Qua08122020

Last updateDom, 01 Set 2013 9am

18 Jul 2020

ELES NÃO TOLERAM AS INSTITUIÇÕES PERMANENTES!

Escrito por 

POR: AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA                                                                             

A incivilidade contida no seu último ‘pronunciamento’ é o reflexo de sua intolerância com a respeitabilidade das Instituições Militares.

 

A cada dia, o STF deixa evidente que é composto por irrisórios elementos, portanto, inúteis às exigências, atuais, de soerguimento do País. Considerados magistrados, na verdade, não passam de intrigantes membros de uma casta sustentada, a peso de ouro, por uma população, em grande parte, ainda carente de necessidades básicas.

Embora pífios na envergadura moral, procuram encobrir tal falha com a extravagante verborragia jurídica, arrotando arrogância em cada sílaba, esquecidos de que seus currículos de serviçais de outros governos já são do conhecimento público, portanto, nada mais a esconder.

No rodízio periódico dos pomposos e imperiais doutores em leis, coube, agora, ao conhecido libertador de bandidos, Gilmar Mendes, o ‘Beiçola de Ouro’, emitir a estupidez verbal da vez. De ‘Ouro’, por saírem bastante caras ao Estado, as mordomias com as quais ele e seus iguais se fartam nessa brincadeira de serem ministros.

A incivilidade contida no seu último ‘pronunciamento’ é o reflexo de sua intolerância com a respeitabilidade das Instituições Militares. Com seu ventre inflado, rosnou: “É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável”.

É um pobre coitado? Não, é um rico coitado, que, invejoso, finge desconhecer o trabalho social das Instituições Permanentes do País e de sua história no desenvolvimento do Brasil.

Deseja transferir para o Exército a culpa que cabe ao STF de se opor à logística do Executivo no combate ao coronavírus, retirando do Governo Central um trabalho sério a ser posto em prática, para entregá-lo aos irresponsáveis governadores, cujas mãos ágeis, transferiram verbas federais para maletas particulares. E, agora, senhor Gilmar, como o STF vai explicar mais essa retaliação ao Governo Federal, e que levou à morte milhares de brasileiros precisados de atendimento urgente? O que chama, por caprichosa maldade, de “genocídio”, não foi resultado da intromissão do STF nas ações do Executivo? Explique-se!

As Forças Armadas, é preciso que esse estupor saiba, não atuam somente em casos de pandemia. Ao contrário, trabalham o ano todo, todos os anos, em longínquas regiões do Brasil, em qualquer situação, cobrindo a ausência do poder público, tão comum nos governos civis aos quais o senhor e seus pares serviram. A população periférica aos quartéis, de índios e de não índios, é atendida, não pelos togados ministros, mas pelos militares que os tratam como ‘brasileiros’ e, não, como ‘exóticos’. As tendas de campanha instaladas em determinadas praças das cidades para vacinação, em massa, contra determinadas doenças da época, também são ignoradas por esse senhor, que já deveria estar de pijama, de preferência, listrado. E, de pijama, que abra um dicionário e busque o verbete “genocídio” e se ilustre, para não inundar o Brasil, com as suas sandices.

As Forças Armadas, por serem Combatentes e, portanto, Guerreiras, não exercem o Poder Moderador, conforme leviandade de Celso de Mello, colega de Sua Excelência, de poltronas, de manjares e de insensatez, por lutarem com armas e não com a semântica das palavras, como fazem as raposonas do Supremo. Um militar não interpreta uma ordem recebida; cumpre-a. Ordens militares só têm um significado para todo o Contingente.

O Poder Moderador existiu, sim, no Brasil, como o Quarto Poder, cuja delegação estava a cargo de D. Pedro I e, posteriormente, de D. Pedro II, até a Proclamação da República. Será que o colega do senhor Gilmar confundiu “Pacificador” (Caxias) com “Moderador”?

