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02 Ago 2020

OS PATRIOTAS

Escrito por 

De 1985 para esta parte tornou-se ridículo ou politicamente incorreto ser patriota; também obscuro e atrasado pertencer ou pretender ser membro de uma família tradicional; ignorante e fanático praticar a fé ou extremamente burro e careta cultuar a ética ou defender a probidade.

 

Compulsando antigas anotações do tempo de estudante do velho Colégio Militar do Rio de Janeiro, me deparei com um pensamento do notável cofundador da Academia Brasileira de Letras e primeiro ocupante da Cadeira número 2, Coelho Neto (1864-1934), escritor, político e professor brasileiro, que registrei num alfarrábio qualquer: “Não pode haver nacionalidade sem patriotismo, força que alguns acham ridícula, mas que, como a vida, pulsa no coração. Esse é o princípio da grandeza, o prestígio que tudo consegue, o propulsor de todas as energias, o espírito eterno, a alma, enfim, das nações, alma que as leva às grandezas, que as anima na luta, que as acorçoa nas iniciativas, que as consola nos desastres e que as eterniza”.

Aí, então, o pensamento voa e vai em busca do que ocorreu com a Nação Verde Amarela que, de tão ultrajada nas últimas três décadas, praticamente sucumbiu nas mãos daqueles que se entregaram ao dinheiro e ao poder, sem se importar de ter que vendê-la para espúrias ideologias esquerdistas. No âmago de tudo faltou àqueles que nos governaram no período após o regime militar de 1964 a qualidade de patriotas. A ausência desse princípio que, como disse Coelho Neto, “é a alma das nações”, deu causa à ultrajante afronta à família; à proposta para dizimar a cultura judaico-cristã; ao covarde e dissimulado propósito do social-comunismo de subjugar o povo pelos grilhões da miséria e da ignorância.

De 1985 para esta parte tornou-se ridículo ou politicamente incorreto ser patriota; também obscuro e atrasado pertencer ou pretender ser membro de uma família tradicional; ignorante e fanático praticar a fé ou extremamente burro e careta cultuar a ética ou defender a probidade. Foi assim que os governantes procederam, de Sarney a Temer, bem como as quadrilhas que os sustentavam no poder. Para governar o Brasil, daqueles tempos, era preciso ser viscoso e esperto; era necessário ser ladrão, no mínimo trapaceiro, e por todos os meios e modos esquecer os compromissos com a Pátria, com os quais iludiram nossa gente para se elegerem e para conseguir firmar outros pelos quais avacalharam as instituições e destruíram a Nação brasileira a ponto de subjugá-la a um código de proteger corruptos e poderosos que, por ironia e deboche, ainda ousaram chamar de “Constituição Cidadã”.

Nomear os governos civis dos últimos 35 anos de patriotas também, mesmo depois do tanto que desmoralizaram o Brasil perante o concerto das nações livres; depois do tanto que roubaram do povo para fornir as algibeiras de sanguinários ditadores da “América Latrina” e de África; depois do muito que roubaram do erário público vitimando milhões e milhões de trabalhadores, é cuspir no rosto do povo, é como lançar no rosto do povão o epíteto do idiota, é ousar pensar que o povo jamais se levantaria para impor aos “Malditos da Pátria” uma “Ordem Nova”, como agora o fez nas ruas e nas urnas, desde 2018.

Diz um pensamento “bonapartista” que, “a experiência é a verdadeira sabedoria das nações”. Nossa gente experimentou o mal. Viu nitidamente a estrada bolivariana que para nós estava sendo pavimentada; sentiu a dor de ver famílias inteiras destruídas pela violência e pelas drogas; padeceu sob a afronta e o achaque dos jovens idiotizados pela esquerda insana; foi humilhada pela falta de oportunidade e de empregos enquanto dela se riam os mandarins, os príncipes e os nababos dos três poderes da República, tendo ainda, por açoite, que os sustentar - como sustentado tem ainda hoje – a custa da tal “miséria-mínima” que desde os idos de Getúlio Vargas se atira, como sobras ou restos, para os pobres e os desvalidos.

Depois dos tempos dos canalhas FHC, Lula e Dilma, nem mesmo uma nação tínhamos mais. Os símbolos nacionais eram surrupiados da vista do povo para serem esquecidos e em seu lugar se ostentava desabridamente bandeiras e símbolos advindos de regimes assassinos. Nossa história, nossa honra e nossos heróis foram varridos da mídia dos “Barões das Comunicações” e do mercado editorial da “esquerdalha maldita” e em seu lugar, diuturnamente, eram endeusadas as figuras de déspotas sanguinários que civilizações inteiras execraram. Nossa cultura foi de tal forma deturpada e achincalhada que a educação no Brasil virou paras as futuras gerações a garantia de uma velhice burra, medíocre e pobre. Assim, destruindo o presente durante o tempo todo, os vermelhos visaram a garantir que o “Brasil não mais pudesse ser um País no futuro”, porque ferida de morte estava nossa nacionalidade.

