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29 Jul 2018

SÓ TROCAR DE ROUPA NÃO VAI RESOLVER

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O que essa conhecida anedota tem a nos ensinar?  O nome do navio malcheiroso é o Brasil. A tripulação, do Comandante ao grumete, são os políticos e o imediato representa o conjunto de eleitores. A troca de roupa suja representa o cerimonial das eleições em nosso sistema político corrompido. E a lição a ser extraída é que se o imediato não aplicar medidas corretas em outubro, a embarcação continuará catinguenta.

 

A historieta é antiga, porém sempre instrutiva. Era uma vez um navio que cruzava os mares sem atracar já fazia quase quatro anos e cujos tripulantes não tomaram um só banho e nem trocaram de roupa uma só vez durante o mesmo período, o que fez com que a embarcação passasse a exalar uma fetidez que podia ser sentida a muitos nós de distância, lembrando que o nó é uma unidade de medida de velocidade equivalente a uma milha náutica por hora, ou seja, 1.852 m/h.

Até que um dia o comandante, sofrendo forte pressão e temendo perder seu posto e todas as regalias, chamou o imediato e ordenou-lhe que, em virtude daquele desagradável odor, fizesse com que todos no navio trocassem de roupa. O obediente oficial, então, reuniu imediatamente todos os subordinados e disse:

- Marinheiros, o Comandante está se queixando do fedor a bordo e ordena que todos troquem de roupa! Quem vai coordenar essa operação é o oficial Weberovski, responsável pelas Tarefas Sócio-Educativas (TSE) da embarcação.

 Ao que todos responderam prontamente:

- Sim, senhor!

O dedicado, porém um tanto apalermado e ingênuo Weberovski (cujo primeiro nome era Rosalvo), então, assumiu sua missão e começou a dar ordens: Zeca troque de roupa com o Zé, Toni troque com o Tonho, Chico troque com o Francisco, Alê com o Xande, Quincas com o Quim... E assim fez até que toda a tripulação estivesse dividida em duplas. Quando todos fizeram as trocas que ordenara, ele voltou ao Comandante e, cheio de orgulho, disse:

- Senhor,  todos já trocaram de roupa.

O Comandante, visivelmente aliviado e feliz, ordenou então que a viagem prosseguisse.

 

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O que essa conhecida anedota tem a nos ensinar?  O nome do navio malcheiroso é o Brasil. A tripulação, do Comandante ao grumete, são os políticos e o imediato representa o conjunto de eleitores. A troca de roupa suja representa o cerimonial das eleições em nosso sistema político corrompido. E a lição a ser extraída é que se o imediato não aplicar medidas corretas em outubro, a embarcação continuará catinguenta.

Por isso, se você não deseja que o navio naufrague, não contribua nem para reeleger nenhum político nem seus afilhados políticos, filhos, esposas, sobrinhos, netos, parceiros, amantes, parentes e nem quaisquer pessoas próximas. Recuse-se a aceitar que a eleição continue sendo uma simples troca de roupa realizada de quatro em quatro anos. Mostre que nosso país precisa ser desratizado, lavado e submetido a todos os procedimentos depurativos existentes e as roupas necessitam de um desencardimento completo.


Faça a sua parte, para que o Brasil não continue fedendo!

 

 

 

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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