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01 Mar 2019

O MINISTRO E O HINO NACIONAL

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Certamente o leitor destas linhas assistiu e leu alguma coisa do que a extrema imprensa, sindicalistas da Educação e políticos oposicionistas disseram sobre a manifestação do ministro Ricardo Vélez incentivando o orgulho e o respeito aos símbolos da pátria nas escolas do país.

 

Certamente o leitor destas linhas assistiu e leu alguma coisa do que a extrema imprensa, sindicalistas da Educação e políticos oposicionistas disseram sobre a manifestação do ministro Ricardo Vélez incentivando o orgulho e o respeito aos símbolos da pátria nas escolas do país.

Ao longo de décadas, junto com um impressionante desprezo ao discernimento alheio, essas pessoas cultivaram em si mesmas uma enorme autoestima que vinha de sua inequívoca capacidade de influência nas salas de aula, na mídia formal, na vida sindical, no ambiente cultural. Sentiam-se como espertos cercados de idiotas. Foi exatamente nesse estado de espírito que passaram a lidar com a importante manifestação do ministro como se fosse ato criminoso.

Se você que lê este artigo tiver mais de 50 anos, compare seu amor ao Brasil, sua conduta como cidadão, com o que lhe dizem e revelam os jovens que convivem com você. Observe seus filhos e seus netos. Ouça o que, sobre isso, lhe contam os amigos. Aí você terá o quadro completo do estrago produzido por uma conveniência política e uma pedagogia que condena as intenções e manifestações do ministro Ricardo Vélez. Para tais educadores, sindicalistas e jornalistas, cantar o hino nacional, prestar reverência à bandeira  é crime hediondo, loucura sectária, atraso no tempo.

É bom que saibam, porém: aquele Brasil marginal, descivilizado, caótico, mal amado, desconhecido de seus filhos, dividido entre oprimidos e opressores, devedores e credores, ignorante sobre sua própria identidade, com complexo de inferioridade, vai se reencontrar consigo mesmo. A casa caiu para os defensores de bandidos, para os estados paralelos, para os fazedores de cabeça, para o Foro de São Paulo, para o fã clube do chavismo, para os que vicejam na desgraça e precisam dos miseráveis em sua dependente miséria.

Passaram mais de uma década trocando os pés pelas mãos. Nos últimos quatro anos, perderam os anéis, a credibilidade, os votos e as lideranças. Estão visivelmente desnorteados com isso. Não havendo fatos, precisam de factoides.

No caso do e-mail enviado pelo MEC às escolas, uma falha de revisão foi denunciada como ato de má fé. Em lugar do novo lema – “Brasil, pátria amada” – apareceu a frase da recente campanha eleitoral. Pronto! Era o tempero que faltava para que a usina de factoides produzisse as matérias que produziu e os irados discursos ouvidos no Congresso Nacional. Tentaram apresentar como se ordem fosse, o que era mera sugestão. Como de hábito, aferraram-se ao acessório, deixando de lado a importância de retomarmos o amor ao Brasil, o respeito a seus símbolos e o orgulho de sermos brasileiros.

Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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