Dom07122020

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28 Abr 2020

FAZER A COISA CERTA ACIMA DE TODOS

Escrito por 

Foi Moro quem jogou seu pretérito heroísmo no lixo da História.

 

POR: JORGE SERRÃO

 

Temos de trabalhar muito para superar a crise econômica aprofundada por governadores e prefeitos irresponsáveis que exageraram na dose da paralisação que tinha a desculpa de conter a expansão do coronavírus, diante da previsível falta de leitos no mal gerido sistema público de saúde no Brasil.
Também temos de trabalhar muito – talvez mais ainda – para neutralizar, combater e vencer o Mecanismo do Crime Institucionalizado que controla, domina e infesta os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), na União, estados e municípios, ocultando a oligarquia do atraso que nos desgoverna.
Temos de concentrar atenção a uma pandemia que, mesmo não matando a quantidade catastrófica que fora prevista pela extrema mídia e por supostos especialistas mal-intencionados, causa pavor, prejuízos e incertezas a uma Nação subdesenvolvida – vítima da incompetência, da corrupção e da canalhice.
Por esses motivos bem objetivos, não temos tempo a perder com polêmicas inúteis sobre o Fla-Flu entre admiradores do Presidente Jair Bolsonaro e de Sérgio Moro. É o mesmo que investir tempo precioso para especular sobre o verdadeiro estado de Saúde do ditador norte-Coreano Kim Jong-um. Afinal, "brigar por política no atual cenário é o mesmo que ter uma crise de ciúmes na zona de prostituição".
No caso Moro, editorial e politicamente, o Alerta Total não posará de isentão (que é a corrupção, a falsidade do Jornalismo). Foi Moro quem jogou seu pretérito heroísmo no lixo da História. O modo como deixou o Ministério da Justiça, em uma declaração unilateral no que seria uma entrevista coletiva, foi digno de uma pessoa de caráter duvidoso.
Moro já está sofrendo, nas redes sociais, uma desconstrução de imagem jamais vista. Corre risco de retroceder de "Herói nacional" a "reles vilão traidor", em curtíssimo espaço de tempo. Até porque os antigos e recentes inimigos dele serão implacáveis e rápidos. Ministro do Supremo? Presidente da República? As chances se reduzem a pó... Apanhará dos detratores no STF e será espancado, na hora certa, pela vingança petralha.
Moro já sentiu o baque, mas posa de altivo, poderoso... Ontem, no Twitter, digitou: "Tenho visto uma campanha de fake news nas redes sociais e em grupos de whatsapp para me desqualificar. Não me preocupo; já passei por isso durante e depois da Lava Jato. Verdade Acima de Tudo. Fazer a coisa certa acima de todos". Eis um slogan digno de presidenciável tucano, parodiando o conhecido "Brasil Acima de Tudo; Deus Acima de Todos" – pregado por Bolsonaro.
Exagero ou não, Moro agora se posicionou ao lado dos inimigos do Brasil. Transformou-se em ator, com papel de protagonista, para forçar a derrubada golpista do Presidente Bolsonaro. A postura de Moro afronta o único futuro que não vislumbra um País, novamente e ainda mais, dominado pela estupidez, canalhice e corrupção esquerdista ou sua variação cínico-pragmática, a social democracia tucana.
A narrativa pró-impeachment de Bolsonaro já é uma realidade, no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. A tática golpista já foi exposta: a ordem é sangrar os filhos de Bolsonaro (Carlos e Eduardo, acusados de comandar o tal "Gabinete do Ódio" e Flávio será atacado no de sempre: a rachadinha que deveria fechar a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Enquanto isso, nos subterrâneos do Congresso, acelera a PEC para impedir que o vice Antônio Mourão assuma a Presidência, caso Bolsonaro sofra impeachment. O esquema golpista até trabalha com a hipótese de o presidente da Câmara assumir o poder, e, nas novas eleições convocadas, fazer de Moro o candidato a ser escolhido. Logicamente, a petelândia não vai jogar a favor disto, e o "golpe dos cebolinhas" pode morrer no nascedouro...
 
Em tese, uma PEC para impedir Mourão de assumir é um estupro contra o artigo 79 da Constituição. É cláusula pétrea. A alteração não poderia ser feita. Só que temos um Congresso que opera na exceção, e um STF que faz a interpretação que lhe convém da Constituição.
No momento, a coisa certa a fazer, acima de todos, é impedir o golpe contra Bolsonaro. O Presidente tem de terminar seu mandato no prazo legalmente previsto. Se terá força para reeleição ou não, isso vai depender do sucesso ou fracasso econômico (que é o fato concreto que elege, reelege ou derruba Presidente).
A dialética da crise ficou animada. O site O Antagonista pergunta: "Os militares vão aceitar calados a campanha sórdida dos Bolsonaristas contra Moro? Foi para isso que eles se meteram no governo". E este pobre Alerta Total também contraindaga: "Os mesmos militares vão aceitar calados a campanha dos golpistas, usando Moro, contra o Bolsonaro - que os generais ajudaram a eleger, dividindo o governo e o poder?"
O Alerta Total insiste: Golpe, Não! Legalidade Acima de Tudo! Vamos para a Depuração Democrática...
Bolsonaro só precisa ajudar, governando, gerenciando, liderando e parando de fazer auto-oposição...
Felizmente, estamos evoluindo... Discutimos sobre um Presidente que é obrigado a trocar ministros, e não sobre um Presidente que foi conivente com "roubo" de dinheiro público...
Parábola útil para o momento presente: "O fato de você não gostar do piloto não te dá o direito de torcer para o avião cair. Lembre-se que você também está a bordo"...
E tem mais: A guerra é uma empreitada apaixonada de poder, estratégia e vontade...

FONTE: ALERTA TOTAL

 

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