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22 Jun 2019

POLÍTICA NACIONAL: A DIFERENÇA ENTRE O VAZAMENTO DE ÁGUA E O DE ESGOTO

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Hoje, um vazamento criminoso de diálogos, vindo de fontes sabidamente ilegais e visando minar a credibilidade de uma operação da importância da lava-jato, dá margem a declarações precipitadas e tendenciosas daqueles que, caso prospere esse absurdo, serão seus julgadores.

 

Por MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ

O Brasil está novamente sendo atacado deslealmente pela cabeça jurídica da sucuri. A parte podre da justiça e a mídia desmamada aproveitam-se de um vazamento criminoso encomendado e com objetivos claros de matar dois coelhos com uma só cajadada: desestabilizar o governo Bolsonaro em um dos seus pilares mais caros, o ataque à corrupção institucionalizada, bem como propiciar um ambiente favorável para o julgamento pela Segunda Turma do STF, no próximo dia 25, de um pedido de liberdade do ex-presidente Lula, alegando a suspeição do então Juiz Sérgio Moro, que o condenou em 1ª instância, por ele haver aceito o cargo de Ministro da Justiça.

Vejam a cronologia do vazamento e das manobras planejadas: 1 - o pedido de suspeição de Sérgio Moro, apresentado pela defesa, começou a ser julgado em DEZEMBRO DE 2018. Naquela seção, em manobra protelatória já conhecida, um Ministro pediu vista, após dois votos firmados contra a concessão de liberdade a Lula, seguramente para esperar um momento mais propício para tentar virar esse placar; 2 - este momento chegou, criado ou contratado, no DOMINGO, 9 DE JUNHO, com a série de reportagens do portal de notícias The Intercept, contendo conversas captadas do Ministro da Justiça, Sergio Moro e do coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol; 3 - nesta SEGUNDA-FEIRA, 10 DE JUNHO, o mesmo ministro que havia pedido vista, solicitou e teve o pleito acolhido pelo presidente da 2ª turma (logo ela!), Ricardo Lewandowski, para levar o caso a julgamento no PRÓXIMO DIA 25. Muita coincidência.

Noticia a mídia que, em entrevista à revista Época, um ministro da Corte (o mesmo) pronunciou o seguinte comentário: “Eu acho, por exemplo, que eles anularam a condenação do Lula”, afirmando que a troca de mensagens pode anular a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do triplex no Guarujá. Certamente, esse será seu voto para a libertação de mais um criminoso. A sociedade espera que esse seja um pensamento isolado ou, pelo menos, que o seja da minoria dos componentes daquele colegiado, pois anular os avanços da operação lava-jato, a esta altura dos processos, seria um retrocesso inaceitável pelos brasileiros.

Em passado recente, foram divulgados diálogos comprometedores entre Presidentes, ex-presidentes, ministros, políticos e empresários, revelando manobras espúrias para evitar prisões, cercear a autoridade de órgãos de investigação, encobrir a autoria de crimes do colarinho branco contra os cofres públicos, além de outros em que empresários comemoram votos de membros da segunda turma (de novo), para a soltura de criminosos importantes, presos preventivamente. Para esses áudios, foram pedidas investigações para identificar a ilegalidade das fontes e impugnar seus conteúdos.

Hoje, um vazamento criminoso de diálogos, vindo de fontes sabidamente ilegais e visando minar a credibilidade de uma operação da importância da lava-jato, dá margem a declarações precipitadas e tendenciosas daqueles que, caso prospere esse absurdo, serão seus julgadores.

Arriscando uma metáfora, diria que existem diferentes tipos de vazamentos.

Os de agora são como um vazamento de água, puro, cujo teor demonstra o objetivo de libertar a Nação da degradação que tomou conta do País nos últimos mandatos e lavar a alma dessa gente sofrida e indignada que exige a sua depuração.

Aqueles anteriores são esgotos putrefatos, que circulam corriqueiramente pelos bastidores das instituições corrompidas, entre políticos e magistrados, em busca de abrigo para suas maracutaias.

BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS

 

 

 

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