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26 Jun 2018

OLHAR O MUNDO COM OUTROS OLHOS

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Isso mesmo! Dum modo geral, essas alminhas criticamente críticas simplesmente repetem, repetem, como repetem, apenas um punhado de cacoetes mentais que foram servilmente assimilados por seus coraçõezinhos como se fossem dogmas inquestionáveis.

 

[1] De fato, sugerir um livro para alguém é algo agressivo. Ao menos, assim o é, aqui nessas plagas. Lembrar um caipora que ele deveria ler essa ou aquela obra para saber o quão equivocado está a respeito de determinados assuntos, definitivamente, aqui, nessa terra de Pindorama, é tido como sendo o fim da picada porque, a estupidez travestida com o rótulo de “consciência crítica” é a única fonte de autoridade reconhecida pelos ditos cujos que amam dizer que são cidadãos críticos.

[2] Cada um com suas prioridades; cada prioridade refletindo o que há no funda da alma de cada um.

[3] Ignorar a história e seus ensinamentos, fazer távola rasa do passado, é a marca distintiva de todos aqueles que amam posar de "sujeito crítico". Detalhe: esses lazarentos críticos, que conhecem lhufas sobre história, amam, de paixão, mandar os outros estudar a dita cuja que eles, diga-se de passagem, ignoram criticamente. Se esses indivíduos soubessem o quanto esse tipo de pose forçada é ridícula, ficariam quietinhos no seu canto por um bom tempo. Ficariam, é verdade, se soubessem distinguir o ridículo de algo que seria minimamente plausível e sensato.

[4] O que mais impressiona nas alminhas críticas é que elas são tão críticas que nunca, nunca, nunquinha sentiram a necessidade de ler, e estudar, ao menos um autor ou teoria que se apresente como um contra ponto aos seus devaneios ideológicos. Nunca.

A única coisa que esses tipos se habilitam fazer é repetir jargões e estereótipos ocos pra defender as suas crenças e crendices ideológicas. Só isso e olhe lá.

Isso mesmo! Dum modo geral, essas alminhas criticamente críticas simplesmente repetem, repetem, como repetem, apenas um punhado de cacoetes mentais que foram servilmente assimilados por seus coraçõezinhos como se fossem dogmas inquestionáveis.

Aliás, suscitar uma dúvida que seja a respeito de suas certezas inabaláveis é como lhes tirar o chão. É como derrubar o seu castelinho de cartas marcadas.

E aí daqueles que discordam dessas tranqueiras defendidas por essas alminhas. Por esse pecado inaceitável eles serão merecedores de juras de ódio eterno.

Ódio do bem, é claro.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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