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02 Mai 2020

O PODER, A LEGITIMIDADE E A FORÇA

Escrito por 

Com pouco mais de um ano de governo os patriotas já viram de tudo e os mais informados sabem que a “cacicalhada política” e suas quadrilhas vão ainda tentar ir mais longe.

 

Não é de hoje que venho falando sobre esta trilogia – o poder, a legitimidade e a força – que se aperfeiçoou, por inteiro, pela primeira vez em relação ao governo do Brasil, justo o de Bolsonaro, eleito em outubro de 2018.
Antes deste, nos últimos 100 anos, ou ao menos desde Getúlio Vargas, nenhum outro governo da União alcançou tanto. É claro que daí virão os “entendidos” e os “babilacas da história” trazendo um ou outro detalhe para dizerem que não é bem desse jeito; que até tivemos outros governos com iguais características e coisa e tal, porém a rigor o que temos é que, antes desta nova época, todos os governos não saíram tão bem ou terminaram sofrivelmente porque um dia lhes faltou a força militar ou a do povo, sem as quais não se garante o poder outorgado e se respalda sua legitimidade, em uma verdadeira democracia.
Realmente, estou rouco de escrever que o establishment corrupto e, principalmente, a esquerda incompetente ainda não veem esta nova situação ou se a enxergam, não conseguem dimensioná-la, porque do contrário deixariam de desafiá-la – tal como propõe o burrego do Freixo: tentar destruí-la – para se valer de suas derradeiras forças, mas de maneira séria, honrada e contestá-la patrioticamente. Todavia insistem no mal, ou seja, em lutar para arrasar o País.
Já perdi a conta do número de vezes que a vermelhada urdiu, tramou, ensaiou e se perdeu nas ridículas tentativas de fulminar o Capitão, bem como a sua equipe, os seus parentes, a sua mulher e os seus filhos. Não sei quantas vezes os vendidos deformadores de opinião dos Barões das Comunicações, por si ou por terceiros, criaram e propagaram crises ou colocaram terríveis obstáculos para a nova ordem. Caçaram como cães sarnentos os filhos de Bolsonaro, os Ministros Ricardo Sales, Ernesto Araújo, Abraham Weintraub, Onyx Lorenzoni, Marcelo Antônio, Damares Alves e, rigorosamente por nada, somente com intuito de destruir a imagem do Presidente da República, pois qualquer daquelas pessoas não se pode comparar com alguém das corjas de FHC, Lula, Dilma e Temer que foi corrido do Planalto.
A ação dos contras se tornou um jogo, inconsequente e sem limites, ora mercê daqueles ataques e achaques gratuitos, ora apoiada e escondida por debaixo das capas pretas dos “Mandarins Solta Bandidos” do STF, ora urdidas nos gabinetes do “Lado Negro” do Congresso Nacional e até criminosamente aliadas às entidades internacionais, em nítida traição à Pátria. Com pouco mais de um ano de governo os patriotas já viram de tudo e os mais informados sabem que a “cacicalhada política” e suas quadrilhas vão ainda tentar ir mais longe. De minha parte espero que o façam porque, na medida em que continuarem a desafiar a trilogia, mais cedo vão se esborrachar.
Senão vejamos um caso concreto. Examine-se o cenário político atual à luz dos últimos acontecimentos. Numa apertada síntese, pode-se dizer que o Capitão escolheu o herói nacional Sérgio Moro para, dando sequência a um trabalho de menor espectro que vinha realizando, exemplarmente, como magistrado, por fim à corrupção sistêmica e ao crime organizado que a petralhada elevou a níveis nunca antes vistos. Em relação à missão que o ex-ministro recebeu pouco realizou. Não devia ser exonerado por isso – e de fato não foi – porque as condições adversas foram de tal monta que, até aqui, não dava para fazer nada mais mesmo.
Contudo, Moro não deixou o governo pelo que não fez, mas simplesmente pelo que não quis fazer ou por tudo que, por razões de foro íntimo e de enrustida convicção ideológica, jamais pretendeu fazer. O lamentável é que tenha escondido muito disto de seu Chefe por inconfessáveis razões. No combate às OCRIM’s e aos crimes praticados pelas quadrilhas de Sarney a Temer, se limitou a adotar providências meramente protocolares, sem empenho e sem denodo. Durante sua gestão na pasta, os órgãos por ele chefiados abandonaram as investigações em relação aos corruptos de São Paulo já apontados na sua exemplar Operação Lava Jata, tais como FHC e seus filhos, José Serra, Aloisio Nunes etc. No Rio de Janeiro nada se avançou relativamente ao ex-governador Sérgio Cabral e à sua quadrilha e, em Minas Gerais igualmente, no que tange ao tucano Aécio Neves e sua irmã.
Entretanto, o mais incompreensível para todos os patriotas e seus fãs incondicionais foi o fato de Moro dar respaldo a uma trupe da Polícia Federal que quis nos enfiar goela abaixo a versão no sentido de que a tentativa de assassinato do Presidente da República, quando ainda candidato, foi obra de um “lobo solitário”, para impedir que se chegasse aos mandantes do crime, fato que de vez aniquilaria a esquerda neste País. Adélio Bispo não agiu sozinho. Foi isto sim um lobo sanguinário de uma matilha em que todos têm nome, sobrenome e estreita ligação com outros bichos assassinos entre os quais espero que o nome do ex Ministro não apareça um dia. Talvez este detalhe da questão tenha ficado claro para o Capitão há bom tempo e por isso quis, com a exoneração do Diretor Geral da Policia Federal, barrar uma 5ª coluna que avançava sobre suas linhas.
