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18 Abr 2020

DIA DO EXÉRCITO - 19 DE ABRIL

Escrito por 

O Brasil e o Exército cresceram juntos, simbioticamente, juntos, portanto, a história de um é a história do outro. Não há como separá-las.

POR: AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA

 

Como se formou a unidade territorial e, consequentemente, a unidade política, brasileiras? Quem explica é o Coronel João Batista Magalhães, na sua obra “A Compreensão da Unidade do Brasil”, onde faz a diferença entre a unidade territorial do Brasil e a ausência dela na parte espanhola do território sul-americano, dando ensejo ao surgimento de vários países.
Resumindo, de forma livre, diz ele que a presença militar portuguesa se fez atuante em todos os espaços da colônia, ao contrário da ocupação militar espanhola que se limitou a resguardar, tão somente, as áreas com riquezas. Além disso, os espanhóis não se miscigenaram com as naturais da terra, pelo orgulho que tinham de sua nobreza, de suas castas.
Ao contrário, os portugueses se juntaram às demais raças, negra e indígena, o que permitiu aumentar o povoamento. Mais tarde, essa mesma conjunção étnica, num remoto 19 de abril de 1648, fez-se representar como o nascente exército luso-brasileiro, formado pelo produto racial dessa mestiçagem: mulatos, mamelucos, curibocas, caboclos, etc., que nos deu a vitória em Guararapes. E, hoje, os quartéis continuam sendo centros representativos da sociedade brasileira, com integrantes de várias camadas sociais, incluindo os indígenas, nos batalhões de selva.
O Brasil e o Exército cresceram juntos, simbioticamente, juntos, portanto, a história de um é a história do outro. Não há como separá-las. O Exército profissionalizou-se; tornou-se respeitado pelas Forças de outras nações; adquiriu características próprias; e continua na eterna vigilância do território, na solidariedade à população necessitada, mostrando aos políticos corrompidos como age a Engenharia Militar, de alto padrão tecnológico, nas estradas que passam pelos seus estados, antes, abandonadas, pelos constantes desvios de verba, fato peculiar aos políticos no trato com a coisa pública. Estes são pessoas que aqui nasceram, mas não se ligaram à terra, por desejarem dela, unicamente, o mesmo que os espanhóis tanto resguardaram em suas colônias.
Cabe ao Exército Brasileiro, proteger esta Nação das traições de seus próprios naturais e estender o seu Braço Forte, a fim de soerguer o Brasil, livrando-o das armadilhas dos réprobos que tudo fazem para mantê-lo no limbo miserável do subdesenvolvimento, para gozo de suas ambições.
Se, como incipiente exército, no passado, agiu, vitoriosamente contra os holandeses, por que tarda, hoje, a reagir ao deboche coletivo dos políticos e de seus medievais aliados de togas, deboche aos direitos dos cidadãos e do País, como meros guardiões de seus próprios interesses e, para tal consumação, fizeram em frangalhos a Constituição?
Mesmo sentindo a hesitação da Força em socorrer o País, em apoio a um Presidente disposto a trabalhar em favor do desenvolvimento nacional e eleito pela parte sadia da Nação, damos os parabéns ao Exército Brasileiro, neste seus trezentos e setenta e dois anos de história pátria. O presente que a parte ordeira da nação lhe oferece é o apoio integral para que faça uma assepsia nas duas mais oportunistas, porque corrompidas, até o âmago, instituições nacionais: Congresso e STF.
“Afronta se lava com fibra de herói de gente brava!”

A AUTORA É Dr.ª EM LÍNGUA PORTUGUESA, ACADÊMICA FUNDADORA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA (ABD), MEMBRO DO CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS (CEBRES) E MEMBRO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL (AHIMTB).

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