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16 Mai 2020

QUEM PAGA A CONTA?

Escrito por 

Por que o “Ogro Duplamente Condenado” e seus filhos – que receberam uma surpreendente herança de milhões de reais de uma doméstica - não devolveram o que roubaram?

 

Desde quando a Operação Lava Jato começou a mandar corruptos e ladrões para cadeia que o Brasil nunca mais foi o mesmo, qual seja, o paraíso da classe política abjeta ou desprezível e dos poderosos chupins do esforço de nossa gente. Não tenho dúvida que muito mudou, porém está claro que apenas as feridas sararam, a doença em sua forma crônica e latente persiste.

Vou dar um exemplo simples e claro: o dinheiro roubado pelas quadrilhas de Sarney a Temer não foi restituído ao povo, em sua totalidade. Outro exemplo, Por que o “Ogro Duplamente Condenado” e seus filhos – que receberam uma surpreendente herança de milhões de reais de uma doméstica - não devolveram o que roubaram? A resposta é igualmente simples: porque não se fez justiça ainda contra quem desgraçou a Nação Brasileira.

Um dos maiores males de nossa sociedade continua a ser a impunidade, principalmente no que tange aos os vendilhões desta Terra de Santa Cruz. Quanto a isto pouca coisa mudou. Colocando seus próprios interesses em primeiro lugar, as pessoas vão fazendo coisas, dando ao país prejuízos enormes (diretos e indiretos) e tudo termina ficando por isso mesmo. Aqui a questão seria de ordem cultural, como se costuma dizer.

Vou dar outro exemplo, que também tangencia a questão política. Durante o antigo regime da ultrapassada legislação do trabalho, agora um pouco corrigida, o mau empregado e as criminosas associações sindicais podiam livremente infernizar e extorquir os patrões que nada tinham que pagar pelo mal praticado, nem ao menos os honorários do advogado da parte lesada, mesmo nos casos em que perdiam a causa na justiça. As demandas trabalhistas nos tempo de hoje foram reduzidas drasticamente, porque agora é responsabilizado o demandante indecente e os sindicatos, também, quando causam prejuízos à sociedade. Se formos seguir nesta toada cada um de nós terá um episódio diferente para relembrar.

Como disse, há toda uma questão cultural e quem paga é o interesse coletivo, ou seja, o país paga a conta. Nesta linha cabe perguntar, quem vai suportar os danos e prejuízos impostos ao Brasil, aqui dentro e quanto à sua imagem no exterior, por conta da trama arquitetada contra o governo Bolsonaro que teve como estopim a repulsiva traição de Moro? Uns canalhas preparam o motim que paralisou extasiado o Brasil e o Mundo. O dólar subiu descontrolado, a bolsa despencou, os negócios pararam, os investidores deram um passo para trás e para quê? Para nada, ou melhor, só para dar prejuízo e desestabilizar a combalida Nação Verde e Amarela.

A coisa se desenrolou da seguinte forma: a vermelhada doente, tendo a frente o psicótico drogado, Ciro Gomes e o vigarista jornaleiro de Dilma, Carlos Lupi, iniciaram o ataque que, covardemente, logo foi reverberado por FHC e sua corja emplumada e, prontamente encampado, à margem da lei e do bom direito, pelo Mandarim do “Corrupto dos Porões do Jaburu” e pelo senil “Mandarim de Me...”, assecla de Sarney, de quem falou Dr. Saulo Ramos.

Toda tramoia não resistiu a um peteleco. Caíram por terra as acusações contra o Presidente eleito, mas a pergunta que fica é: Ciro, Lupi, FHC, Alexandre de Moraes, Celso de Mello, Moro, bem como também a “Rede Goebbels” que propagou pelo mundo inteiro o falso escândalo, não vão pagar nada por isso? Todo mal que fizeram restará impune? Não lhes custará um centavo e o País que perdeu muito é quem suportará os danos? Ficando assim, é mesmo tudo muito cômodo para a canalhada.

As denúncias do traidor viraram inquérito judicial e objeto de uma demanda junto ao Supremo dos quais dois suspeitíssimos “Capas Pretas” se valeram para dar vazão a todo seu despeito e ódio contra o Capitão. Todavia, logo de pronto, com o primeiro depoimento do próprio calunioso, ficou claro que tudo se tratava de torpes mentiras e grosseiras vendetas pessoais. No decorrer desta semana não ficou pedra sobre pedra sobre a pretensão dos criminosos inconsequentes. Isto mesmo, quem trai seu país é de fato um criminoso e foi isso que essa gente fez e, registre-se, em uma hora em que o Brasil passa por dos momentos mais dramáticos de sua história contemporânea.

