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15 Nov 2020

NÃO VOTE PELA COR DA PELE!

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Podemos reconhecer injustiças passadas com base na "raça", mas será que é reforçando tal conceito que vamos combater o racismo ou oferecer melhores oportunidades a todos que sofrem de algum tipo de preconceito?

 

"Em destaque num jornal paulista hoje consta um texto com o seguinte título: "Não vote em branco". Imagino que 99% pensou se tratar de um apelo para não ignorar o voto, não anular esse direito, votar em... alguém.

Mas não é isso. É o impensável mesmo, o inimaginável: não vote em gente branca, o branco se referindo à cor da pele. A coluna se chama PerifaConnection, remetendo à periferia, e a autora, Edilana Damasceno, assim se descreve: é mulher negra, moradora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estudante de jornalismo na UFRJ e coordenadora de comunicação no Liderança Popular Cidadã.

Eis o "argumento" que ela apresenta: "Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, mais de 33% das candidaturas em 2020 são femininas, e pela primeira vez o número de candidatos autodeclarados pretos ou pardos supera o de brancos. São números que podem vir a diminuir a falta de representatividade de gênero ou racial como motivo para o desinteresse com a política nas cidades".

Podemos reconhecer injustiças passadas com base na "raça", mas será que é reforçando tal conceito que vamos combater o racismo ou oferecer melhores oportunidades a todos que sofrem de algum tipo de preconceito?

Ao lado desse texto, havia outra manchete dizendo: "É fundamental o voto em candidaturas femininas, negras, quilombolas e indígenas", assinada por Cida Bento. Mas não existe "racismo reverso", gente... nem globalismo, imagina! Lembrando que essa pauta racial foi importada para o Brasil dos EUA, por fundações e ONGs como o sociólogo Demétrio Magnoli reconhece em seu livro "Uma gota de sangue".

Um país mestiço, em que 40% se diz pardo, agora vai dividir todos com base em "raça". E o TSE, sob o comando do ungido e iluminado Barroso, que pretende empurrar a história rumo à justiça racial, decreta cotas partidárias com base em gênero e cor da pele. O que estão fazendo com o Brasil?!

Nos Estados Unidos, Martin Luther King sonhava com um país em que todos fossem julgados não pela cor da pele, mas pelo caráter. No Brasil miscigenado, eis que os movimentos raciais e alguns ministros do STF desejam impor uma divisão arbitrária, com base no conceito de "raça". Isso não pode acabar bem."

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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