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01 Out 2020

COMEÇOU NOVO "SHOW" DE HORRORES

Escrito por 

É fundamental que todos tenham em mente que prefeitos e vereadores dão “capilaridade” à busca de seus partidos por ocupar espaços, a cada tempo, maiores no espectro político nacional.

 

Meus amigos

Neste último fim de semana, se iniciou a campanha eleitoral para o próximo pleito que visa o preenchimento dos claros de vereadores e prefeitos dos municípios brasileiros, nossos futuros novos empregados, aos quais daremos emprego pelos próximos quatro anos, com salários, na imensa maioria dos casos, significativamente superior ao que poderiam conquistar nas atividades profissionais para as quais deverão estar habilitados.

No quadro dramático de desemprego no qual está mergulhado o país, conseguir ser eleito se constituirá, para a quase totalidade dos candidatos, em vitória de valor incalculável, provavelmente a maior de suas vidas.

Com a inequívoca demonstração de desinteresse, descaso, da parcela mais ilustrada, mais preparada, da sociedade, em participar do pleito, seja por falta de espírito público, seja em razão do descrédito da imagem do político brasileiro, seja porque já ocupam posição sócio financeira que lhes permite o atendimento da suas necessidades, sobra, com raríssimas exceções, para os descamisados, aventureiros, desonestos que enxergam na ocupação de cargo político oportunidade imperdível de dar vazão a seus instintos criminosos, a oportunidade de concorrerem aos cargos que nós, sociedade, lhes oferecemos.

Lamentavelmente, o processo se inicia com características desanimadoras, como, de resto, sempre tem ocorrido. As redes sociais têm tratado com deboche as aberrações que, de pronto, vieram à tona, já nos primeiros dias da campanha, transformando as imagens dos “santinhos” dos candidatos em fonte de “comédia pastelão”.

Essa realidade escancara a baixíssima qualidade dos que buscam o emprego que a sociedade está oferecendo àqueles que se dispõem a se doar, doar sua energia, sua capacidade, sua “inteligência” (?), sua competência (?), com o propósito, único, de dar solução aos problemas de sua coletividade e promover a satisfação de suas necessidades como grupo social.

Não exige grande sacrifício intelectual se antever que a probabilidade de que se possa imaginar que se venha a ter bons frutos neste processo é, seguramente baixa.

Uma consequência desastrosa desse circo dos horrores é que uma parcela mais consciente da sociedade, visualizando a falta de perspectiva de bom termo do processo, opta por não participar da votação e, outros, “engraçados”, escolhem votar nos candidatos exóticos, ridículos, ambos os grupos, dizendo agir como forma de protesto.

Com isso, na verdade, estão delegando ao restante da coletividade a responsabilidade por decidir quem serão os eleitos, circunstância que só contribui para piorar a perspectiva de êxito do processo.

Acontece que há um outro problema extremamente sério que acompanha essa perspectiva de fracasso do processo.

É fundamental que todos tenham em mente que prefeitos e vereadores dão “capilaridade” à busca de seus partidos por ocupar espaços, a cada tempo, maiores no espectro político nacional.

Um candidato a cargo no legislativo estadual, ou federal, no senado e mesmo nos executivos estadual e federal, atinge os cidadãos que, na verdade, estão nos municípios por intermédio de seus representantes naquele espaço físico municipal.

Essa circunstância deixa absolutamente claro que, ao votar naqueles que virão a ser seus vereadores e seu prefeito, o eleitor está, indiretamente, atuando de forma a favorecer, ou prejudicar, que sua manifestação posterior sobre seus representantes no estado e no governo federal, possa ser, ou não, exitosa.

Cabe então as questões: o prezado leitor tem consciência dessa realidade? O que estará fazendo para contribuir com o enfrentamento desse problema? Vai, simplesmente, cumprir sua obrigação eleitoral e deixar que o “destino’ decida por você, ou vai se empenhar em identificar formas pelas quais você possa ter a convicção que não se omitiu? Você vai ser protagonista neste processo ou um simples coadjuvante e, depois, passar o tempo reclamando?

Mario de Oliveira Seixas

Mario de Oliveira Seixas é General-de-Brigada, na reserva do Exército brasileiro. Realizou todos os cursos militares, nos níveis de graduação, mestrado e doutorado, assim como o Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, o de mais elevado nível da carreira. É engenheiro de telecomunicações formado pelo Instituto Militar de Engenharia. No exterior, cursou o British Army Staff College (curso de Comando e Estado-Maior do Exército Britânico) e a Defence School of Language (curso da língua inglesa). Na PUC-Rio, especializou-se em Educação à Distância. Na FAAP, em São Paulo, realizou o Curso de MBA em Excelência Gerencial, com Ênfase na Gestão Pública. De 2005 à 2009 foi o Secretário Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública da Cidade de Campinas - SP. De 2009 a 2018 foi Superintendente Geral da entidade Movimento Vida Melhor - MVM, em Campinas - SP, cujo propósito é retirar das ruas da cidade adolescentes em risco social.

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