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16 Ago 2019

OAB ESQUERDA X BOLSONARO

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O que há por trás das afirmações factuais do Presidente Bolsonaro sobre o desaparecimento do Sr. Fernando de Santa Cruz Oliveira.

 

O que há por trás das afirmações factuais do Presidente Bolsonaro sobre o desaparecimento do Sr. Fernando de Santa Cruz Oliveira.

Sobre a afirmação do Presidente Bolsonaro acerca do desaparecimento do Sr. Fernando de Santa Cruz Oliveira, no ano de 1974, pai do Presidente da OAB Federal, Bolsonaro apenas fez uma afirmação factual de que sabe o que aconteceu, ou pode ter acontecido, com o pai do Presidente da OAB Federal, em razão dele ter adentrado o QG do grupo extremamente terrorista chamado Ação Popular (AP) do RJ, sem o aviso de sua chegada, vejamos o que disse Bolsonaro:

"O pai do Santa Cruz integrava a Ação Popular do Recife, era o grupo terrorista mais sanguinário que tinha. E esse pessoal tinha algumas ramificações pelo Brasil, tinha uma grande no Rio de Janeiro. O pai dele, bastante jovem ainda, veio para o Rio de Janeiro. (...) O pessoal da AP no Rio de Janeiro ficou, primeiro, estupefato: 'como é que pode esse cara vir do Recife se encontrar conosco aqui?' O contato não seria com ele, seria com a cúpula da Ação Popular de Recife. E eles resolveram sumir com o pai do Santa Cruz. Essa é a informação que eu tive na época sobre esse episódio. Por que, qual é a tendência? 'Se ele sabe, nós não podemos ser descobertos'. Existia essa guerra naquele momento. Isso que aconteceu, não foram militares que mataram ele não. É muito fácil culpar os militares por tudo o que acontece".

Percebe-se que a declaração de Bolsonaro é sobre fatos que ele conhece e que sabidamente podem esclarecer a verdade do paradeiro do Sr. Fernando de Santa Cruz Oliveira. Não existe injúria, nem calúnia e nem difamação, na declaração do Presidente. Contudo, cabe aqui fazer uma explanação sobre o que foi esse grupo intitulado Ação Popular – AP.

Ação Popular

AP foi um grupo terrorista marxista-leninista extremamente sanguinário que realizou o atentado terrorista na Capital Pernambucana no aeroporto de Guararapes em 25 de julho de 1966, cujo objetivo era matar o então candidato e sucessor à presidência General Costa e Silva. A bomba foi colocada dentro de uma maleta no saguão do Aeroporto de Guararapes, onde a comitiva do General Costa e Silva seria recebida por trezentas pessoas – vejam que absurdo desmedido! O atentado teve duas vítimas fatais: o Secretário de Governo de Pernambuco na época, o jornalista Edson Régis de Carvalho (casado e pai de cinco filhos. Teve seu abdômen dilacerado) e o almirante da reserva Nelson Gomes Fernandes (casado e pai de um filho pequeno), e mais 15 feridos, dentre eles:

1) O guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino, conhecido como “Paraíba”, que foi jogador de futebol do Santa Cruz, foi atingido no maxilar, na perna esquerda e na coxa direita com exposição óssea, o que resultou na amputação de sua perna direita;

2) O então tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda e lesões graves na coxa esquerda e queimaduras de primeiro e segundo grau, que lhe renderam sequelas dolorosas.

A tragédia só não foi maior por culpa do acaso que gerou uma pane no avião do General Costa e Silva, o qual ficou impossibilitado de decolar de João Pessoa na Paraíba, obrigando o candidato a se deslocar de carro até o Recife. Fato este que forçou o público a se dispersar do Aeroporto de Guararapes. Vale lembrar que nenhuma das vítimas deste atentado no Aeroporto de Guararapes recebeu indenização da Comissão de Anistia.

Quase quatro meses antes do atentado no aeroporto de Guararapes, a Capital Pernambucana já havia sofrido outros ataques terroristas. No dia 31 de março de 1966, a população se deslocava para o Parque Treze de Maio para comemorar os dois anos da contrarrevolução militar de 64 (em todo o País se comemorava esta data como libertação do Brasil contra a revolução comunista), quando explodiu uma bomba em meio ao prédio dos Correios e Telégrafos de Recife. A vidraça do sexto andar foi estilhaçada; manchas negras e buracos nas paredes eram vistos por todos. A multidão sem entender nada saiu correndo em desespero. Em tempo real, acontecia uma explosão na residência do Comandante do IV Exército. No mesmo dia, foi encontrada outra bomba, que falhara, num vaso de flores na Câmara Municipal de Recife, onde havia sido realizada uma sessão solene em celebração ao segundo ano da contrarrevolução de 1964. Era a forma de protesto daqueles criminosos que foram derrotados em 1964.

