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27 Ago 2019

CANCELADA A PRÉ-ESTREIA DO FIM DO MUNDO

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Ah! A pré-estreia do fim do mundo, desejada pelos derrotados de 2018, não aconteceu. Mas quem for a Paris, verá a pré-estreia do fim de uma civilização. É um documentário para se ver nas ruas, dirigé par Emmanuel Macron.

 

Passei os últimos dias envolto num sentimento pesado e amargo. Nos ombros, o peso; na boca, o sabor da frustração. O mal parecia onipresente na imagem da TV, nas vozes do rádio, nas páginas dos grandes jornais. Quanta gente há no meu Brasil amado e enfermo cujo ódio político não se envergonha de fazer mal à nação! Eles estão e são poderosos nos meios de comunicação, nas funções de Estado e nos ambientes prestigiados e indispensáveis dos bens da mente e do espírito.

Tudo fizeram para prejudicar o país e era muito fácil alcançar esse objetivo. Bastava-lhes seguir o tradicional esquema concebido na velha KGB. Tudo começa como num grito de fogo dentro do cinema. Pode ser um isqueiro. Mas o factoide se amplifica e sobrevém o pânico. Há fogo e fumaça na Amazônia! Há bruma em São Paulo. Quando não? Ela vem da Bolívia, mas pouco importa, porque fumaça não precisa de passaporte. Notícias são enviadas ao exterior. Imagens antigas são usadas. Se há algo que nunca faltou à esquerda mundial é solidariedade militante. O PT estala o dedo e aparece meia dúzia de jornais internacionais. São sempre as mesmas figurinhas conhecidas, mas há quem se impressione e faz parte da estratégia, em seguida, repercutir aqui o que repercutiu lá. Assim, o isqueiro do cinema vira assunto mundial e forças cósmicas se unem para promover a histeria. A histeria se espalha. Você sabe, não é mesmo? Fake news é coisas das malditas redes sociais... Tsc, tsc, tsc.

O governo Bolsonaro, reitero aos inconformados, está empenhado em obstar aqui o que muitos governos europeus fazem com as bases de sua própria cultura. Daí a ira de seus inimigos internos e externos. Graças a ela, está pronto o cenário das vontades e das animosidades para transformar o isqueiro aceso em sessão première de uma hecatombe universal, pré-estreia do fim do mundo. A humanidade contra o governo brasileiro. Lula está preso e o mundo vai acabar! Boicotem o Brasil! Nem mais um quilo de guisado vindo de lá! Convoquem-se os conselheiros da tribo mundial!

No Brasil, a turma das bandeiras vermelhas vibra. A indústria vai quebrar, o desemprego voltar a crescer, a agricultura nacional ficará sem mercado, as ONGs empregarão novamente os companheiros, a rapina da biopirataria receberá alvará, carimbo e isenção. Contudo, para espanto dos extremistas locais, o Primeiro Mundo tinha prioridades que iam além das assombrações do esquerdismo local e nacional.

Veremos, agora, qual será o próximo factoide. Ontem foi um lindo domingo aqui em Porto Alegre. Abracei e me comovi com os bons brasileiros que foram ao Parcão envoltos em suas bandeiras pedindo respeito das instituições aos princípios, valores e decisões tomadas pelo eleitorado no pleito de 2018. Eles são elevados, são nossos e persistem a despeito das aversões que parecem suscitar nos derrotados.

Clamamos pelo fim da ditadura do Judiciário, denunciamos o absurdo de um STF sequelado pelo mal político que acometeu o país nas últimas décadas e onde, por consequência, nenhum dos ministros é liberal ou conservador. São atores errados, no teatro errado, na hora errada, com papeis errados. Exigimos a Lava Toga e o seguimento dos processos contendo acusações aos ministros do STF; expressamos nosso apoio à Lava Jato e a Sérgio Moro, clamamos pelo veto total ao projeto de criminaliza o abuso de autoridade. O que foi aprovado pelo Congresso é inaproveitável, acaba com a Lava Jato e amplia a impunidade.

Ah! A pré-estreia do fim do mundo, desejada pelos derrotados de 2018, não aconteceu. Mas quem for a Paris, verá a pré-estreia do fim de uma civilização. É um documentário para se ver nas ruas, dirigé par Emmanuel Macron.

 

 

 

Última modificação em Terça, 27 Agosto 2019 16:47
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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