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21 Nov 2019

QUEM SERÃO OS PRIMEIROS?

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Às vésperas de ser colocado para fora do Planalto, em outubro de 1992, por ter roubado bastante e ter deixado sua quadrilha passageira do “Morcego Negro” roubar muito mais sem dividir nada com outras sociedades de criminosos, o então presidente Collor foi para televisão e fez um apelo ao povo; “Não me deixem só”!

 

Por MAURÍCIO DE BARCELLOS

Às vésperas de ser colocado para fora do Planalto, em outubro de 1992, por ter roubado bastante e ter deixado sua quadrilha passageira do “Morcego Negro” roubar muito mais sem dividir nada com outras sociedades de criminosos, o então presidente Collor foi para televisão e fez um apelo ao povo; “Não me deixem só”!

Acabou saindo sozinho do poder ostentando uma cara de “serial psychotic” e se parecendo com um “rato de fraque”. Ao nosso povo, na época, entretanto, não foi permitido conhecer a real dimensão do desastre que se avizinhava.De outra feita então, o bandidaço Zé Dirceu – que a estrema imprensa elevou à categoria de “guerreio do povo brasileiro” – depois de pego pelas malhas da magnífica “Operação Lava Jato” e de ser posto por diversas vezes no xilindró terminou revelando para um antigo comparsa, o colérico e viciado Ciro Gomes, que “sempre roubou porque não conseguia viver com menos de 100 mil por mês”.

A publicação do segredo pôs fim àquela carreira criminosa, por assim dizer, porém foi escondido de nossa gente o que realmente se encontrava por de trás de tudo aquilo.Quando ainda pretendia se livrar das garras da Justiça, o “Ogro Condenado” de hoje colocou o pé na estrada para tentar se apresentar ao povão como o “o cidadão mais honesto da história do mundo”. Voltou antes da hora enxotado de norte a sul do Brasil, bêbado, desmoralizado e esbravejando contra seus asseclas que o deixaram ser chamado de ladrão para baixo, por todos os lugares em que sua caravana passou. Aqui se vê que a história começava a mudar e mudou realmente.

Estou me lembrando aqui destes episódios para argumentar que nossa gente, conquanto não tenha um temperamento belicoso e possua uma natureza pacífica, se antes do fenômeno das redes sociais quedava-se acomodada ou conformada diante do procedimento da classe política abjeta, bem informada agora e liberta do cerco dos Conglomerados da Comunicação não mais se deixa influenciar ou se enganar completamente. Querem constatar? Perguntem a qualquer homem comum, às famílias decentes, aos patriotas, enfim à Nação Verde e Amarela qual seu conceito e opinião quanto aos socialistas, aos comunistas e à vermelhada de um modo geral. Perguntem aos milhões e milhões de brasileiros que vivem do suor do seu rosto se, por exemplo, têm consciência de quem efetivamente desgraçou a vida de mais de 24 milhões de famílias brasileiras. Duvido e faço pouco que na cabeça desses homens e dessas mulheres não surja a figura desprezível e repulsiva do “Ogro de Garanhuns”. Por isso mesmo digo que a brava gente brasileira agora sabe de sobra que, por exemplo, a parte mais vil e ignóbil da antiga e honrada classe dos operadores do direito – que advogados e promotores da Justiça não são mais, mas meros proxenetas da bandidagem – tanto quanto igualmente os odiosos privilegiados do erário público ou os chupins do esforço nacional realmente estão convictos de que a vermelhada de fato não roubou o Brasil, de forma alguma. Acham que são inocentes e ponto final. A rigor o homem comum já tomou consciência de que no entender daqueles petralhas os dinheiros dos cofres públicos não pertencem a ninguém, estão lá para serem gastos por quem tiver o poder ou parte dele e que, consequentemente, todos eles almejam um Estado sempre maior que lhes franqueará mais bolsas e mais cofres para serem assaltados.