Preciso dizer, entretanto, que igual a esta surpreendente e inexplicável traição de Moro a Bolsonaro e ao País, que deixou o mundo estupefato, tal como outras que vieram como esta de dentro da equipe do Capitão para fora e, também, de outras vindas da vermelhada para dentro do Planalto, ela por si mesmo não destoou em nada das anteriores, posto que todas foram precedidas por ações nefastas que sempre tiveram um único objetivo: liquidar o homem que ousou enfrentar o sistema (ou o mecanismo) e fulminou a classe política abjeta.
Até aqui o cenário era o seguinte: Moro, valendo-se de uma “enchance oportunosa” há muito previsível em razão do temperamento do Capitão - que não suporta falsidade ou ser ludibriado – dele exigiria, para não se opor a uma legal e legítima alteração no Comando da PF, sua própria nomeação para o STF, onde então poderia trabalhar muito pela esquerda – e se caso não alcançasse este intento promoveria contra seu chefe falsas acusações nas quais a petralhada respaldaria um pedido de impeachment contra o Capitão para, antes do término do segundo ano de mandato do Presidente, trazer novas eleições, naturalmente com ele Moro candidato das forças de esquerda. Na pior das hipóteses, se o impedimento demorasse e somente viesse ocorrer no ano vindouro, poder-se–ia ter uma eleição indireta que colocasse o “Porquinho da OAS” no Planalto e nas próximas ele próprio, “O Calabar”.
Essa gente é mesmo muito burra e incompetente. Pensam que estão lidando ainda com a caterva de Lula e Dilma e por conta disto, não obstante os inúmeros pedidos de impedimento e de outras risíveis tentativas levadas aos Mandarins Solta Bandidos do STF, a única coisa que conseguiram até agora foi um açodado e sórdido pedido, por parte do caquético proxeneta do comunismo internacional - FHC, para que o Capitão renunciasse, isto é, saísse correndo com as calças nas mãos, como ele próprio (o tucano) sempre fez quando a corda lhe chegou ao pescoço.
E aqui volto para o assunto principal para melhor encaminhá-lo. Este “affaire” é mais um dos que não vai dar em nada. Percebi isso quando na tarde da traição de Moro, Bolsonaro veio a público, tendo nas costas todo o seu ministério perfilado para desmentir as pífias acusações quanto à prática de um crime que ele o Presidente da República ainda não tinha praticado (influir politicamente na PF), mas que, segundo o vidente Moro, iria praticar no futuro, e naquele ato registrei a presença do Ministro da Defesa, General de Exército Fernando de Azevedo e Silva e do Vice Presidente General de Exército Hamilton Mourão. Aí concluí: as Forças Armadas estão com o Capitão. Não tive mais dúvidas sobre isto quando no domingo seguinte (26 de abril) o apoio ao Presidente da República foi respaldado pelas “Forças do Povo” nas ruas, emblematicamente representadas por uma multidão de pessoas na frente do Congresso em Brasília-DF e no Rio de Janeiro-RJ, em frente da casa do já conhecido conspirador “Porquinho Maia”.
Vou repetir para firmar. A presença ostensiva do Ministro da Defesa na entrevista de Bolsonaro, respaldada pelo povo nas ruas e, três dias depois (em 27 de abril próximo passado), pela declaração do Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, que disse: “Dentro da minha cultura, a forma como o ex-ministro Moro saiu não é a mais apropriada. Ele poderia simplesmente ter solicitado sua demissão. Só isso já seria um problema para o governo pelas próprias características do Sergio Moro e tudo o que ele representa para o país. Vida que segue agora”, dão um recado certeiro para os vendilhões da Pátria.
A meu sentir a vida seguirá e se os contras tiverem um pouco de juízo devem ir tirando seu time de campo, tal como já o fez o “Nhonho Maia” que, ao comentar a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, disse que era um “problema” do Executivo. Disse o “Botafogo” das planilhas da OAS: “Nomear e exonerar é problema do governo”. Pode ser que em relação ao tal episódio ainda se identifique certo esperneio e muita espuma, mas será somente isso. Aquela gente sabe em que pau está lenhando. Bolsonaro tem a legitimidade do poder constituído que os patriotas outorgaram, tem a força das armas e a do povo. E aí mequetrefes vão encarar?

José Maurício de Barcellos

O Advogado José Mauricio de Barcellos, natural do Estado do Rio de Janeiro, tem 50 (cinquenta) anos de experiência profissional, com Mestrado na Cadeira de Direito Privado, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. É professor, com Licenciatura Plena nas cadeiras de Direito e Legislação, Administração e Controle, Organização e Técnica Comercial, pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído vários cursos de extensão ou de aperfeiçoamento, na Fundação Getúlio Vargas e em outras Universidades.

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