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18 Jul 2020

QUEM ESTÁ MENTINDO?

Escrito por 

 

Uma conjugação de ações, muito bem orquestrada, pensavam esses atores, com certeza, possibilitaria apear o Presidente do seu cargo.

 Meus amigos

Não é necessário que se seja um cidadão especial, particularmente muito bem informado, para se ter consciência do esforço que segmentos diversos da sociedade, obstinadamente devotados às suas causas, ainda que sejam minoria no conjunto da coletividade, trabalham diuturnamente para trazer a público, tudo que possa denegrir a imagem do executivo federal.

Órgãos que ficaram rotulados de extrema imprensa, alinhados com entidades civis comprometidos com os interesses da esquerda e associados aos partidos políticos que fazem oposição ao governo federal, com apoio de parcela acumpliciada do judiciário, somam esforços para identificar qualquer aspecto da vida da coletividade que possa colaborar com suas teses, focadas em desqualificar as ações do governo.

Governadores de estados se valem de toda e qualquer oportunidade para fustigar o Presidente da República, insinuando, sem qualquer escrúpulo, ser ele o responsável pelo que quer que possa ser visto como negativo ao interesse da população.

O quadro macro parece deixar claro que a democrática e incontestável manifestação popular que guindou o atual Presidente ao cargo, teria desmontado uma estrutura corrupta que vinha favorecendo segmentos políticos, empresas e indivíduos, que, agora, não aceitam se conformar com a nova realidade.

A cada dia, surgem novas frentes de embate. A preservação do meio ambiente, uma suposta militarização na ocupação dos espaços do governo, tentativas de envolvimento de pessoas próximas ao Presidente em supostos desvio de conduta, são algumas das frentes de tentativas de desconstrução da imagem do Presidente junto à opinião pública.

Consciente do impressionante e, talvez se possa dizer, inesperado apoio popular que guindou o Presidente ao seu cargo e angustiados em constatar que, a despeito de todo o esforço realizado até aqui, sua popularidade não parece sofrer arranhões, ainda que instituto de pesquisa, hoje desmoralizados pelos seus erros recentes, apontem o contrário, esses setores oposicionistas, não descansam na busca incessante de encontrar algo que se preste aos seus objetivos.

O surgimento da atual pandemia se apresentou, nesse contexto como uma oportunidade única para que se criasse as condições de inviabilização da continuidade do mandato presidencial.

Uma conjugação de ações, muito bem orquestrada, pensavam esses atores, com certeza, possibilitaria apear o Presidente do seu cargo.

A estratégia parece ter sido: união de esforços de todos os setores interessados e a venda de um quadro da realidade que apresentasse à população o Presidente como descomprometido com o esforço de defender dos absurdos riscos a que ela estaria sendo submetida.

Para isso, seria necessária uma ação coordenada dos diversos setores interessados na desconstrução da imagem do Presidente.

Assim, ao segmento do legislativo interessado no processo caberia inviabilizar toda e qualquer iniciativa do executivo que pudesse ser vista como encaminhamento positivo ao enfrentamento da crise na saúde, gerando, por via de consequência, um embrião de crise política, além de formalizar iniciativas e providências que fossem se constituindo, progressivamente em engessamento da ação administrativa do executivo, particularmente na área econômica, espaço que vinha se constituindo em área de êxito inquestionável do governo e de forma a sugerir que o que quer que o executivo fizesse nessa área seria, na verdade, de iniciativa de legislativo.

À parte comprometida do Judiciário caberia dar sustentação jurídica a todas as ações do legislativo e do interesse de Governadores de Estado em oposição ao governo, assim como negar aprovação a toda e qualquer pleito do Executivo que buscasse se contrapor às iniciativas de opositores.

Caberia, ainda ao judiciário, sabedores todos do impressionante apoio ao Presidente propiciado por seus seguidores nas redes sociais, atuar de forma a inviabilizar juridicamente a ação dessas redes e de seus principais protagonistas.

À mídia restava a responsabilidade de veicular as notícias que contribuíssem para intimidar, amedrontar a população, viabilizando a imposição de estratégia mais antiga dos governos autoritários que é a vender segurança em troca de liberdade.

Uma ação desonesta e covarde.

A narrativa é: "você vai morrer, mas eu estou tentando protegê-lo. Para isso você tem que fazer o que eu lhe imponho. É para o seu próprio bem".

Essas iniciativas da mídia visavam viabilizar a narrativa de que o irresponsável do Presidente está abandonando você.

Nesse contexto, o papel da mídia assumiu importância capital no esforço permanente de intimidar a população e, assim, justificar as iniciativas de cerceamento da liberdade de todos.

Iniciativas de governadores e prefeitos se somaram a esse intuito. Ideia-força do tipo “Fique em Casa”; ações toscas de policiais despreparados agredindo cidadãos, com a justificativa cretina de que “estou cumprindo ordens”; fechando lojas; sequestrando produtos de comerciantes; impedindo trânsito em determinados setores dos municípios, entre tantos, precisavam ser respaldadas por noticiário escandaloso que divulgasse números crescentes de vítimas.

