Sex02212020

Last updateDom, 01 Set 2013 9am

17 Mai 2005

Por Que Marcha o MST?

Escrito por 

Não é pela reforma agrária que marchou sobre Brasília o MST.

Não é pela reforma agrária que marchou sobre Brasília o MST. Ela, a reforma agrária, está em curso, a despeito da sua inutilidade e do desperdício de recursos escassos em que incorre. Também não é porque os seus militantes não estejam no governo. Seus membros são “o” governo, vez que o PT é a sua expressão política e tem a Presidência da República e o órgão que cuida do assunto, o INCRA, foi integralmente aparelhado pelo movimento, pondo-se a seu serviço.

Então, por quê? Por muitos motivos e aqui posso listar alguns; 1- pelo ativismo político inerente à sua dinâmica; 2- pelo palanque para a suas lideranças, que assim podem aparecer na mídia e também para o seu público interno; 3- porque essa é a sua profissão, o ativismo político. Muitos dos que marcham nunca viram uma roça de perto e até são remunerados como “marchadores”, a se crer no relato da imprensa; 4- porque acreditam na revolução socialista nos termos feitos na China (maoismo); 5- porque o espetáculo fanfarrão faz parte do processo político do movimento, que se alimenta de bravatas contra ordem estabelecida; 6- porque a organização da marcha tem muito de empreitada militar e o movimento nunca descartou o recurso à força para alcançar seus objetivos, daí seus contatos e apoios com guerrilheiros da Colômbia (FARC) e a manifesta simpatia por Cuba e Fidel Castro.

Então o que se vê é uma desordem pública “organizada”, que sob o império da lei não deveria acontecer. Do mesmo modo que organizam a marcha insensata, organizam invasões às propriedades privadas, rasgando a Constituição. Não podemos esquecer que se organizar em grupo para violar a lei é crime. Mais uma vez a omissão das autoridades é gritante, chegando ao inverso de governos bancarem com apoio logísticos e recursos de toda ordem a marcha da insensatez. Vemos o maior, o Poder Público, reclinar-se diante do menor, um grupo que outra coisa não pleiteia que não a destruição da ordem estabelecida.

O MST é como uma corda esticada sobre um abismo, qual o funâmbulo de Nietzsche. A qualquer momento poderá acontecer o acidente fatal, se Satã quiser repetir a peça que pregou ao filósofo amalucado: saltar sobre os marchadores, tirando-lhe o equilíbrio e precipitando a todos, e não apenas os marchadores, mas todo o País, no abismo. O Cão sempre atenta, diz o antigo brocardo.

É preocupante ver os aderentes de toda sorte, como aqueles ligados à ala esquerda da Igreja, políticos dos partidos esquerdistas de um modo geral, os bem pensantes esquerdistas de salão, que acham que assim podem acalmar a sua má consciência, tornando-se agentes da revolução, marchando alguns metros como se machassem em busca de um destino glorioso. Todos na corda bamba sobre o precipício, feitos palhaços de circo do interior, só que não há aqui salvaguardas nem rede protetora: um desequilíbrio que seja e será o fim da linha. É tudo que a comunalha deseja; é tudo que as pessoas de bem receiam e rezam para não acontecer.

Última modificação em Segunda, 09 Setembro 2013 20:14
José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

Deixe um comentário

Informações marcadas com (*) são obrigatórias. Código HTML básico é permitido.

  • Copyright © 2007. www.rplib.com.br . Todos os direitos reservados.

    Republicação ou redistribuição do conteúdo do site RPLIB é permitido desde que citada a fonte. O site RPLIB não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e colunas assinados e nos textos em que é citada a fonte.