recorde as reformas sem as quais o Brasil não avança e por fim, mas não menos importante, firmar o Brasil como líder das Nações soberanas que estejam dispostas a lutar contra o social-comunismo pelo mundo afora.

Será assim se quiserem e se não quiserem será assim também, porque fora isso o povo se rebela, atropela a “esquerdalha”, esbofeteia os chupins iluminados de gravata e de toga, convicto de que somente a Revolução salva.

José Maurício de Barcellos

O Advogado José Mauricio de Barcellos, natural do Estado do Rio de Janeiro, tem 50 (cinquenta) anos de experiência profissional, com Mestrado na Cadeira de Direito Privado, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. É professor, com Licenciatura Plena nas cadeiras de Direito e Legislação, Administração e Controle, Organização e Técnica Comercial, pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído vários cursos de extensão ou de aperfeiçoamento, na Fundação Getúlio Vargas e em outras Universidades.

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