Insta lembrar, também, que após cinquenta dias dos atentados de 31 de março de1966, foram arremessados dois “coquetéis molotov” e uma banana de dinamite nos portões de entrada da Assembleia Legislativa do Estado do Pernambuco, felizmente não houve vítimas.

Como estes atentados em Recife foram realizados no início da luta armada dos esquerdistas terroristas brasileiros, as autoridades brasileiras ainda não dispunham de informações de inteligência suficientes para identificar os autores destes crimes bárbaros.

Todos nós brasileiros, viemos saber quem foram os autores dos atentados terroristas no Aeroporto de Guararapes e outros ocorridos em Recife, somente quando um ex-militante comunista do PCBR – Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, chamado Jacob Gorender, no ano de 1998, ou seja, passados mais de trinta anos dos atentados em Recife e por livre e espontânea vontade de expressão, resolveu relatar em seu livro intitulado “Combate nas Trevas”, Ed. Ática, o que realmente aconteceu, assegurando que:

“Membro da Comissão militar e dirigente nacional da AP, Alípio de Freitas encontrava-se em recife em meados de 1966, quando se anunciou a visita do general Costa e Silva, em campanha farsesca de candidato presidencial pelo partido governista Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Por conta própria Alípio decidiu promover uma aplicação realista dos ensinamentos sobre a técnica de atentados.”

“Em entrevista concedia a Sérgio Buarque de Gusmão e editada pelo Jornal da República, logo depois da anistia de 1979, Jair Ferreira de Sá revelou a autoria do atentado do Aeroporto de Guararapes por militantes da AP.

Entrevista posterior, ao semanário Em Tempo, referiu-se a Raimundinho como um dos participantes da ação. Certamente, trata-se de Raimundo Gonçalves Figueiredo, que se transferiu para a VAR-Palmares (onde usava o nome de guerra Chico) e morreu, a vinte sete de abril de 1971, num tiroteio com policiais do Recife.”

O escritor Raymundo Negrão Torres, em sua obra “O Fascínio dos Anos de Chumbo”, Ed. do Chain, na página 85, confirma através de pesquisas e depoimentos do comunista e ex-militante do PCBR Jacob Gorender, que o mentor intelectual do atentado no Aeroporto de Guararapes foi o ex-padre Alípio de Freitas (dirigente nacional da AP) e, como um dos executores, Raimundo Gonçalves Figueiredo, vulgo Chico, militante da AP.

Contudo, estes fatos narrados em livros por ex-guerilheiros de movimentos terroristas do Brasil, não são mencionados, nem superficialmente, pela imprensa canalha do Brasil: Rede Globo, Tv Bandeirantes, Jornal Folha de São Paulo, Estadão, revista Veja, etc, justo porque a imprensa brasileira está infestada de esquerdistas falseadores da verdade. Ressalto que, a “técnica de atentados” mencionada por Jacob Gorender, que foi utilizada por Alípio de Freitas, é aquela ensinada no “Mini-Manual de Guerrilha Urbana” do perigoso terrorista Carlos Marighella.

A AP foi criada por grupos de esquerda dentro da Igreja Católica, composto entre outros por Dom Hélder Câmara e Dom Antônio Fragoso. A AP também teve ramificações na igreja protestante com Paulo Stuart Wright. Lembram-se das idéias de Antonio Gramsci? Pois é, a ideia de Gramsci era infiltrar a ideologia marxistas-leninistas através da doutrinação sem violência nas assembleias, nos sindicatos, nas indústrias, no campesinato, na imprensa, nasartes, na música e principalmente nas igrejas. Foi esse o objetivo do surgimento de grupos esquerdistas na igreja católica, que existem até hoje. Por isso, todo segmento que há na sociedade está contaminado com a ideologia esquerdista. Alguns dos principaisfundadores do grupo terrorista Ação Popular - AP foram Herbert José de Souza (o Betinho), Aldo Arantes, Vinícius Caldeira Brandt e José Serra, ex-canditado à presidência do Brasil.

Foram criados no Brasil mais de 29 grupos terroristas, entre o início dos anos 60 e o início dos anos 70, que matavam, torturavam, dilaceravam, sequestravam, roubavam e extorquiam sob o pretexto de lutar contra uma suposta “ditadura”.

“O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar.”

“Ser assaltante ou terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado.”

(Carlos Marighella).

 

Por Danilo Corrêa

Advogado

 

Fontes Bibliográficas:

“Combate nas Trevas”, Jacob Gorender;

“A Verdade Sufocada”, Carlos Alberto Brilhante Ustra;

“O Fascínio dos Anos de Chumbo”, Raymundo Negrão Torres.

 

 

 

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