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25 Ago 2012

Quem Sou Eu?

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Rotineiramente sou taxado de conservador, reacionário e partidário da extrema-direita. Em outras palavras, eu seria um burguês contrário aos direitos individuais que pratica a idolatria do Estado.


Rotineiramente sou taxado de conservador, reacionário e partidário da extrema-direita. Em outras palavras, eu seria um burguês contrário aos direitos individuais que pratica a idolatria do Estado.

E essa ofensa à minha pessoa (pois a tomo como ofensa, e uma ofensa ética), parte geralmente de dois tipos de interlocutores: os inocentes-úteis e os esquerdistas de fato. Os primeiros são pessoas, por vezes puras de raciocínio e vítimas da descultura brasileira, que se sensibilizam pelo discurso fácil e demagogo da esquerda e saem repetindo as maiores bobagens, sem ao menos ter consciência do papel ridículo que fazem. Mas não os culpo, de forma alguma. Quanto aos segundos, esses são, em regra, mentirosos e venais, comendo soberbamente nas mãos de Gramsci e estão de plantão em todas as esquinas pronto para disseminar o discurso “social” que tanto encanta qualquer ser humano. São verdadeiras sereias: atraem com falsas promessas e acabam gerando o flagelo de uma sociedade.

Gostaria, portanto, de responder a estes meus dois grupos de interlocutores, além de expor a todos minha forma de pensar a vida em sociedade.

Caros amigos sou um liberal. Não sou de direita, de esquerda, de cima ou de baixo. E o que é ser liberal? Ser liberal é crer na liberdade do indivíduo, sobrepondo o individual sobre o coletivo, mantendo a fé de jamais temer a liberdade. Acredito no Homem, com a certeza de que cada um de nós carrega uma força e uma energia divina que espera e precisa ser despertada como forma e meio de melhorar nossa própria vida e a de nossos semelhantes. Mantenho a firme certeza de que os direitos de cada ser humano não são concessões do Estado, mas sim emanados pelas mãos de Deus, pois fomos criados por Ele e não pelo Estado.

Assim, ser liberal é acreditar no Homem, e não no Estado. Tanto a esquerda como a direita são formas doentias de governar um povo. A esquerda como a direita são co-irmãs (por favor, não se assustem, mas é verdade). No Brasil, desde a “redemocratização” do país a partir de 1985, acredita-se que ser de esquerda é estar preocupado com o “social”, imputando ao Estado obrigações para as quais ele jamais estará preparado, qual seja, a de ser o protetor do ser humano, amparando-o em suas necessidades. Eis os governos Luis Inácio/Dilma (assim como FHC), e seus infindáveis programas “sociais”, que nada mais são do que distribuição de esmolas e fontes de corrupção e imoralidade administrativa.

Em terras brasileiras, se você não está engajado na luta pelo “social”, então se tem um defensor da direita, ou seja, das elites, dos ricos, dos capitalistas. Pura bobagem. Esquerda e direita vêem no Estado todas as soluções para os problemas do Homem. A marca registrada destas duas ideologias é o intervencionismo estatal na vida do cidadão. E isto é uma afronta para mim e para o liberalismo. Vejam o ridículo Fome Zero: é o Estado quem determina o que o cidadão “premiado” pode e deve comer. E se este desvalido e azarado ser humano não comer o que o Estado quer é desligado do programa e condenado a voltar a passar fome. Isso é certo? Ao menos é ético?

Um verdadeiro liberal se aceita falível, admitindo seu erro, reavaliando suas verdades sem jamais aceitar verdades prontas e acabadas, vendidas como um produto de feira. Assim, reconheço que não sou perfeito. Por esta razão, como liberal, desconfio do Estado e, principalmente, de quem o representa, defendendo preferencialmente a iniciativa privada, sendo, portanto, contrário ao assembleísmo de Estado por acreditar que esta característica conduz uma sociedade ao completo imobilismo, uma vez que nenhuma decisão é tomada, pois o consenso é sempre difícil (senão impossível), dentro de um grupo humano no qual haverá sempre vozes dissonantes.

Resumindo, faço minhas as palavras do mestre João Mellão: “Ser liberal é repudiar a esquerda e a direita. Se imaginarmos o espaço ideológico como um triângulo, teremos em um vértice a esquerda, em outro a direita e no terceiro vértice o liberalismo. A direita é conservadora, imobilista e aferrada aos privilégios. A esquerda, por sua vez, defende um Estado onipresente, que comanda a sociedade e dita as regras da convivência humana. O liberalismo não é de direita, porque não teme a inovação e o progresso e abomina os privilégios e refuta a esquerda porque entende que os direitos dos indivíduos estão acima das imposições do Estado”.

Última modificação em Sábado, 25 Abril 2015 12:15
Alexandre Seixas

O Prof. Alexandre M. Seixas é formado em Direito pela PUC de Campinas, tendo realizado o curso de Aperfeiçoamento em Ciências Sociais, e Mestrado em Ciência Política na Unicamp. Realizou ainda os cursos de inglês, na Surrey Heath Adult Education Center, em Camberley, Inglaterra. É professor universitário com vinculação em Teoria Geral do Estado e Ciência Política.

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