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20 Mai 2020

PEDANTES E IRRELEVANTES: A "NOVA DIREITA" É A VELHA ESQUERDA

Escrito por 

Os "radicais de centro" são aqueles que demonstram total intolerância para com qualquer um que não luta incansavelmente para derrubar o presidente "fascista".

 

"Precisamos falar mais sobre o que está acontecendo com a "direita" brasileira. O antipetismo uniu muita gente diferente, e bastava odiar o PT para ser considerado de direita no Brasil. Isso acabou misturando alhos com bugalhos.

Há no meio de nós reacionários e revolucionários que se dizem conservadores, e sobre eles já falei muito. Hoje quero falar sobre os "isentões" da "New Left", os tucanos enrustidos, os "moderados" que venho chamando de "radicais de centro".

A definição de pedantes e irrelevantes não foi sacada minha, e sim de uma amiga com quem conversava, ela mesma uma importante formadora de opinião no meio conservador. Falávamos sobre como alguns que andavam conosco no passado, que se diziam inclusive nossos amigos, mostraram sua real faceta recentemente.

Possuíam duas caras, isso está claro. Passaram a rotular qualquer um que não aderisse à histeria antigoverno de "gado", "vendido" ou "traidor". E não se importaram nem mesmo em trair, de fato, os velhos amigos, quando um deles, por exemplo, foi acusado de "traficante de hidroxicloroquina" por uma conhecida jornalista militante, que passaram a bajular sem constrangimento.

Parêntese para o óbvio: é perfeitamente legítimo criticar Bolsonaro ou mesmo achar que sua militância mais fanática representa um perigo para o país. Não é tanto sobre essa opinião que se trata esse "racha", mas sim sobre a postura cada vez mais canalha de quem se dizia conservador, mas passou a defender o que há de mais "progressista" por aí, e a utilizar os mesmos métodos dos socialistas.

Os "radicais de centro" são aqueles que demonstram total intolerância para com qualquer um que não luta incansavelmente para derrubar o presidente "fascista". Eles não percebem, ou fingem não perceber, mas se parecem justamente com a ala mais fanática do bolsonarismo, com os olavistas que tanto detestam.

Qualquer crítica feita a eles, por exemplo, é logo recebida com a acusação de inveja. Eles sabem que essa é a mesma tática dos olavistas, não sabem? Eles também tentam blindar qualquer crítica com essa desculpa esfarrapada. Quando criticam Olavo, é por inveja então? Estratégia patética e pérfida...

O fato é que esses "radicais de centro" deram as mãos e cerraram fileira com toda a esquerda em prol de sua única meta: derrubar Bolsonaro para "salvar" o Brasil. E ai de quem ousar discordar deles! Um gado bolsonarista, um traidor vendido, um invejoso (sabe-se lá de quem, talvez do Felipe Neto ou da Greta Thunberg).

Mas, ironicamente, são os "radicais de centro" que cada vez caem mais na irrelevância. Dentro do que se convencionou chamar de direita, que abrange desde liberais até conservadores, eles não possuem mais qualquer credibilidade ou audiência. São motivo de chacota, de vergonha, de decepção. Restou a eles, então, bajular a mídia mainstream, que sempre criticaram, no afã de obter algum espaço - ou emprego.

E por falar em emprego... Alguns ali ainda se seguram, mas a maioria é formada por "losers" que não são capazes de permanecer por muito tempo em qualquer lugar que seja. Um deles, talvez o maior ícone "Duas Caras" da turma, pula de galho em galho, enquanto destila veneno, falando mal de cada um, na esperança de que uns nunca comentem sobre isso com outros.

Adotando a tática leninista, e sofrendo de mitomania, ele repete por aí que todos o copiam, ele que não foi capaz ainda de entregar um só dos dois livros contratados pela editora! E ainda tem a coragem de falar de inveja! Aponta para um espelho para atacar Antonio Saliere, num arroubo de grandeza como se fosse o próprio Mozart! Aqueles de nós com best-sellers na praça ou enorme sucesso profissional somos todos imitadores baratos dele, o gigante injustiçado!

Outro, que também foi olavete como este, corre atrás de atenção desesperadamente, pois ninguém sabe quem ele é direito, ainda que tente bancar o grande intelectual. Coitado!

Não cunhei, mas certamente popularizei bastante a expressão "esquerda caviar". Contudo, jamais passou pela minha cabeça exigir os "créditos" toda vez que alguém a mencionasse. Mas o sujeito jura que CRIOU a expressão "tirania dos especialistas" e quer os devidos créditos!

É o autor de um livro enfadonho sobre a literatura brasileira, que ele vivia pedindo para eu terminar de ler e resenhar. Mas não deu! Raramente paro um livro no meio. Só quando é muito chato e prolixo... uma poeira sem qualquer glória!

Pelo ódio a Bolsonaro, os "radicais de centro" já chamaram militante esquerdista de "grande jornalista", enalteceram a Folha de SP, resgataram o afetado "jornalista" que não consegue mais colocar os pingos nos is, elogiaram o professor papagaio, entraram na Justiça contra churrasco e por aí vai.

Quem não percebeu ainda que esses "liberais" (risos) perderam a mão de vez, escancarando todo seu oportunismo e também esquerdismo, precisa abrir urgentemente os olhos e parar de hibernar. Não falta muito para essa turma dar as mãos aos petistas e psolistas para "salvar" o país!

Esse texto é parte desabafo, parte um obituário intelectual desses pedantes e irrelevantes. Sim, houve muita decepção, até porque nos considerávamos amigos. Mas o tempo costuma revelar o caráter das pessoas. E também as reais visões de mundo. Máscaras raramente duram para sempre. Os anos vão corroendo o verniz superficial, e expõem a carranca feia da essência por trás das falsas aparências.

Separar o joio do trigo é crucial para salvar a direita brasileira. Não, o bolsonarismo não fala em nome da direita, certamente, e não detém o monopólio do conservadorismo. Tampouco esses pedantes e irrelevantes, colados em esquerdistas radicais e lançando mão de seus mesmos métodos pérfidos.

De fato, a inveja é uma droga! E disso essa turma entende, cada vez mais desacreditada e sem relevância alguma no debate político nacional. Resta paparicar o youtuber boboca mesmo..."

"Triste constatação: a direita "limpinha" é a mais suja de todas!"

 

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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