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28 Jul 2018

UMA PESCA RUIM

Escrito por 

 

 

 

Tudo, tudinho no Brasil deve ser encarado como uma grande comédia. Na pior das hipóteses, como uma tragicomédia. Por quê? É simples: se não procedermos assim, se procurarmos ver tudo o que ocorre aqui nessas terras de Pindorama como uma grande tragédia, pode ter certeza que a loucura irá bater na porta de sua alma e invadi-la sem a menor cerimônia.

 

[1] Aceitemos a verdade, sempre, porque por mais dura que ela seja, ela sempre irá nos fazer bem, porque fomos feito para sermos iluminados e guiados por ela.

Negá-la pode até ser algo desejável por nós, em certas ocasiões, mas, como todos sabemos, e o sabemos muito bem, nem tudo o que desejamos é bom. Na verdade, na maioria das vezes não o é.

Aliás, vale destacar: quando realizamos determinados desejos nos sentimos profundamente desconfortáveis porque, reconheçamos ou não, estamos negando a verdade sobre nós. E quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra.

De mais a mais, como havíamos dito anteriormente, negá-la pode até ser aparentemente agradável, mas nunca é, intimamente, algo confortável porque quando afastamo-nos da verdade, estamos a nos distanciar de nós mesmos. E isso, cara pálida, não é, nunca foi e jamais será algo bom.

[2] Tudo, tudinho no Brasil deve ser encarado como uma grande comédia. Na pior das hipóteses, como uma tragicomédia. Por quê? É simples: se não procedermos assim, se procurarmos ver tudo o que ocorre aqui nessas terras de Pindorama como uma grande tragédia, pode ter certeza que a loucura irá bater na porta de sua alma e invadi-la sem a menor cerimônia.

[3] O facebook é uma ferramenta fantástica, desde que saibamos utilizá-la apropriadamente. É óbvio.

Vejam: uma coisa é vermos fotinhos e piadinhas aleatoriamente; outra, bem diferente, é lermos e informarmo-nos com o que a referida ferramenta nos apresenta diariamente.

Nesse segundo caso, ao invés de ficarmos catando e acatando tudo o que nos é atirado pela referida rede, seria, pensou eu, bem mais producente se procurássemos acessar diretamente os perfis das pessoas e organizações, cujo conteúdo, consideramos relevantes.

É simples: basta que formemos uma lista desses perfis e passarmos a acessá-los com a frequência que considerar apropriada.

Ora, se procedermos desse modo, pouco importará para nós, enquanto indivíduos, a política que seja adotada pelos senhores dessa plataforma, porque seremos nós mesmos que iremos determinar o que poderá ou não ser apreciado pelas meninas de nossos olhos.

Sejamos pontuais naquilo que queremos. Não caiamos na esparrela de nos dissolver na trama de sugestões que nos são feitas em rede pela rede.

 

 

 

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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