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15 Jun 2020

DA PESTE NEGRA À PESTE AMARELA

Escrito por 

 


Hoje, no século XXI, estamos sendo atacados por uma pandemia, a do Coronavírus ou Covid 119, que já ceifou milhões de vidas em todo mundo, mas contra ele ainda não temos uma vacina.

 

Como todo mundo sabe, no século XIV, a Peste Negra ceifou um quarto dos habitantes da Europa. Foi causada pelo grande número de ratos que infestavam as cidades europeias atraídos pela sujeira generalizada e por total falta de higiene.

Os medievais não ficaram sabendo qual a causa daquela peste chamada de negra, porque deixava marcas negras nos corpos dos infectados por ela. Até a segunda metade do século XIX não se conheciam as infecções causadas por vírus. A descoberta dessa doença foi feita pelo médico ucraniano Dimitri Ivanovski em 1892.

Hoje, no século XXI, estamos sendo atacados por uma pandemia, a do Coronavírus ou Covid 119, que já ceifou milhões de vidas em todo mundo, mas contra ele ainda não temos uma vacina. Sabemos que o Covid se originou em Wu-han na China, mas desconhecemos como se deu essa contaminação.

Especulou-se que a coisa ocorreu no mercado de carnes dessa cidade. Penduradas em cima de balcões ficam expostas carnes de ratos, morcegos, cobras, lagartos, etc. Pode parecer repelente, porém repelente para nós ocidentais, não para paladar chinês que, por exotismo ou hábito formado pela escassez de alimentos, tornou-se capaz de devorar esses nojentos petiscos e lamber os beiços.

O fato é que a cidade de Wu-han sofreu uma grave contaminação, pouco tempo depois de Trump ter vencido a queda de braço nas relações comerciais com a China, em 15 de janeiro, no entanto essa proximidade cronológica não passa de mera coincidência.

O governo chinês primeiramente negou a existência de um vírus, depois afirmou que a mazela não era transmissível de um ser humano a outro. Ao menos dois médicos chineses alertaram que se tratava de um terrível vírus. Um foi preso e o outro simplesmente sumiu. Talvez tenha sido abduzido por extraterráqueos.

No Rio e em S. Paulo  já se sabia que a Peste Amarela tinha viajado para o Ocidente e que grandes aglomerações facilitavam a contaminação da coisa. Mas isto não impediu os festejos momescos nos finais de fevereiro,  e multidões em estádios vociferando e se grudando.

Não devemos sequer aventar a absurda conjectura de nossos governadores e prefeitos das duas maiores cidades do país sejam indiferentes à saúde do povo ao ponto de estimular as aglomerações nada fazendo para evitar contaminação em larga escala.

Não devemos aventar a não menos absurda hipótese de que a OMS (Organização Mundial da Saúde), um dos tentáculos da ONU, dirigida por um advogado etíope que foi Ministro da Saúde da Etiópia, tenha proposto medidas de pleno acordo com a estratégia pandemiológica do PCC (Primeiro Comando da Capital?  Nada disso!  Partido Comunista Chinês).

Aqui entre nós e que ninguém nos ouça: Se você acha  inadequado um advogado de  um país  do Terceiro Mundo  seja o chefe da OMS, fique sabendo que Vargas nomeou para o STF um médico. E daí?

Mas o fato é que a maioria dos médicos em todo mundo obedece cegamente os proveitosos preceitos da OMS como se eles fossem  mandamentos divinos. OMS locuta, causa  finita  est (A OMS falou, assunto encerrado).

Não é de surpreender, uma vez que a maioria dos políticos em todo mundo, à exceção de Trump, Netanyahu e Bolsonaro, adotam em seus países resoluções da ONU,  medidas tais como direitos humanos dos criminosos, ideologia de gênero, imigração de  todos os humanos a  todos os países, etc.

Mas daí a dizer, como já insinuou Trump, que o Corona foi fabricado num laboratório de  Wu-han e que “a China massacrou o mundo” é teoria conspiracionista.  Com que  finalidade o manda-chuva do Partido faria semelhante atrocidade? Será que  era só para deletar gente inútil? Será que era para  arrasar a economia  do mundo livre por  meio de quebradeira  generalizada e colossal desemprego?

