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12 Dez 2017

TRUMP E A DEMOCRACIA

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O que mais irrita os críticos de Trump, na verdade, é sua disposição em enfrentar a pressão e negar-se a ser tutelado pela mídia, senso comum ou setores engajados da sociedade. Está sendo honesto e verdadeiro no sentido de dar voz a uma enorme parcela da população que foi esquecida pelos últimos governos, uma maioria silenciosa que se mobilizou e se expressou nas urnas.

 

A essência da democracia é aceitar a opinião dos demais, dizia Churchill. Para ir mais além, é onde existe o jogo da política e de poder e, quando um lado sai ganhando, é preciso respeitar sempre o vencedor. A mais recente eleição para presidente dos Estados Unidos deixa esta lição. A vitória incontestável de Donald Trump significou a derrota de alguns, mas sobretudo o triunfo de um conjunto de ideias sobre outro.

Assim como Barack Obama venceu dentro de uma agenda globalista em 2008 e 2012, Trump venceu com uma agenda conservadora em 2016. Nada mais normal e salutar em uma democracia. Obama venceu respaldado pela maioria dos votos dos norte-americanos, assim como Trump, portanto é legítimo, tanto para um, quanto para outro, implementar sua agenda assim que chega ao governo.

Trump sugeriu uma correção de rumo em vários vetores do governo, que nasce na racionalização dos gastos, cortando impostos, passa pela retirada do país de organismos de tutela internacional e reafirmação da aliança com Israel. A população, consultada nas eleições, preferiu sua agenda de correções do que a continuidade das políticas do partido oposto, que ocupava o governo nos últimos oito anos. A força da maioria se impôs.

Ocorre que uma vez chegado ao governo, a oposição ao governo Trump foi muito além da política. As críticas em torno do presidente e suas ideias revelaram a necessidade quase imperiosa de que suas ações fossem tuteladas pela pressão daqueles que foram derrotados nas urnas. É a tentativa da minoria se impor diante da maioria. As ações que visam atingir seu governo e seu programa passaram do razoável e do tom político esperado por aqueles que prezam os valores democráticos.

A mídia televisiva brasileira, que por seu alcance pauta a média da opinião pública nacional, alcançou praticamente um tom uníssono contra o presidente republicano, atuando como animadora do torcida, longe do jornalismo. A transmissão da notícia comporta opinião, entretanto, jamais o pecado de distorcer fatos para criar sua própria verdade.

O que mais irrita os críticos de Trump, na verdade, é sua disposição em enfrentar a pressão e negar-se a ser tutelado pela mídia, senso comum ou setores engajados da sociedade. Está sendo honesto e verdadeiro no sentido de dar voz a uma enorme parcela da população que foi esquecida pelos últimos governos, uma maioria silenciosa que se mobilizou e se expressou nas urnas.

A revolta da maioria silenciosa não é um fenômeno apenas americano. Chegou ao Reino Unido, sacudiu a eleição francesa e já é governo em um enorme número de países. O Brasil, saturado da agenda globalista e da ditadura do politicamente correto, abriu um enorme espaço para a chegada de alguém que encarnará este sentimento na próxima disputa presidencial.

 

Fonte:  O TEMPO

 

 

 

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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