Começaram a surgir informações sinalizando ações desonestas na identificação dos mortos efetivamente causados pelo COVID. Várias denúncias, acompanhadas de vídeos confirmadores, apontavam circunstâncias em que cidadãos que haviam morrido por causas outras tinham seus atestados de óbito definindo o falecimento como sendo decorrente de “suspeita de corona vírus”.

A indignação de parentes, vítimas dessa desonestidade, não ganhavam visibilidade em razão da intencional omissão da mídia em silenciar a respeito. Casos grosseiros de desvio de conduta dos médicos que forjavam os atestados eram justificados por estarem dando cumprimento a orientações dos gestores estaduais.

Denúncias de que hospitais estariam sendo aquinhoados com recursos financeiros proporcionais ao número de óbitos causados pelo corona-vírus, justificavam a prática.

A aparente falta de possibilidade de confirmação dos dados veiculados, favorecia a tese de que o Brasil estaria vivendo um quadro dramático de vitimização da sua população, acima da média do que se vira em países europeus, por exemplo, e justificava a adoção de medidas restritivas de liberdade, a cada instante mais severas.

Propositalmente, a mídia manipulava os dados de forma a impedir análise mais adequada dos números, não considerando, por exemplo, comparação entre as populações dos países, tomados como referência e omitindo sistematicamente informação sobre o número dos curados.

No entanto, acaba de vir a público uma informação constrangedora.

O quadro apresentado a seguir, que está sendo apresentado como obtido em fonte oficial do governo, mostra o número total de óbitos, a cada mês ocorrido no Brasil, nos anos de 2019 e 2020.

 

ÓBITOS

2020

2019

2019 A MAIS

JANEIRO

106.374

108.024

1.650

FEVEREIRO

90.109

90.884

775

MARÇO

95.137

103.590

8.453

ABRIL

103.109

11.735

8.626

MAIO

110.274

127.427

17.153

JUNHO

102.863

124.309

21.446

TOTAL

607.866

665.060

58.103

 Considerado o escândalo que vem sendo noticiado pela mídia em geral e particularmente pelo noticiário da Rede Globo, não haveria como não se ter certeza de que, no corrente ano, estariam morrendo muito mais brasileiros do que em anos anteriores, uma vez que, ao número de brasileiros que historicamente falecem todos os anos, haver-se-ia de ter que acrescentar aqueles que estão sendo vítimas do corona-vírus, tendo em vista que, pelo que vem sendo apresentado pela mídia, dita extrema, seriam brasileiros que só vieram a óbito, em razão da maldita doença.

No entanto, chocantemente e, provavelmente, para desespero dos “cavaleiros do apocalipse”, até o mês de junho, morreram menos brasileiros no corrente ano do que os que morreram no ano passado.

Como explicar tal realidade? O bom senso sugere duas possibilidades.

Primeira de que aqueles brasileiros que, infelizmente, vieram a falecer vítimas da pandemia, integravam o universo dos que, pelas mais diversas razões, experimentavam um quadro de debilidade que os levaria à morte ao longo de tempo recente, por outras razões.

Segunda que, é muito triste admitir, como vinha sendo denunciado, uma parcela daqueles que foram identificados como tendo falecido pelo corona-vírus, na verdade, faleceram pelos motivos que os levariam à morte de qualquer forma, ainda que se deva admitir que a nova doença possa, em alguns casos, ter apressado a fatalidade.

De qualquer forma, é vergonhoso, repugnante, o comportamento de parcela de políticos de partidos oposicionistas, de parte do judiciário, que parece estar agindo com base em motivação política e de parcela significativa da mídia.

Que vergonha! Fica então a dúvida. Quem está mentindo?

O governo, veiculando informações inverídicas em espaços oficiais, ou os adversários políticos do governo que, em todas as áreas em que atuam, manipulam as informações a serem veiculadas, com o propósito de manter viva a estratégia de poder trocar segurança por perda de liberdade, apanágio de todos os que advogam postura ditatorial dos governos.

Há que se estar atento, para repudiar, a cada oportunidade, aqueles que, desonestamente pretendem se manter no poder afrontando a vontade popular, no afã de ver preservados privilégios conquistados, ainda que ao arrepio da lei e da ética.

 

Última modificação em Quarta, 29 Julho 2020 20:12
Mario de Oliveira Seixas

Mario de Oliveira Seixas é General-de-Brigada, na reserva do Exército brasileiro. Realizou todos os cursos militares, nos níveis de graduação, mestrado e doutorado, assim como o Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, o de mais elevado nível da carreira. É engenheiro de telecomunicações formado pelo Instituto Militar de Engenharia. No exterior, cursou o British Army Staff College (curso de Comando e Estado-Maior do Exército Britânico) e a Defence School of Language (curso da língua inglesa). Na PUC-Rio, especializou-se em Educação à Distância. Na FAAP, em São Paulo, realizou o Curso de MBA em Excelência Gerencial, com Ênfase na Gestão Pública. De 2005 à 2009 foi o Secretário Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública da Cidade de Campinas - SP. De 2009 a 2018 foi Superintendente Geral da entidade Movimento Vida Melhor - MVM, em Campinas - SP, cujo propósito é retirar das ruas da cidade adolescentes em risco social.

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