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05 Nov 2017

A CORRUPÇÃO NÃO VESTE FARDA!

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A carreira militar tem como pilares a disciplina, a hierarquia,  a honra, a honestidade, a lealdade, a camaradagem, a solidariedade, o sentimento do dever e o espírito de sacrifício. Valores incutidos desde os bancos escolares das escolas de formação tanto de oficiais como na de praças.

 

Por Cel JORGE DA ROCHA SANTOS

A carreira militar tem como pilares a disciplina, a hierarquia,  a honra, a honestidade, a lealdade, a camaradagem, a solidariedade, o sentimento do dever e o espírito de sacrifício. Valores incutidos desde os bancos escolares das escolas de formação tanto de oficiais como na de praças.

A vida militar é uma carreira de abnegação, um apostolado pela Pátria. Dedicação total ao serviço do Brasil com sacrifícios também impostos às famílias. A entrada na carreira é livre e por mérito, disputando o lugar. A permanência e o progresso também se fazem por mérito, todavia, a saída é livre para os que se sen- tirem insatisfeitos.

O Exército, a Marinha e a Força Aérea são constituídos por seres humanos sujeitos a todas as injunções a estes inerentes. Volvamos aos tempos de Cristo. Aquele Ser, com profundo conhecimento das fraquezas humanas, escolheu doze para serem apóstolos, desses, um, por dinheiro, o traiu. Uma mensagem de Cristo para o futuro, também para a sua Igreja, a fraqueza do ser humano. Estatisticamente: a traição de um em doze.

Em 18 de outubro de 2017, em maliciosa reportagem, a Revista Época publicou o artigo “A corrupção também veste farda”. Apontando que cerca de trezentos militares encontravam-se nas malhas da justiça por processos de peculato. A reportagem sequer informou à população que grande parte dos casos investigados pelo Ministério Público da Justiça Militar e pelo Tribunal de Contas da União foram levantados e detectados pelas próprias Forças Armadas e comunicados àqueles órgãos de controle para o exercício de suas competências legais.

A reportagem visando denegrir o Exército, mencionou o fato como se fosse ocultado e recente, ignorando, dentre outras, as traições ocorridas, por exemplo: em 1935, do capitão Luiz Carlos Prestes; em 1969, do capitão Carlos Lamarca; em 1974, do cap. Ailton Guimarães, onde ideologia e dinheiro se mesclaram. A fraqueza do ser humano é latente, compete a cada um vigiar- se quanto ao aceno das facilidades.

Pode-se enganar os outros durante algum tempo, mas nunca todo o tempo (Lincoln)”. A reportagem da revista “Época” ocultou que, estatisticamente, foram trezentos maus militares num universo de trezentos mil bons militares. Trezentos que, tocados pela cobiça, traíram seus companheiros e os princípios basilares da profissão militar. A corrupção não veste farda, o Regulamento Disciplinar e a Lei Militar, de imediato e inexoravelmente, a despe do corrompido.

 

 

 

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