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20 Ago 2020

PURISTAS SELETIVOS: ANTIBOLSONARISTAS IGNORAM GRADAÇÃO DE CRIME PARA IGUALAR RACHADINHA A MENSALÃO

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Eu entendo o desespero que causo nesses esquerdistas, e sou quase solidário ao esforço comovente deles.

 

"Os antibolsonaristas fanáticos e histéricos querem porque querem derrubar o governo, e nesse jogo sujo vale tudo, simplesmente tudo. Demagogia insensível com a pandemia, por exemplo, ou usar a suposta rachadinha ocorrida no gabinete do então deputado Flavio Bolsonaro para igualar o governo do pai ao do PT.

Quem aponta para o absurdo disso, mostra que rachadinha, infelizmente, era e é uma prática comum e generalizada, que o PT tem até no estatuto e que o PSOL chama de "cotização", e que isso não significa poupar o atual senador de punição eventual se ficar comprovado o crime, mas que não é certo usar isso para misturar o governo Bolsonaro e a quadrilha petista, é logo acusado de "passar pano" pela patota.

No 3em1 desta quarta, tentei argumentar nessa linha, mas minha colega de bancada interpretou que eu estava comparando rachadinha com empregada doméstica sem carteira assinada. E os abutres viram aí uma oportunidade para tentar, uma vez mais, espalhar nova campanha de difamação contra mim.

Eu entendo o desespero que causo nesses esquerdistas, e sou quase solidário ao esforço comovente deles. Mas é em vão, pois meu público não é trouxa, como o deles. A máquina de Fake News esquerdista está dizendo que eu comparei a suposta rachadinha do Flavio com o trabalho sem carteira de uma doméstica. Fico me perguntando: são analfabetos funcionais ou pérfidos? Não conseguem interpretar uma fala básica?!

Tenho até preguiça de explicar, pois sei que 99% é canalha mesmo, como a turma do Panometro (MBL), mas vamos lá: se a narrativa deles é de que "crime é crime", e com isso misturam rachadinha comum a mensalão só para atingir Bolsonaro, então doméstica ilegal está... fora da lei. Elementar, meu caro Watson!

O meu ponto, claro, era justamente que existem gradações de crimes, desde a informalidade (eufemismo para ilegalidade), passando por rachadinha, até chegar em quadrilhas como o PT. A Justiça reconhece gradações. Os antibolsonaristas fanáticos não, por pura canalhice. São "puristas seletivos", ou seja, uma farsa ética.

Podemos imaginar o seguinte diálogo entre uma pessoa normal e um antibolsonarista histérico:

- A rachadinha mostra que Bolsonaro é igual ao PT...

- Você está comparando rachadinha com mensalão e petrolão?

- Ora, crime é crime!

- Então, por essa lógica, doméstica sem carteira e líder do PCC são ambos “criminosos”...

- Você está comparando doméstica com PCC?

- Oi?

Ayn Rand dizia que era fácil perceber o verdadeiro alvo de um hipócrita relativista quando ele misturava alhos com bugalhos, usando o capitalismo imperfeito para alegar que nenhum sistema é perfeito, ou seja, tanto o comunismo como o capitalismo tem suas falhas. Ora, óbvio que todos têm "falhas", com uma "pequena diferença": o comunismo é o inferno na Terra, responsável pela morte e miséria de milhões, enquanto o capitalismo, ainda que imperfeito, é responsável por tirar milhões da miséria!

Se alguém falar que Hitler, Stalin e sua sogra são seres humanos "imperfeitos", você saberá qual é o verdadeiro alvo desse relativista: melhor a sogra ficar bem atenta para o genro não colocar veneno em sua comida!

Sim, rachadinha é um crime, ainda que comum, e deve ser punido. Fechar "contrato" de trabalho "por fora" é um crime, ainda que muito mais comum e até compreensível com os encargos trabalhistas absurdos que temos (mas, ainda assim, ilegal). O que não dá é para pegar pequenos delitos e tentar, com isso, misturar todos, igualando responsáveis por delitos leves com quadrilhas organizadas! Esse é o "método Karnal" de análise, aquele que comparou o sujeito que paga uma "cervejinha" ao guarda com os marginais petistas. Menos...

"Fanático é aquele que não consegue mudar de ideia e não muda de assunto", disse Winston Churchill. Aproveito a ocasião para fazer uma pergunta sincera: o Felipe Moura Brasil trata de algum outro assunto em seu espaço? Parece que absolutamente nada mais importa no país...



Em suma, não vejo ninguém dizendo que, se ficar comprovado o crime de Flavio, ele deve ser poupado. Que pague por isso! Mas é preciso, em primeiro lugar, isonomia, ou seja, não faz o menor sentido punir somente ele por prática tão disseminada na política nacional; e em segundo lugar, isso não é motivo para virar um ferrenho adversário do governo, lutando incansavelmente dia e noite para derrubar o presidente, mesmo que para tanto tenha que se aliar... aos bandidos vermelhos!

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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