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12 Mar 2018

MEDO E HORROR

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Nada do tudo que está acontecendo foi imprevisível. Ao contrário. Seria possível uma narrativa bastante aproximada de tudo o que acontece, mesmo que tivesse sido feita cem anos atrás. Está claro que o confronto é uma possibilidade com a qual contam as organizações criminosas que tomaram conta do Rio de Janeiro.

 

Por Cel Quintilhiano

Nada do tudo que está acontecendo foi imprevisível. Ao contrário. Seria possível uma narrativa bastante aproximada de tudo o que acontece, mesmo que tivesse sido feita cem anos atrás. Está claro que o confronto é uma possibilidade com a qual contam as organizações criminosas que tomaram conta do Rio de Janeiro.

Contam que só o confronto permitirá que áreas sejam liberadas para o crime como bem entendem e querem os criminosos. A colocação das Forças Armadas no centro dos problemas da falta de segurança do povo brasileiro foi a repetição de eventos semelhantes, contumazes no fenômeno histórico brasileiro. No ponto a que chegamos a responsabilidade pelo desastre está bem distribuída.

Certamente, aquilo que deveria ser visto como a elite nacional concentrou historicamente o tradicional rebotalho dedicado a interminável tarefa de saquear a riqueza nacional. Ao se retirarem os militares da política, em 1989, viu-se facilitado o caminho para a roubalheira como instituição. Os tais donos do poder, como bem definidos por Faoro, não foram capazes para controlar as hordas de criminosos que tomaram conta do Rio de Janeiro. E estão dispostos a continuar uma rotina de terror adotada como prática para o confronto. E tudo aconteceu a partir da fantástica tolerância dos políticos que sempre trabalharam pelo estado com o mínimo de autoridade, se possível, nenhuma. Os colarinhos não imaginavam que uma feroz concorrência viria justamente daqueles que se satisfaziam com assaltos periféricos e de pouca monta. Ladrões de galinhas. Passaram a agir com desenvoltura ao constatarem que a lei para todos não iria alcança-los. Vivia-se no maravilhoso mundo da impunidade legal. O melhor dos mundos para os políticos e os malfeitores.

As tendências ideológicas que vertiam dos novos líderes propôs, com sucesso, socializar a prática de crimes. E, foi assim que, colarinhos e descamisados, passaram, de comum acordo, à interminável tarefa de saquear o Brasil. Inimigos que foram, negociaram facilidades para agirem sem se destruírem. Daí surgiu a sociedade Temer&Lula. Os dois e suas organizações criminosas ( PMDB/PT) estiveram coordenados por, pelo menos, quinze anos.

O momento atual na política brasileira trouxe consigo o descalabro de um país inadministrável. A farsa política está a repetir cenários bem conhecidos e repetidos. Em 1964 uma situação caótica fez com que o socorro dos militares fosse dramaticamente solicitado. Isto parece já estar ocorrendo neste ano de 2018. Criminosos tomaram conta do Brasil, como em 64, e o método criado para fazer política foi o terror. A lei passou a ser mero adereço facilmente contornável. No descalabro em que nos encontramos só restou pedir socorro aos militares, por muito tempo vítimas do escárnio desta gentalha que agora pede socorro. Na atual situação foi decidido, pelos políticos, que os militares intervenham no conflito e lhes foi imposto como arma a ser usada, preferencialmente, o diálogo com as metralhadoras dos criminosos. Os malfeitores batem palmas pois era isto que esperavam que acontecesse. E assim seriam reforçadas as garantias para que os criminosos agissem e os militares observassem. A inacreditável postulação sugere que inimigos não existem.

Existem cidadãos acostumados ao uso de metralhadoras .50 para exterminarem as polícias. Assim pensam, assim agem os que visam anular o esforço capaz de garantir a segurança para ir e vir e a prática democrática da liberdade individual. Criminosos, vivem do achaque aos cidadãos e não estão dispostos a ceder daquilo que sempre desfrutarão, ou seja, a permissiva segurança legal construída para salvaguardar-lhes o direito ao crime continuado.

 

 

 

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