Nenhum homem de honra desconhece que, quando os cinco Mandarins do STF nos traíram acintosamente e mandaram colocar na rua quem nos roubou e provocou a miséria e a morte de milhares de pessoas ali deixaram claro que partiram do pressuposto de que a ação criminosa daqueles nem seria condenável, mas apenas uma forma de administrar e de perpetuar o projeto de poder que teriam o direito de executar. Se assim não entendessem teriam que considerar condenáveis seus trens de vida e seus privilégios que, diga-se, a bem da verdade, roubo ao erário não deixam de ser.

Não há necessidade de ir adiante. O povo que cuspiu na lapela dos petralhas, que vaiou os vermelhos nas cabines dos aviões, nas ruas, nas praças, nos shoppings e em qualquer local público não vai sentir senão muita raiva e profunda revolta contra os bandidos que o Supremo colocou na rua, asfaltando sua estrada para voltar ao poder. Essa gente do bem jamais vai bandear para o lado dos malfeitores, vai isto sim apedrejá-los e eles, se não se cuidarem, poderão sofrer coisa pior.

A única chance para a guerra civil não eclodir seria o Congresso Nacional, alterando a Constituição de 1988, mandar de volta para suas celas os criminosos condenados, justos os que nos condenaram à miséria moral e econômica e nos envergonharam perante o Mundo. Dentro do Senado e da Câmara Alta as manobras diversionistas já começaram e com sucesso. Em primeiro lugar já lograram afastar o início da discussão do problema para março do ano vindouro. Vejam como são canalhas! Além disto, vemos que o “Ogro Libertado”, depois do acordo celebrado com o ex-assecla Dias Toffoli, foi filmado pelas redes sociais, correndo ao lado de outro criminoso acusado pela Lava Jato, Jaques Wagner, para dar início à trama para cooptar o Congresso, evidentemente.

Assim, que ninguém se engane, a solução não virá do legislativo. O Congresso Nacional está composto por mais de 70% de gente envolvida, direta ou indiretamente, em inquéritos policiais e devendo à Justiça. Tem gente para lá de encrencada, mas que nem no noticiário apareceu ainda. Têm outros, como os da “jornadalha” vermelha e os Barões da Comunicação ou empresários corruptos que meteram as mãos nos cofres públicos, que ainda estão bem escondidos e muito protegidos. Ninguém pode ser tão idiota a ponto de acreditar que um patife daqueles vai optar por ser preso de imediato ao invés de recorrer indefinidamente da condenação até que morra de morte natural ou que seu crime prescreva.

Registro que já recebi diversos áudios e vídeos pela rede mundial de computadores que avisam e ameaçam de morte os bandidos colocados em liberdade, da mesma forma que já assisti outros postados pelas organizações criminosas ligadas ao narcotráfico nacional e internacional dando conta de suas alegrias e satisfação pela temerária decisão do Supremo.

As fantásticas realizações deste governo são fatos que não podem ser olvidados e por isso mesmo não falo mal do Capitão e de sua gente, mas nesta altura dos acontecimentos me reservo o direito de não entender a razão pela qual ainda não atenderam a clara determinação dos donos do poder que os colocou no Planalto, qual seja: chega de corruptos ou de bandidos do colarinho branco restarem impunes e, principalmente, chega deste silêncio em relação àquelas pessoas e instituições protetoras de criminosos. Na brecha deste silêncio e desta inércia virão a comoção social e a revolta da população. Quando a hora chegar quero ficar de frente com os 5 (cinco) do STF que nos humilharam de vez. O confronto será inevitável e a esquerda sorrateira está apostando nisto para se vitimizar.

Minha pergunta para o atual Governo é no sentido de que, se e quando a guerra intestina acontecer por culpa exclusiva dos “Mandarins Solta Bandidos” e dos patifes do Congresso, o Comandante Supremo das Forças Armadas determinará que se salvem de pronto aqueles energúmenos ou é o povão mais humilde que terá que ser socorrido em primeiro lugar? De que lado a Força Constitucional se colocará?

 

* Jose Mauricio de Barcellos, ex Consultor Jurídico da CPRM-MME, é advogado, em Diário do Poder

 

 

 

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