Não pode haver nacionalidade sem patriotismo, disse Coelho Neto. Nosso povo, a grande massa popular é patriota, com certeza. Porém, como gente nossa não se tenha, por exemplo, a “cacicalhada” política abominável; os Mandarins do STF; os que integram o lado negro do Judiciário ou do Congresso Nacional e a “esquerdalha” ainda homiziada pelo PT e seus puxadinhos, na máquina governamental. Não, o Brasil não é aquela gente! Os nossos muitos Brasis são os homens e mulheres de honra que livremente elegeram e que dão sustentação a este governo dos patriotas, que veio para ficar. Daí esta nova e muito recente luta na qual o Presidente da República se atirou, de corpo e alma, em defesa das liberdades de manifestação do pensamento de cada um de nós brasileiros. Esta é a realidade; simples assim.

Exausto, como qualquer de nós cidadãos do bem, dos abusos cometidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito inconstitucional 4.781, o Presidente Jair Bolsonaro anunciou em seu Twitter que requereu no STF a suspensão do bloqueio de perfis de jornalistas, blogueiros, parlamentares e empresários “bolsonaristas” nas redes sociais. Com pedido liminar, foi interposta uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade), tendo como autor o próprio presidente, juntamente com o advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior.

As redes sociais que foram bloqueadas pertencem aos investigados no inquérito 4.781 que, de acordo com o ministro Alexandre de Moraes, busca apurar um suposto crime por produção de notícias falsas, falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas e ameaças que hipoteticamente atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal e de seus membros. Na opinião de juristas de nomeada e, surpreendentemente, até daqueles que estão sempre a favor do contra, como a “uspiniana” Janaina Pascoal, a ação do ministro Alexandre de Moraes é uma violação à Constituição Federal de 1988. Em anúncio nas redes sociais, Jair Bolsonaro alegou que o desbloqueio das contas serve para “assegurar a observância aos direitos fundamentais das liberdades de manifestação do pensamento, de expressão, de exercício do trabalho e do mandato parlamentar, além dos princípios da legalidade, do devido processo legal e da proporcionalidade”.

Este Presidente que, sem o apoio ou o concurso de entidades, associações, partidos políticos e do stablishment corrupto e venal, já se tornou o governante mais popular na história política do Brasil nos últimos 100 anos, não necessitaria se lançar numa guerra desta magnitude em defesa da liberdade contra a mais Alta Corte do País – hoje considerada, aqui e no exterior, como uma vergonha nacional, capaz dos atos mais abjetos contra o próprio Brasil - se não fosse por amor a esta terra, se não fosse um autêntico patriota que, em face de sua formação pessoal, bem sabe que uma nação sem liberdade é o mesmo que um cidadão desonrado, não vale nada.

Inobstante, os feitos e as realizações do governo atual estão acontecendo por toda parte, para desespero dos contras. O presidente Jair Bolsonaro usou suas redes sociais na última segunda-feira (27) para divulgar as ações de combate à criminalidade e o saldo positivo de seu governo: 18 meses sem um único caso de corrupção. Bolsonaro atribui esta fantástica marca — nunca alcançada em governos passados — à escolha técnica dos ministros de governo e a boa gestão estimulada pelo Planalto. Por iguais motivos patrióticos o presidente também divulgou a alta nos índices de operações da Polícia Rodoviária Federal e o aumento significativo na apreensão de drogas nas estradas do país. Os créditos são dados à postura adotada pelo novo Ministro da Justiça, André Mendonça, que "deu meios e autonomia para que a mesma agisse com todo seu potencial", o que na gestão de Moro – o Calabar - não ocorreu.

Tudo acaba desaguando em favor da Pátria. Segundo informações da Agência Brasil, o Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cresceu 1,7 ponto de junho para julho deste ano. Essa foi a terceira alta consecutiva do indicador. Com o resultado, a confiança do empresário do comércio brasileiro passou para 86,1 pontos, em uma escala de zero a 200. Todavia persiste o cenário de elevada incerteza no mercado de trabalho, como, aliás, não poderia ser diferente em razão da crise extrema que o mundo atravessa, porém nada – absolutamente nada – resiste ao trabalho.

Por causa disso tudo, este governo de patriotas já é visto no mundo inteiro como o terror dos “globalistas” do ex-nazista George Soros – leia-se: hoje socialistas safados – como fortaleza contra o comunismo internacional; como garantia da boa oportunidade de negócios entre as nações independentes; como exemplo de superação de crises econômicas e como segura promessa de contribuição para livrar o mundo da fome, segundo as mais sérias instituições internacionais, tal como a OCDE e o Banco Mundial. Vamos combatendo...

José Maurício de Barcellos

O Advogado José Mauricio de Barcellos, natural do Estado do Rio de Janeiro, tem 50 (cinquenta) anos de experiência profissional, com Mestrado na Cadeira de Direito Privado, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. É professor, com Licenciatura Plena nas cadeiras de Direito e Legislação, Administração e Controle, Organização e Técnica Comercial, pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído vários cursos de extensão ou de aperfeiçoamento, na Fundação Getúlio Vargas e em outras Universidades.

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