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19 Abr 2017

A LISTA DO FACHIN

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Segundo um outro ministro do STF, o foro privilegiado concedido aos políticos brasileiros não tem similar no mundo; logo eles que são, também no mundo, vistos como os mais corruptos. No modelo norte-americano, nem existe a figura do abjeto foro. Todos são realmente iguais perante as leis.

 

Por Gen GILBERTO PIMENTEL, Presidente do Clube Militar

“A Lava-Jato corre grande risco de acabar sem punir os políticos envolvidos”. Quem fez esta afirmação foi um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista concedida no final da semana passada a uma revista de grande circulação. Acrescentou ainda que: “ o foro privilegiado foi criado para dar uma certa proteção institucional à autoridade…, mas no mundo real se tornou ilegítimo produzindo impunidade. Isso precisa ser mudado”

Precisa sim, e com toda a urgência, pois o sistema que chegou a ser chamado por alguém de perversão da justiça, transformou-se, na prática, num esconderijo de poderosos bandidos que se tornaram inalcançáveis pelas leis do País, mesmo que tenham cometido os mais hediondos crimes que nada têm a ver com atos praticados pelo parlamentar em razão do cargo.

Segundo um outro ministro do STF, o foro privilegiado concedido aos políticos brasileiros não tem similar no mundo; logo eles que são, também no mundo, vistos como os mais corruptos. No modelo norte-americano, nem existe a figura do abjeto foro. Todos são realmente iguais perante as leis.

Só para lembrarmos do tanto de sujeira e podridão que o foro encobre e a necessidade de sua imediata extinção, fixemo-nos no que ocorreu com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, logo após perderem os abomináveis privilégios. Ambos, no curtíssimo prazo, foram colocados atrás das grades, e por muitos anos, pela Operação Lava-Jato.

Imaginem quantos da Lista do Fachin teriam de imediato o mesmo destino. Cabe a toda a sociedade lutar por isso. É essencial se queremos, de fato, viver num país digno de ser visto como democrático. Pressionemos sem tréguas os parlamentares, exigindo que os bandidos que existem entre eles venham a ser tratados como bandidos comuns.

Não há como perdoá-los. Fizeram e continuam fazendo muito mal ao País e à nossa gente.

É preciso separar o joio do trigo, se é que ainda existe trigo, antes de 2018.

Vamos fazer a nossa parte!

 

 

 

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