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13 Jul 2020

EMPRESAS COMEÇAM A DEBANDAR DA ARGENTINA ESQUERDISTA E MIRAR NO BRASIL

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A debandada está só começando, e o Brasil deve aproveitar essa oportunidade para atrair capital para o país.

 

"A crise no setor de autopeças está piorando: a francesa Saint-Gobain Sekurit anunciou o fechamento de sua fábrica na Argentina, após um acordo de demissão voluntária com seus 150 funcionários. A empresa francesa, dedicada à produção de para-brisas, anunciou que vai transferir sua produção para o Brasil.

Saiu no Clarín, mas a grande imprensa nacional basicamente ignorou. A notícia teve pouca repercussão no Brasil, mas é relevante e simboliza uma provável tendência. Não se trata de um caso isolado, como podemos ver:

Axalta Argentina: La empresa química estadounidense informó que cesó por completo sus operaciones en nuestro país. La marca, en su totalidad, se retira de la Argentina. Esto implica el cierre de la fábrica y las oficinas administrativas en la localidad bonaerense de Escobar, donde trabajaban 100 personas.

Basf Argentina: La empresa química alemana informó que, a partir del segundo semestre de 2021, cesará la producción de pinturas para autos en nuestro país. La actividad de la fábrica de la localidad bonaerense de Tortuguitas y toda su maquinaria industrial serán trasladadas al establecimiento que Basf tiene en Demarchi (Sao Bernardo do Campo, Brasil). La planta de Tortuguitas abastecía con pinturas automotrices a fábricas, ensambladoras y talleres de Argentina y Uruguay. Ese servicio ahora lo concentrará Brasil.

A Latam listou dezenas de motivos que a fizeram deixar a Argentina, e muitos deles são bizarros. Que a saída teve a crise do Coronavírus como pretexto principal é verdade, mas a interminável crise econômica do país não é novidade. E nem é "só" isso: há mais de 60 motivos, que o jornal Clarín listou, incluindo, principalmente, questões trabalhistas.

Os executivos sabem que o Brasil, com uma agenda reformista liberal e o selo de qualidade do ministro Paulo Guedes, aponta na direção certa, ao contrário dos argentinos, virados para a esquerda e mirando no destino venezuelano.



A debandada está só começando, e o Brasil deve aproveitar essa oportunidade para atrair capital para o país. É hora de mostrar que ideias equivocadas têm consequências. No concurso de feiura da América Latina avermelhada, o Brasil tem a chance, com Bolsonaro, de expor uma alternativa muito melhor, como já fizeram Colômbia e Peru. Com nosso tamanho continental, porém, e população superior a 200 milhões, o potencial é bem maior!

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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