Bolsonaro foi acusado de tentar influir na Polícia Federal para proteger seus filhos que teriam praticados delitos passíveis de serem apurados por aquela instituição. O inquérito instaurado no Supremo visa a apurar a prática dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução da Justiça e corrupção passiva privilegiada.
Já se sabe que nada vai apurar contra o Presidente. “O presidente nunca tratou diretamente sobre a troca de superintendentes, nem nunca pediu relatórios de inteligência ou informações sobre investigações ou inquéritos policiais”, disse ex-diretor-Geral da Polícia Federal, Maurício Aleixo, exonerado pelo Capitão, com independência e sem subterfúgios. Por sua vez, o atual Chefe da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, Alexandre Ramagem – outra testemunha chave do tal inquérito instaurado pela PGR – disse em seu depoimento na segunda feira 11 de março passado que "tem ciência de que goza da consideração, respeito e apreço da família do presidente Bolsonaro pelos trabalhos realizados e pela confiança do presidente da República", no entanto "não possui intimidade pessoal com seus entes familiares”.
Tudo isso e considerando mais, que o próprio traidor - esperto como uma águia - logo botou suas barbas de molho dizendo que não estava acusando o “Presidente de nenhum crime”, sem erro que desmonta e arrasa a “igrejinha montada”. Pois, então, ficamos assim, porém quem vai pagar essa conta? Então é desse jeito? Dá-se um tranco desses no país, com terríveis repercussões de ordem econômica e social e tudo fica por isso mesmo? E o que está escondido que ninguém vê? Será que não há algo que deva ser colocado a nu?
Talvez, quem sabe, seja aquilo que já corre solto pelo território livre da rede mundial de computadores, no sentido de que a nomeação do novo Diretor Geral da Polícia Federal não visou somente a afastar os óbices e os entraves para se apurar de verdade o caso Adélio Bispo, que tentou assassinar o Presidente, mas sim a apuração de um caso tão grave quanto que envolve o Mandarim do STF, assecla do “Corrupto dos Porões do Jaburu”, Alexandre de Moraes, no que concerne à lavagem de dinheiro do PCC nos transportes coletivos da cidade de São Paulo.

Em síntese, a história seria a seguinte: dizem as redes sociais que o novo Diretor Geral da PF, terá a incumbência de dar seguimento às linhas de investigação paradas há mais de uma década sobre a lavagem de dinheiro do PCC nas cooperativas de ônibus de São Paulo, e que hoje em dia operam normalmente como se fossem empresas legalizadas. Tais investigações chegaram aos bilhões de reais já lavados pelo PT, PSDB, PCdoB, PR e PCC por intermédio do transporte coletivo da capital paulista e, o que é pior, respingarão no Ministro Alexandre de Moraes que barrou a nomeação do novo Diretor Geral da Polícia Federal feita pelo Presidente da República. Lembremo-nos, nesse sentido, de que ele foi o Secretário de Transportes na gestão municipal de Gilberto Kassab.

Foi justo naquela época que explodiu um dos maiores escândalos de lavagem de dinheiro do PCC, no transporte coletivo de SP. Dizem que o “Mistério Público" – aparelhado pelo Foro de São Paulo - abafou o escândalo. Consta igualmente que, depois daquilo, Alexandre de Moraes foi advogado da TRANSCOOPER e que foi justamente esta a principal cooperativa investigada pela lavagem de dinheiro do PCC, PT, PSDB. Curioso é que, quando Alexandre de Moraes foi para o STF, logo se celebraram acordos de ajustamento de conduta entre o pulha Fernando Haddad e as Cooperativas (como a Transcooper) e, desta feita, ao invés das sociedades serem descredenciadas e os investigados punidos e presos, apenas mudaram de nome e viraram empresas de fachada. Consta também que todas as empresas bandidas continuam a lavar dinheiro do PCC, sendo esse o principal motivo pelo qual Alexandre de Moraes não quis que o Presidente Bolsonaro nomeasse um novo chefe geral da Polícia Federal.

Esta versão tem indícios de veracidade e a ilustre Deputada Federal por São Paulo, Carla Zambelli, já denunciou parte dela da tribuna da Câmara. Consta, igualmente, que o tal Ministro do PMDB de Temer já desmentiu o fato, porém não se deve esquecer que o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a cooperativa de perueiros Transcooper a pagar “sob pena de enriquecimento ilícito” R$ 67.160,92 e, também, que o atual Ministro do STF, Alexandre de Moraes era à época um de seus advogados na área cível. Deve-se reter que, ao longo daqueles anos, o hoje Ministro do STF foi o “supersecretário” da gestão do “cara de pó de arroz”, Gilberto Kassab, uma repugnante excrecência da trupe da Dilma. Era ele quem comandava as duas mais importantes secretarias (dos Transportes e de Serviços, responsáveis por executar os bilionários contratos de varrição das ruas e avenidas da cidade, por exemplo) e a presidência, além da SPTrans, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e do Serviço Funerário, onde os escândalos eclodiram. Precisa dizer mais sobre a “reputação ilibada” daquele cidadão que se prestou agora a um triste papel? Onde há fumaça há fogo e a PF tem que apurar!

José Maurício de Barcellos

O Advogado José Mauricio de Barcellos, natural do Estado do Rio de Janeiro, tem 50 (cinquenta) anos de experiência profissional, com Mestrado na Cadeira de Direito Privado, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. É professor, com Licenciatura Plena nas cadeiras de Direito e Legislação, Administração e Controle, Organização e Técnica Comercial, pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído vários cursos de extensão ou de aperfeiçoamento, na Fundação Getúlio Vargas e em outras Universidades.

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