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08 Jun 2018

A ESQUERDA E A DIREITA

Escrito por 

 

 

 

No fundo, é isso: a direita vê o real e quer respeitar a realidade como ela é. Já a esquerda tem ideias equivocadas sobre a realidade e quer que o mundo nelas se encaixe. Como a esquerda tem ditado a política nas últimas décadas, enlouquecendo e empobrecendo a Nação, a população cansou dos delírios esquerdistas e quer agora colocar alguém no poder que respeite o princípio de realidade.

 

Hoje os jornais estão cheios de proposta e artigos que distinguem sobejamente a direita da esquerda política. Eu quis escrever estas linhas porque o ilustre Celso Ming (Ver aqui) começou seu artigo dizendo que não há diferença entre direita e esquerda e depois todo o resto do artigo foi para mostrar a irracionalidade das posições de esquerda. Por elipse, a antípoda seria a direita. Por que ele disse então que não há diferença? Percebo que parte da imprensa insiste, e lamentavelmente Celso Ming faz coro, que não há diferença, mas há. Pretendo aqui listar algumas das diferenças. Como se sabe, ao lado dos jornalistas engajados com a revolução há outra penca que acha chique ser de esquerda enquanto tal. Praticamente não há jornalista no Brasil que não seja progressista (comuna).

Podemos ver diferença entre esquerda e direita em três campos distintos, pelo menos, sem contar os fundamentos filosóficos por detrás de cada posição, que não serão objeto deste artigo: no campo dos costumes, no campo econômico e no campo do Direito. Comecemos pelos costumes: a esquerda defende a liberação das drogas, do aborto, adora defender o gaysismo, o feminismo, defende as quotas, tudo isso para colocar as minoras incondicionalmente do seu lado. Durante décadas a maioria prejudicada fechou os olhos a essa militância danosa, mas agora não mais, pois as políticas de privilegiar as ditas minorias foram longe demais. A direita repudia tudo isso e afirma categoricamente a igualdade de todos perante a lei, igualdade diante das oportunidades, defende a boa moral cristã e os bons costumes. É no campo dos costumes que vemos já a diferença abissal.

No campo econômico a diferença não é menor: a esquerda tem uma visão de mundo completamente deturpada sobre três questões fundamentais: o que é poupança, o problema da moeda e o comércio exterior. A questão da poupança precede tudo porque a visão distorcida da esquerda afirma que a poupança se gera automaticamente, uma vez gerado o gasto. A direita afirma o princípio de realidade de que o ato de poupar precede o desenvolvimento e é a grandeza fundamental do processo econômico, sem a qual fica tudo estagnado. Na mesma linha, a visão da esquerda sobre a moeda é que ela é instrumento de desenvolvimento e a inflação deve ser tolerada, ignorando que ela é um imposto exorbitante sobre os pobres. Emitir moeda deveria ter licença porque seria onde o processo de desenvolvimento começaria, gerando inclusive a poupança necessária. Essa loucura teórica foi posta em prática por diversos governos, que nos levaram à hiperinflação, de triste memória. Do mesmo modo, a esquerda defende que o comércio internacional seja utilizado politicamente, privilegiando parceiros como Irã e China, em detrimento dos EUA. Essa balela esquece que o motor dinâmico da economia mundial é os EUA, inclusive como fonte geradora de tecnologia. A delirante entrevista de Marcio Porchman (Ver aqui) confirma a tola visão de mundo.

Já a direita, ao lado de afirmar a sã doutrina de que a poupança é o início de tudo, precede tudo, é pela disciplina monetária rígida e quer fazer dos EUA o óbvio parceiro para alavancar as trocas internacionais, pois o Brasil tem o que vender e o que comprar dos EUA. A isso a esquerda chama de “neoliberalismo”, que na linguagem dos círculos esquerdistas soa como um palavrão da pior espécie. A esquerda se recusa a ver a realidade como ela é. É claro que tudo isso tem consequência: a direita sabe que, em face da evolução da variável populacional, não há outro remédio do que fazer uma profunda reforma na Previdência, já a esquerda acha que tudo se resolveria mediante crescimento econômico manipulado pelos gastos do Estado e a emissão de moeda, como se mais despesa pagasse a despesa anterior ainda por pagar. Da mesma o desemprego desapareceria como passe de mágica se o Estado elevasse desmesuradamente seus gastos, ignorando o fato óbvio que o Estado está quebrado e esgotou sua capacidade de gastar.

Por fim, a questão do Direito, extensivo à Segurança. A direita quer abolir o Estatuto do Desarmamento, vendo o óbvio de que os bandidos continuam bem armados e não há como ignorar isso, que é o fator responsável principal pelas 60 mil mortes anuais de bons brasileiros nas mãos dos bandidos. Ao lado, a questão da redução da maioridade penal como instrumento de dissuasão do surgimento de novos criminosos.  Para a direita, Justiça é dar a cada um o que é seu, a esquerda já acha que a ditas minorias podem ter renda e benefícios sem que tenham trabalhado e feito sacrifícios, como nas quotas de concursos públicos. A direita é veementemente contra a liberação das drogas, vendo os malefícios que elas trazem para a juventude. A esquerda vê tudo pelo sinal contrário e, no poder, tem patrocinado as deletérias políticas que prejudicam os brasileiros por ignorarem a realidade como ela é. Liberação das drogas é suicídio coletivo.

No fundo, é isso: a direita vê o real e quer respeitar a realidade como ela é. Já a esquerda tem ideias equivocadas sobre a realidade e quer que o mundo nelas se encaixe. Como a esquerda tem ditado a política nas últimas décadas, enlouquecendo e empobrecendo a Nação, a população cansou dos delírios esquerdistas e quer agora colocar alguém no poder que respeite o princípio de realidade.

 

 

 

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

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