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10 Jul 2020

UM CONSELHO

Escrito por 

Reparem na extrema imprensa e na mídia tradicional, de um modo geral. Elas não cultivam um ódio e um despeito apenas ao Governo eleito, mas odeiam até a morte tudo que o mesmo representa.

 

A crise política artificialmente provocada no País agrava-se porque agora alcançou à área mais delicada e sensível do direito à liberdade de um povo. Refiro-me à liberdade e à dignidade de expressão de nossa gente; refiro-me também a um espúrio conluio existente entre os que almejam a volta ao poder e os que ainda dele se locupletam destinado a calar a voz de quem quer que se oponha à consecução dos seus objetivos: tomar o poder mesmo sem vencer as eleições, como ameaça constantemente o bandidaço Zé Dirceu.

O mais lamentável de tudo isso é que aqueles a quem o povo não escolheu ou quem nunca representou a soberana vontade popular são os que mais se empenham contra a maioria que, por sua vez, disse um não rotundo ao antigo, ao carcomido e ao desprezível sistema que reinou por quase três décadas. Reparem na extrema imprensa e na mídia tradicional, de um modo geral. Elas não cultivam um ódio e um despeito apenas ao Governo eleito, mas odeiam até a morte tudo que o mesmo representa.

Assistindo a vídeos que transitam no território livre da rede mundial de computadores ouvi o moleque Lindbergh do “Ogro Condenado” afirmar que ao voltar eles virão “com faca nos dentes” para destruir tudo quanto se avançou nestes novos tempos. Vi recentemente, na coluna de um dos vassalos dos “Barões Marinhos”, o pena de aluguel “Burrego de Mello Franco”, destilar toda sua raiva encarnada contra o Ministro da Justiça, André Mendonça, porque determinou que a Polícia Federal abra inquérito contra Hélio Schwartsman, colunista/editorialista da "Foice de S.Paulo". Esse tal de Schwartsman, de quem nunca li nada nem dele ouvi falar, disse, por escrito, que torcia para que o Capitão morresse infectado com o vírus chinês. Isto é uma forma soez de propor um justiçamento – ainda que velado – por meios públicos, em um País cujo ordenamento jurídico não só não absorveu como rejeitou a pena de morte que, no caso vertente nem de longe se aplicaria ao Capitão, sob qualquer argumento.

Nunca conferi a esses carinhas grande relevância, mas eles são um bom exemplo do tipo de gente com a qual os patriotas estão lidando atualmente. A importância de coisas desta ordem fica por conta da aura em que estão inseridas e que resulta totalmente de uma orquestração dos contras, pela qual, por exemplo, se assistiu esta semana: i) um FHC ameaçando o Presidente eleito de graves consequências ou retaliações caso continue a prometer “catiripapos” e “voadoras no pescoço” para quem tentar roubar em seu governo; ii) um Alcolumbre e Maia ensandecidos para fazer passar uma lei que impeça o povão de lutar por aquilo que acredita e pela derrota da vermelhada, como na memorável campanha de 2018; iii) um Mandarim de Temer, Alexandre de Moraes, acusando e prendendo pela prática do hediondo crime de “bolsonarismo”, aqueles que prometeram desvendar suas falcatruas, as do comparsa Toffoli ou das respectivas esposas.

A canalha que desgraçou este País quer a morte do presidente eleito e acredito que tramem neste sentido todo dia, pelo Brasil inteiro. Quer amordaçar o povo e por último enxerga na pandemia a chance de obrigá-lo a permanecer preso em casa para não gritarem contra os “Maldidos da Pátria” pelas ruas e praças do País. O que mais se fará para que se torne claro que, desse jeito, a verdadeira democracia jamais vai se instaurar nesta Terra de Santa Cruz e que aquela gente do mal será capaz de qualquer coisa para tomar o poder?

Quando o povo saiu para as ruas em busca de salvação foi porque em casa o pão lhe faltava, foi porque, com a ruína das instituições, não tinha mais em quem confiar, foi porque, com a crise moral, nossa sociedade estava prestes a se tornar uma massa abandonada à sanha do social-comunismo, foi porque, com uma crise econômica sem precedentes na história contemporânea, o desemprego, a miséria e a fome sentaram-se à mesa dos brasileiros de todos os rincões do Brasil e finalmente porque o Presidente eleito foi a derradeira solução. Todos os dias nas ruas – não nos bunkers e nos palácios da Capital – o povo diz isso a Bolsonaro e à sua equipe.

Tenho convicção que o Capitão, melhor que qualquer um, tem plena certeza da hora exata, mas Senhor Presidente – conquanto saiba que não tenho altura para lhe dar conselho algum – auguro que não espere, humilhado e calado, até que lhe cravem uma segunda faca no corpo e igualmente na alma de quase 60 milhões de patriotas, seus eleitores. Todavia, creio que agora é o tempo dos bons brasileiros advertirem o próprio Comandante Supremo das Forças Armadas – esta instituição que suponho que não faltará ao seu juramento - formulando um dramático apelo no sentido de que assuma realmente o Comando daquelas Forças e seja de fato o Chefe do Governo como se sabe que é; seja, na verdade o primeiro mandatário, para conter o solerte motim que se aproxima, enquanto é tempo ainda, porque a primeira vítima de tudo quanto o STF e o Congresso Nacional vêm tramando (aliados à “cacicalhada” política) será o povo que o colocou no poder, este povo que grita noite dia para que não lhe arranquem a esperança e a liberdade.

Como diziam os antigos: “não sou filho de pai assustado” e, como cristão, sou convicto que o bem vence o mal. Por isso mesmo, recuso-me a carregar a pecha de arauto da mala suerte, de coveiro da paz nacional que, em verdade, encontrou nos vermelhos seus algozes. Recuso-me a enterrar a fraternidade dos brasileiros, tão gravemente vilipendiada pelas ambições e cobiças dos vendilhões do erário e das ratazanas do tesouro, entretanto, não peco por omissão ao prenunciar a tempestade e não o faço levianamente, sem motivo nem com as mãos vazias, senão protestando e argumentando que aos verdadeiros patriotas não interessa a volta à desordem porque sabem que só no progresso e com a “Nova Ordem” a Nação Verde e Amarela sairá vencedora desta guerra.

José Maurício de Barcellos

O Advogado José Mauricio de Barcellos, natural do Estado do Rio de Janeiro, tem 50 (cinquenta) anos de experiência profissional, com Mestrado na Cadeira de Direito Privado, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. É professor, com Licenciatura Plena nas cadeiras de Direito e Legislação, Administração e Controle, Organização e Técnica Comercial, pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído vários cursos de extensão ou de aperfeiçoamento, na Fundação Getúlio Vargas e em outras Universidades.

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