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17 Mar 2017

QUEM PAGA A CONTA?

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Pelo segundo ano consecutivo, em 2016 o PIB nacional sofreu acentuada queda. Em muitos aspectos macroeconômicos a situação de nossas contas regrediu vários anos, ou mesmo décadas.

 

Pelo segundo ano consecutivo, em 2016 o PIB nacional sofreu acentuada queda.

Em muitos aspectos macroeconômicos a situação de nossas contas regrediu vários anos, ou mesmo décadas.

O estrago causado na economia brasileira pela política econômica e pela irresponsabilidade fiscal dos governos petistas custará muito tempo, esforço e sacrifício de nosso povo para ser reparado.

Apesar de termos uma das maiores cargas tributárias do mundo, como o governo, em todas as esferas, hesita ao máximo em reduzir despesas dispensando pessoal visivelmente excedente em seus quadros, volta-se novamente a falar em aumento de impostos.

Estuda-se também uma necessária reforma da Previdência, nos moldes já adotados em tantos países que perceberam a armadilha das contas previdenciárias que se apresentarão num futuro mais ou menos próximo.

Todos concordam que não podemos continuar como estamos, mas ninguém abre mão de seus direitos adquiridos ou em expectativa.

Será a conta paga pelos funcionários do Poder Judiciário, que chegam a ganhar mais de dez vezes o que percebem os servidores do Executivo? Ou pelos também privilegiados membros do Poder Legislativo, agraciados com vencimentos cinco a dez vezes superiores aos do Executivo?

Não, de maneira nenhuma. Esses poderes têm sua verba própria e gozam de independência financeira, de acordo com a lei. No Orçamento Federal, recebem uma parcela intocável e desproporcionalmente grande, gasta quase toda em pagamento de pessoal. Suas indenizações, verbas funcionais, seguros de saúde, gratificações, quatorze salários anuais, enormes gabinetes lotados de funcionários em Brasília e em seus estados, nepotismo cruzado ou oculto, caixas um, dois, três, quatro, auxílios moradia, indenizações de passagens, despesas pessoais e por aí vai, tudo somado cria uma casta de nobres. Quase semideuses, vivem completamente fora da realidade da imensa maioria do povo brasileiro, que não conhecem e não respeitam, encastelados em seu mundo exclusivo e nababesco.

Os funcionários do Executivo, junto aos do Estado que não dispõem de verbas exclusivas e dividem o que sobra do orçamento com todas as outras despesas de custeio e de investimento da União, estes serão chamados, juntamente com o povão da atividade privada, a pagar a conta, num esforço desproporcional à sua capacidade financeira. Dentre eles, são alvos prioritários os penúltimos classificados entre os menores salários médios pagos pela União, os servidores da administração direta; e, também, os de mais baixo salário médio dos últimos dezesseis anos, os militares das Forças Armadas.

Como no feudalismo, os camponeses pobres pagam pelas festas, castelos, carruagens, viagens e concubinas dos ricos nobres. E só os miseráveis pagam impostos, cada vez mais altos.

Até que, sem pão nem brioches, explodam em violência, a única arma que lhes resta.

 

* O autor é editor de opinião do Clube Militar

 

 

 

Clovis Puper Bandeira

Nascido em 28 Fev 45 em Pelotas - RS

General de Divisão da Reserva do Exército Brasileiro

Ex Vice-Presidente e atual Assessor Especial do Presidente do Clube Militar

Principais funções na carreira militar:

- Instrutor da AMAN e da ECEME

- Aluno do US Army War College - EUA

- Comandante do 10º BI - Juiz de Fora - MG

- 1º Subchefe do Estado-Maior do Exército - Brasília - DF

- Comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva - Porto Velho - RO

- Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazonia - Manaus - AM

- Diretor de Especialização e Extensão - Rio - RJ

- Comandante da 3ª Região Militar - Porto Alegre - RS

- Chefe do Departamento de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa - Brasília - DF

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