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20 Mar 2018

AS OUTRAS VIÚVAS DE LULA

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Todos conhecemos as “viúvas” de Lula: os militantes do PT, seus eleitores alienados, os comunistas radicais que nunca chegarão ao poder, os empresários oportunistas que enriqueceram com ele e Dilma na Presidência, jovens universitários candidatos a comissários do povo, artistas viciados em boquinha estatal, os militantes alugados que recebiam diárias e pão com mortadela e esquerdistas de um modo geral.

 

Todos conhecemos as “viúvas” de Lula: os militantes do PT, seus eleitores alienados, os comunistas radicais que nunca chegarão ao poder, os empresários oportunistas que enriqueceram com ele e Dilma na Presidência, jovens universitários candidatos a comissários do povo, artistas viciados em boquinha estatal, os militantes alugados que recebiam diárias e pão com mortadela e esquerdistas de um modo geral. Todos aqueles que, de algum modo, são simpáticos ao ex-presidente e que estão amargando prejuízo depois que o PT foi apeado do poder.

Ocorre que há outras viúvas que, de algum modo, viviam à sombra nefasta do ex-presidente, aqueles que pregavam noite e dia os perigos do petismo e do lulismo, de como seria difícil erradica-los do poder e que o Brasil estava nas suas mãos de forma irremediável que não por uma intervenção militar. Essa gente falhou primeiro ao descrer no desfecho do impeachment de Dilma Rousseff. Ficaram incrédulos, como podia a petista cair tão facilmente, sem nenhuma resistência, caída de maduro ao desamparo das massas petistas?  Não parecia lógico que isso acontecesse precisamente porque contrariava os prognósticos catastrofistas que quase sempre desaguavam em alguma proposta autoritária. É preciso dizer que também essa gente não acreditava nas prisões feitas à época e por causa dos crimes do mensalão, até o poderoso Zé Dirceu foi em cana, junto com Zé Genoíno. Certo que Lula ficou de fora das condenações do mensalão, por isso essas viúvas achavam que ele também sairia incólume do petrolão. Erro de avaliação.

O que nós vimos é que a sociedade civil brasileira soube expelir os elementos mais nocivos do sistema político e as instituições funcionaram perfeitamente. Joaquim Barbosa parece ser o comuna que sempre foi, mas condenou Zé Dirceu e Genoíno, vestindo adequadamente a persona de juiz, pelo que ganhou a admiração dos brasileiros. Na primeira instância e na segunda da Justiça Federal bem vimos que o petista jamais teve chance de ser inocentado só por causa da biografia canhota. Os demais processos em curso provavelmente também o condenarão. Lula tomou ferro ao quadrado ao ter a sentença majorada da segunda instância. O fato é que os elementos mais nocivos e corrompidos do sistema político estão sendo expelidos com a maior facilidade por causa dos crimes cometidos e isso prova uma verdade: a vitoriosa revolução gramsciana atingiu nível superficial. Se as classes falantes pensam e falam como comunistas, na hora de tomar decisões o fazem e acordo com o ordenamento jurídico, que é a instância da ordem. A Justiça revolucionária não foi posta em uso e o Código Penal está valendo para todos. Sem revolução não há transformação, dirão os teóricos que desacreditam na tática de Gramsci. Lênin está mais vivo do que nunca.

Isso permite afirmar que o medo das outras viúvas de Lula era infundado?  Sim e não. Foi possível agir a tempo para salvar o Brasil do petismo e enviar Lula para a prisão, inclusive impedindo a sua fuga para o exterior. Grande parte dos acontecimentos derivaram de fatos fortuitos, como a inconfidência de Roberto Jefferson, que acordou o Brasil para as falcatruas petistas. A manutenção do domínio da ideologia revolucionária nos formadores de opinião, todavia, a começar pelas escolas, é um perigo que a longo prazo pode jogar o país no totalitarismo de esquerda. As mudanças que estamos vendo agora, sobretudo se o eleito em 2018 não for de esquerda, o que parece provável, poderão reverter esse quadro sem maiores danos, como estamos vendo acontecer no EUA de Donald Trump. Dá para ser otimistas a ponto de dizer que não precisamos de guerra civil para reorganizar o Brasil. Não é pouca coisa.

O que é singular na história de nosso país é que, nos momentos decisivos, a elite se une e coloca ordem na casa. Assim em 30, em 64  e durante o Império. Isso tem garantido a unidade da nação e a persistência da ordem no tempo. É bom ressaltar o papel decisivo da Forças Armadas como guardiãs da ordem. Os petistas não foram vitoriosos porque não conseguiram subverte-las. A ordem prevaleceu e prevalecerá e Lula será preso inexoravelmente.

Quem viver verá.

 

 

 

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

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