Indispensável que os sábios ministros entendam que a função das Forças Armadas, a de mantenedoras da Lei (que Gilmar e os demais interpretam visando a interesses pessoais) e da Ordem (que as arbitrariedades cometidas por essa Corte podem comprometê-la), não pode ser contestada por meio de construções linguísticas, medievais, arcaicas, fora da realidade do País. As Forças Armadas, caros doutores, são Instituições Disciplinadoras, por essa razão, estão acima de quaisquer Poderes, todos passageiros, porque mutáveis, de acordo com as alterações que ocorrem no regime de cada país. Elas, sim, são Instituições Permanentes.

Um exercício de memória será salutar para tão sagaz ministro, o tal do “genocídio”: apontar um país que tenha sido conquistado, mantido e organizado por civis, magistrados, por exemplo, na história da civilização. Aponte, se for capaz! Não será!

Os representantes civis, sejam da mais alta linhagem, sejam das mais simples atividades sociais, somente foram surgindo, após a chegada dos militares, após terem eles transformado um território num país, após transformarem esse país numa nação soberana. Foi o que ocorreu no Brasil. E o que fazem esses senhores? Apenas usufruem de toda essa conquista, alardeando competências que não possuem. Serem guardiões da nacionalidade, somente cabe a quem é destro nas armas, e não a quem usa, de maneira irresponsável, filigranas vocabulares, para fugir à responsabilidade não assumida.

Por que agem, então, desabridamente essa Corte? Porque é preciso pôr a bota na frente dela para freiá-la. E isso não está acontecendo. Desconhecemos as razões pelas quais, mantêm-se as Forças, atualmente, a distância. Estão muito educadas! O excesso de psicologia militar é que dá ensejo a indivíduos, como esse insignificante Gilmar, tomar ares de potentado. Esperávamos que a energia dos militares (a força posta em ação) fosse mais evidente, para pôr grosseiras criaturas nos seus devidos lugares. Embora a “Nota Oficial” do Ministro da Defesa fosse veemente, faltou, para satisfação da parte da população patriota, cansada de ouvir a coletânea de asneiras de indivíduos despreparados para o cargo que ocupam, faltou, repito, a codificação, em palavras, do ‘coturno na porta”, para mostrar, na realidade, quem são os Militares, pois “moderadores”, são remédios para reduzir o apetite. É preciso acabar com os ares de dominadores, dessa velha guarda, velha, de antigos governos petistas, que lhes facultaram entrar pela grande janela aberta do STF, à custa de bajulação e de subserviência.

Portanto, que sejam os Supremos ministros, os primeiros a darem o exemplo: acabem com o “resquício autoritário” (Celso de Mello) que tem pautado o comportamento de Suas Excelências; parem de rasgar a Constituição, a fim de justificarem as suas conveniências. Permanecendo nesse comportamento de deuses, de pavoneamento vocabular e esticando a beiçola em cada palavra, o senhor Gilmar e demais colegas, continuarão a ser os mais desprezíveis, os mais desprezados e os mais detestáveis membros desse STF, instituição fiasco da nossa, ainda, sucupirana República.

Deixem as suas intencionais distorções interpretativas e anticonstitucionais, na tentativa de eliminarem os seus principais adversários, as Forças e o Presidente; este, por lhes ter fechado, por respeito ao País e ao povo, a fértil fonte dos “extraordinários”; aquelas, por serem as únicas Instituições respeitadas e que lhes fazem frente, e assistam, para se ilustrarem, à didática palestra do General Geraldo Antônio Miotto, à época, Comandante Militar do Sul (CMS), para conhecerem um pouco mais sobre a razão de o Exército e as demais Forças estarem acima de todos os Poderes. É só clicarem sobre o quadradinho, que, por sinal, já está desenhado.

 

A AUTORA É Dr.ª EM LÍNGUA PORTUGUESA, ACADÊMICA FUNDADORA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA (ABD); MEMBRO DO CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS (CEBRES); MEMBRO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE E ARTICULISTA DO JORNAL INCONFIDÊNCIA.

Última modificação em Domingo, 02 Agosto 2020 10:14
  • Copyright © 2007. www.rplib.com.br . Todos os direitos reservados.

    Republicação ou redistribuição do conteúdo do site RPLIB é permitido desde que citada a fonte. O site RPLIB não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e colunas assinados e nos textos em que é citada a fonte.