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15 Nov 2020

ELEIÇÕES AMERICANAS: "FRAUDE" EXPLICA?

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A mídia mundial finge que não sabe, mas a verdade é que as bases dos Democrats vêm se afastando de seu cariz original - de centro com leve tendência à esquerda - e fazendo o semblante do partido ficar cada vez mais socialista.

 

Não se tratou, para os americanos, de simplesmente escolher entre um conservador fanfarrão, de cabelo alaranjado e delicado como um rinoceronte e um tio “progressista”, bolinador contumaz e devoto piedoso do deus Morfeu. O buraco, senhores, foi bem mais embaixo: preservar a velha alma americana dos Founding Fathers, que rapidamente transformou treze colônias pobres na maior potência do mundo ou embarcar em uma aventura socialista, justamente no país que sempre foi exemplo de antítese a todos os coletivismos?

Bastam-nos três sapatas para suportar essa afirmativa: a da economia, a da cultura e a da política externa. Na economia, as duas propostas são semelhantes, especialmente no que diz respeito à política monetária frouxa, à manipulação da taxa de juros pelo Federal Reserve e ao protecionismo. O desacordo está na paixão doentia dos democratas por impostos, regulamentações e sistema de saúde estatal.

Nos outros campos, porém, as divergências são fortíssimas. No sistema moral-cultural, o cotejo é entre a tradição judaico-cristã da civilização ocidental defendida pelos republicanos e a feira livre dos democratas: globalismo, governo mundial, imposição de uma nova ordem, de uma religião única, de hábitos alimentares e sexuais, relativismo moral, intolerância com a tradição, divisões raciais, controle da linguagem e da vida das pessoas, desrespeito à individualidade, centralização, culto ao estado e concentração de poder em um grupo de illuminati. Teoria conspiratória? Não, é só uma questão de não tomar lé por cré. Ou não é essa a pauta dos democratas, cujo “enviado especial” no momento é Joe Biden?

A mídia mundial finge que não sabe, mas a verdade é que as bases dos Democrats vêm se afastando de seu cariz original - de centro com leve tendência à esquerda - e fazendo o semblante do partido ficar cada vez mais socialista. Se antes apenas flertavam, hoje vivem um concubinato ostensivo com o populismo socialista, iniciado por Bill e Hillary e intensificado com Obama, sob os aplausos de Hollywood, da Big Tech, da Big Media e dos “especialistas”.

Já vão muito longe os protestos pacíficos de 1968, que introduziram na sociedade americana, além dos hippies, as pautas de esquerda: liberdade sexual, tolerância a drogas, desconstrução da família, ideologia de gênero, anticristianismo, crescimento do estado, feminismo, antissemitismo, ambientalismo, cotas raciais e outras. Aquele romantismo, olhado pela perspectiva de 2020, parece ingênuo como uma criança. Sim, com o tempo, foi dando lugar à militância ideológica, à intolerância e, mais recentemente, à violência e atos terroristas. O Woodstock de 2020 não tem cabeludos com faixas de love and peace, mas agasalha os baderneiros do black lives matter e antifas; não tem decibéis de guitarras, mas endossa os coquetéis molotov atirados em supostos “supremacistas” e “fascistas”; não tem as metralhadoras da guerra do Vietnã cantadas por Gianni Morandi, mas abriga bombas bem mais perigosas, com petardos que não ferem o corpo, mas adoecem as mentes e borram as almas.

É preciso mostrar ao mundo que Biden está longe de ser o “progressista moderado” que a mídia tenta retratar e para isso basta comparar sua plataforma com as de partidos como PT e PSOL e constatar que as diferenças são mínimas. Infelizmente, o Democrats atual é quase que um PSOL ou um PT falando inglês. Aliás, não só falando, mas também surrupiando e afanando.

No front externo, se o sistema de justiça dos Estados Unidos dobrar-se à enorme pressão da mídia e confirmar a vitória de Biden, retornará aquela pusilanimidade premeditada da era Obama, muito apreciada pelos inimigos dos Estados Unidos, mas que permitiu ao partido comunista chinês perder qualquer receio de anunciar publicamente seu intento de chegar à hegemonia mundial em 20 anos. Já se a verdadeira justiça fizer valer a lisura violentada pelos democratas e Trump for oficialmente reeleito, veremos a continuação e o aprofundamento de sua política de alianças militares para proteger a liberdade e a determinação de neutralizar o ímpeto totalitário chinês, como tem mostrado em várias ações, desde antes da pandemia.

É importante, como brasileiros, notarmos também que não há na história registro de coalizão tão contrária à de um presidente do nosso país como a de Sleepy Joe e sua vice Kamala (a Obama de Saias), que repetiram críticas abertas, infundadas, insolentes e desrespeitosas ao presidente do Brasil, algo sem precedentes nas relações entre os dois países. Meter a mão em formigueiro é imprudência. Goste-se ou não dele e de seus tuites, a melhor escolha, para o Brasil e o mundo livre, é Trump e chega a ser deplorável que muitos brasileiros, pigarreando uma falsa neutralidade, manifestem indiferença entre ele e seu adversário. Das duas, uma: ou essas pessoas estão escondendo sua ideologia socialista para não sair mal na foto ou mostrando sua falta de percepção do que vem “rolando” no mundo de nossos dias.

Escrevo este artigo no dia 9 de novembro, uma segunda-feira, quando já se sabe que, embora a mídia tenha “decretado” a vitória de Biden no último dia 9, os republicanos estão hoje ingressando na justiça em várias frentes, em decorrência de indícios inacreditavelmente fortes de que os democratas trapacearam nas apurações. Sendo assim, parece que o resultado definitivo, que não é esse da imprensa torcedora, mas que será o da justiça moralizadora, só será conhecido, na melhor das hipóteses, no dia 14 de dezembro, na convenção dos delegados.

Trump e os republicanos, encabeçados por Rudy Giuliani, acusam, aparentemente com razão, a imprensa de ter se encarregado antecipadamente de determinar o vencedor final da eleição, mesmo sem nenhum estado ter certificado oficialmente os resultados, incluindo, obviamente, aqueles onde há contestações e pedidos de recontagem de votos. A lista de truques dos esquerdistas é ampla e bastante audaciosa, mas, felizmente, parece que eles se excederam e há possibilidade de que sejam vítimas do próprio atrevimento.

O rol inclui votos ilegais, inclusive de falecidos, softwares maliciosos, inúmeros casos de obstrução a observadores republicanos de participarem das contagens, milhões de cédulas misteriosas, desaparecimento de milhares de votos de militares, votos recebidos após o dia da eleição, votos com datas modificadas, enfim, um conjunto inacreditável de pontapés, socos na barriga, “carrinhos”, “tostões”, camas de gato, mãos na bola, xingamentos de mães e muito mais, especialmente – que coincidência, não? - em estados que tradicionalmente são redutos republicanos e onde a vantagem de Biden sobre Trump na “contagem” foi muito pequena, como Pensilvânia, Geórgia, Michigan, Delaware, Wisconsin e Nevada.

Em suma, a eleição vai ser decidida no “VAR”. Pelo bem da democracia e - sem nenhum exagero - pela preservação da liberdade que sempre foi a marca registrada do país, espera-se que a mais antiga constituição do mundo em vigor seja respeitada e que a verdadeira justiça prevaleça. E que fique como exemplo para o Brasil, como de resto para todo o mundo, do que a esquerda globalista é capaz de fazer, em nome de uma democracia de mão única, para alcançar o poder.  Precisamos estar alertas para o que poderão fazer aqui em 2022. Muito alertas.

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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