Ora, para produzir tais  efeitos econômicos  seria preciso um lock down de uns três ou quatro meses, com o  comércio quase todo fechado, sem grandes aglomerações como nos estádios de futebol, etc.

E  tudo isto sob veementes declarações de governadores, da  mídia esquerdista  e de médicos  beatos de estar protegendo a população de  um  aumento colossal da contaminação. Oh! Como são humanitários! Só  dizendo como Nelson Rodrigues: “Amar a humanidade é fácil, difícil é amar o próximo”

Caso interessante, entre outros da mesma cepa, é o do Governador de Nova Iorque. Ele ficou sabendo que cerca de 60% dos novaiorquinos contaminados pelo Corona tinham ficado trancados  em casa.

Apesar disso, os governadores do Rio e de S.Paulo, os dois estados com o maior número de contaminados, repetem sem cessar seu cansativo refrão: “Fique em casa!” e acrescentam: “Estamos seguindo a ciência!” Que ciência? A da OMS? Quem não segue  esta mesma ciência são o aloprados Trump, Netanyahu e Bolsonaro.

Est’ultimo  chegando até a recomendar aquele  remédio pior do que a doença: a hidriocloroquina. Esta mesma poderia até produzir parada cardíaca, entre outros efeitos colaterais, segundo o Mandetta, uma das ovelhas negras do governo Bolsonaro. Mas no mundo inteiro há médicos recomendando esse remédio com muitos casos de cura, principalmente quando aplicado preventivamente ou no surgimento dos sintomas.

Por que tamanha rejeição dos médicos beatos, fiéis seguidores da OMS, em relação à hidriocloroquina? Será porque é tão barata quanto a aspirina e o engov? Em compras  sem licitação não é de bom alvitre comprar remédios de baixo custo? Não, não deve ser isso! Governadores e médicos assessores dos governos colocam a saúde em primeiro lugar, enquanto economicistas desvairados dão  primazia à atividade econômica, todos resolvendo o dilema colocado pela mídia: Saúde ou Economia?

Tal dilema só existe para  aqueles seres impensantes que ficam discutindo o que é pior, morrer de sede ou de fome? Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? E continuam debatendo essas duas pseudoalternativas enquanto o vírus vai contaminando mais gente, as pessoas apavoradas não saem da toca, e a vida da Economia está indo para o brejo.

Dias piores virão quando chegar o day after. Quebradeiras, desemprego colossal, cofre da viúva vazio, Estado aumentando impostos, mesmo a contragosto, programas sociais. E ainda vão botar a culpa em Bolsonaro, justamente em quem mais apelou para que os governadores e prefeitos abrissem as portas da indústria e do comércio, enquanto eles insistiam em manter trancados em casa todos que queriam trabalhar, vender e comprar. É o fim da picada!

 

Última modificação em Quarta, 24 Junho 2020 09:54
Mario Guerreiro

Mario Antonio de Lacerda Guerreiro nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Doutorou-se em Filosofia pela UFRJ em 1983. É Professor Adjunto IV do Depto. de Filosofia da UFRJ. Ex-Pesquisador do CNPq. Ex-Membro do ILTC [Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência], da SBEC [Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos].Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica. Membro Fundador da Sociedade de Economia Personalista. Membro do Instituto Liberal do Rio de Janeiro e da Sociedade de Estudos Filosóficos e Interdisciplinares da Universidade. Autor de Problemas de Filosofia da Linguagem (EDUFF, Niterói, 1985); O Dizível e O Indizível (Papirus, Campinas, 1989); Ética Mínima Para Homens Práticos (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1995). O Problema da Ficção na Filosofia Analítica (Editora UEL, Londrina, 1999). Ceticismo ou Senso Comum? (EDIPUCRS, Porto Alegre, 1999). Deus Existe? Uma Investigação Filosófica. (Editora UEL, Londrina, 2000). Liberdade ou Igualdade (Porto Alegre, EDIOUCRS, 2002).

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